Aprovação de ensino religioso nas escolas revela a hipocrisia de quem é contra o Escola sem Partido


Aprovado pelo Supremo Tribunal Federal, o ensino religioso nas escolas públicas do Brasil revela o quanto críticos do projeto Escola Sem Partido sofrem de hipocrisia e desonestidade intelectual


Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, segundo a qual o ensino religioso não poderia ser feito com base em uma religião específica, mas apenas como uma visão abrangente sobre as "religiões", sem a possibilidade de que os professores pudessem representar alguma doutrina em particular.


Com a rejeição da ADI, professores que se identificam com alguma religião específica poderão ensinar sobre elas. Ou seja, fica a critério da disponibilidade do profissional e interesse da escola em poder contratar ou não um professor, que pode ser voluntário, de certo credo religioso.

Apesar de obrigatório o ensino religioso no ensino fundamental, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a disciplina de religião é - optativa - e, portanto, a participação do aluno é voluntária. Tanto o estudante quanto sua família podem rejeitar o ensino, ficando dispensado da disciplina caso não tenham interesse.

Críticas sobre o ensino religioso nas escolas e a hipocrisia contra o Escola Sem Partido


O projeto Escola Sem Partido, para quem ainda não conhece, se trata de um Projeto de Lei (PL) que visa tornar obrigatório a colocação nas escolas de um cartaz, com 06 pontos, contendo observações referentes à atuação do professor nas escolas. Veja abaixo:



Observe que o item número 01 está escrito que: "O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias".

O item 02 especifica ainda mais, ao dizer que: "O Professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas".

Como podemos observar, o Escola Sem Partido não trata de um "partido" ou "causa" em particular, mas visa justamente garantir que a sala de aula não se transforme em um palaque político-ideológico, ou mesmo religioso e moral, preservando assim a consciência dos alunos quanto à educação e princípios que receberam de suas famílias.

No entanto, foi só falar de ensino religioso em sala de aula para a grande mídia começar a utilizar o termo "doutrinação". Ora, há mais de uma década o movimento Escola Sem Partido (ESP) vem denunciando a doutrinação política e ideológica nas salas de aula (incluindo a religiosa, como você mesmo(a) pode ler acima), mas para essa mesma mídia o termo utilizado quando se refere ao ESP é outro, chama-se "mordaça".

Eles querem determinar o que deve ser doutrinado e não proibir a doutrinação


Observe que diferentemente da militância político-ideológica na sala de aula, quando professores utilizam o espaço de suas disciplinas - obrigatórias - para aliciarem alunos em prol de suas causas, a medida que aprova o ensino religioso é optativa. Não há, nesse caso, uma "plateia cativa", pois o aluno participa da aula de religião se quiser.

Por outro lado, o Escola Sem Partido visa combater não a opção de um Professor ensinar o que acredita para um aluno que voluntariamente deseja aprender, mas sim de alunos serem - obrigados - a ouvirem o que não gostariam de professores que, verdadeiramente, ensinam o que não deveriam.

Supondo, mesmo assim, que o tal ensino religioso fosse obrigatório e de apenas uma religião (o que não é o caso), para que os críticos de tal medida fossem coerentes deveriam também ser contrários por exemplo, a ideologia de gênero nas escolas, bem como o proselitismo partidário através de campanhas em prol de um partido "A" ou "B", como é feito por entidades como a União dos Estudantes com o apoio de vários professores. Isto é, questões que são claramente de ordem moral e ideológica, assim como é também a religião, do campo moral.

Portanto, está claro que o "X" da questão de quem critica o ensino religioso da forma como foi aprovado pelo STF não têm relação alguma com a liberdade do aluno, sua autonomia e preservação de consciência, mas sim com o fato de ser o Brasil um pais 90% cristão, sendo essa religião, o cristianismo, o berço da moralidade que mantém intactos os ideais civis que a ideologia "esquerdista" tanto pretende desconstruir.

Não é uma luta contra a "doutrinação", mas contra a possibilidade de que através da religião, seja qual for, mas especialmente do cristianismo, o Brasil resgate antigos valores disciplinares, de conduta, filosofia de vida e família, que décadas atrás faziam da escola pública a melhor desse país.


Por: Will R. Filho

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29 de setembro de 2017 10:24

Que falsa simetria querer comparar os dois projetos! À saber, o estado é laico!

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