Deus será eliminado pela inteligência artificial, disse autor de "O Código Da Vinci" durante entrevista


A humanidade já não precisa de Deus, mas pode, com a ajuda da inteligência artificial, desenvolver uma nova forma de consciência coletiva que cumpre o papel da religião, disse o autor dos EUA, Dan Brown, nesta quinta-feira.


Brown fez o comentário provocativo na Feira do Livro de Frankfurt, onde ele promoveu seu novo romance, "Origem", a quinta edição do professor de "simbologia" de Harvard, Robert Langdon, protagonista do "Código Da Vinci", um livro que questionou a história do cristianismo.

"Origem" foi inspirado pela pergunta "Deus vai sobreviver à ciência?", Disse Brown, acrescentando que isso nunca aconteceu na história da humanidade.

"Nós somos ingênuos hoje para acreditar que os deuses do presente sobreviverão e estarão aqui em cem anos?", disse Brown, de 53 anos, em uma conferência de imprensa lotada.


Na Espanha, "Origem" abre com Langdon chegando ao Museu Guggenheim, em Bilbao, para o anúncio de um futurista bilionário recluso que promete "mudar o rosto da ciência para sempre".

Comentário:

O discurso de Brown sobre a possibilidade da ciência eliminar a "necessidade" da religião ou do próprio Deus é uma repetição histórica, já bem conhecida no universo da Teologia. Tal afirmação não é nenhuma novidade, mas pelo contrário, ela apenas enfatiza o quanto a existência do sentimento religioso é um fato que escapa ao pleno domínio da ciência.

Por vários séculos, cientistas, intelectuais e pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento humano desenvolveram a noção de que a ciência faria a religião desaparecer. Que o misticismo e o próprio conceito de Deus seriam eliminados. Entretanto, para espanto de muitos e fundamento teórico da Teologia, a ciência, na verdade, deixou de ser vista como uma rival da religião, para se tornar sua grande aliada.

A evolução do conhecimento científico não confronta Deus, mas apenas lhe confirma. A ciência, ou seja, o pensamento crítico, puramente racional, pode fazer desaparecer o misticismo, a crença, isto é; discursos sem fundamentos lógicos baseados apenas em tradições, mas não em evidências que encontram apoio na própria ciência. O conceito de um ser Criador vai muito além do misticismo.

Ainda assim, até mesmo uma crença sustentada apenas por uma tradição é considerada importante, por exemplo, no campo da psicologia social, visto que integra a formação de pensamento e conduta de uma pessoa.

Em todo caso, a evolução da ciência fundamenta a fé em Deus, especialmente para os que estudam seriamente o assunto. Fatos antes desconhecidos, por exemplo, sobre a grandeza do universo, ou mesmo sobre o perfeito funcionamento de uma célula humana, demonstram com clareza algo que o autor Norman L. Geisler chama de "Complexidade Irredutível". Um nível de informações e sintonia entre elas tão absurdo que é impossível ter sido concebida pelo acaso.

Por fim, diante desses fatos e do crescente número de cientistas que advogam uma fé em Deus, também, com base no que descobrem em seus estudos, é certo que o discurso de Dan Brown não passa de mais um jogo de marketing para promover seu novo livro.

Uma coisa é certa: como cientista, pensador e teólogo, Brown é um ótimo escritor de ficção.


Fonte: Chistian Post
Comentário: Will R. Filho

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1 de novembro de 2017 23:31

Acho que é jogo de Marketing mesmo desse escritor! Ultimo estudo da ESO confirma equações que existe simetria entre matéria e anti-matéria, ou seja não admitem mas provavelmente houve uma sintonia fina no Universo, fato esse que corrobora para a ideia de um Deus.

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