Câncer de mama: novo estudo revela contraste capaz de identificar tratamento mais eficaz já na fase inicial da doença


Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o câncer de mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento, revelou a revista “Nature” nesta segunda-feira.

De acordo com o biomédico e principal responsável pelo estudo, Zheng-Rong Lu, o trabalho poderá ajudar os médicos “a encontrar o tratamento adequado” para cada paciente. Após diversos testes com ratos, os pesquisadores descobriram que o agente de contraste a base de gadolínio é também mais eficiente e seguro do que os agentes tradicionais, pois usa uma dose 20 vezes menor e que o corpo elimina mais facilmente.


Para fabricar esse agente novo, Lu e a equipe combinaram o agente de contraste chamado Gd3N@C80, considerado altamente eficiente, com um peptídeo chamado ZD2, desenvolvido em laboratório pelos próprios especialistas. Eles perceberam que frente ao gadolínio empregado em agentes tradicionais, a estrutura do Gd3N@C80 era “diferente”, porque os íons do gadolínio ficavam presos em uma molécula de fulereno, que se assemelha a uma bola de futebol.

“Essa jaula evita o contato direto entre o gadolínio e o tecido, e o gadolínio não se solta, evitando qualquer tipo de interação com o tecido”, explicou.

Segundo Lu, a tecnologia fundamental no agente de contraste é o peptídeo encostado.

No experimento, o ZD2 foi aplicado à superfície da molécula de fulereno e, depois disso, o peptídeo detecta especificamente a proteína do câncer EDB-FN. A EDB-FN, que se associa à invasão de um tumor, a metástases e a resistência aos fármacos, se manifesta altamente na matriz que rodeia às células cancerígenas em muitas formas agressivas de câncer, segundo a “Nature”. Ao fazer testes com seis ratos, a IRM identificou o câncer de mama em todos os casos.

De acordo com os pesquisadores, o sinal criado pelo acúmulo de moléculas de contraste em três tipos agressivos de câncer de mama era significativamente mais brilhante. Por outro lado, no caso dos cânceres de lento crescimento o sinal permanecia fraco. Atualmente, a equipe de Lu investiga formas de reduzir o custo da produção deste agente para que se uso se torne atraente para clínicas e hospitais.


Fonte: Efe

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