Bolsonaro será processado por quebrar o ovo que uma militante usou para lhe agredir


O Deputado Federal e possível candidato à Presidência da República em 2018, Jair Messias Bolsonaro, foi alvo de agressão física ao ser atacado por uma militante com um ovo. A questão é: quem será processado, a militante ou Bolsonaro?


Jair Bolsonaro estava cumprindo sua agenda política, dessa vez em Ribeirão Preto, São Paulo, quando subitamente uma militante do PCdoB, segundo informações atribuídas por seus seguidores, se passou por curiosa para no momento oportuno sacar um... ovo! e atacar o Deputado.

Assista o momento do ataque, continuamos em seguida:

Poderia ser uma faca? Sim. Talvez uma arma letal qualquer, motivo pelo qual os seguranças do parlamentar estão sendo criticados devido ao fato de não terem impedido a tempo o ataque.


 Entenda


Esta semana Bolsonaro foi condenado pelo STJ, pela terceira vez após apelação, por "ofensa moral" contra a também Deputada Maria do Rosário, quando em 2013, no salão verde do Congresso, após ter sido chamado de "estuprador" pela Deputada, Bolsonaro reagiu afirmando que - "não estupraria" - Rosário porque ela - "não merece".

Apesar da óbvia afirmação literal de que "não estupraria" porque a Deputada "não merece", os magistrados, certamente influenciados por terceiros ou por si mesmos, tendenciados à militar contra o Deputado Bolsonaro, resolveram apelar para a interpretação subjetiva e parcial da afirmação do Deputado, para dizer que o mesmo fez "apologia ao estupro". Ou seja, que ele incentivou o estupro.















Jair Bolsonaro, pasmem, é autor do Projeto de Lei 5398/2013, que condiciona a liberdade de pessoas acusadas por estupro à castração química. Para não ter dúvida, leia o projeto original clicando AQUI. Um projeto que, pasmem novamente, a Maria do Rosário foi/é contra. Deu um nó?

A ocasião em que Bolsonaro reage à ofensa de Marisa do Rosário ao lhe chamar de estuprador, aliás, se deu quando ambos discutiam sobre o caso do que ficou conhecido por um dos maiores assassinos do Brasil, o "Champinha", que em 2003 torturou, estuprou e assassinou Liana Friedenbach (19), juntamente com outros estupradores, mantendo a jovem em cativeiro por quatro dias, além de matar também seu namorado, Felipe Caffé, com um tiro na cabeça.

Na época, o debate sobre a maioridade penal no Brasil cresceu e a Deputada Maria do Rosário, então, em nome dos "direitos humanos", discordou de Bolsonaro quanto ao rigor da punição que deveria ser aplicada a infratores como "Champinha", que era menor de idade na ocasião.

Os magistrados do STJ se fossem, de fato, equitativos, deveriam considerar ao menos o contexto da situação para entender que seria ilógico acreditar que o Deputado Bolsonaro estaria fazendo apologia ao estupro, sendo autor da Lei 5398/2013 e defensor da punição rigorosa de estupradores, a exemplo do caso "Champinha".

Restaria então a conclusão razoável de que a suposta sugestão implícita de que algumas mulheres mereceriam ser estupradas não passaria de um infortúnio e desencontro entre intenção (do que realmente gostaria de dizer) e uso da linguagem (o que terminou dizendo, mas sem ter a intenção).

Seria Bolsonaro condenado pela quebra do ovo utilizado para lhe agredir?


Sendo assim, com a distorção na interpretação das intenções e uso da linguagem, lado ao desprezo pela análise razoável do contexto onde o acontecimento se dá, apesar de cômica e especulativa a afirmação de Bolsonaro ser possivelmente processado pela quebra de um ovo, ela ilustra muito bem o nível de INcoerência no qual se encontra a justiça brasileira.

Na verdade, o que podemos imaginar é que não se trata de faltar capacidade para analisar honestamente os acontecimentos e julgá-los corretamente, mas sim de querer distorcê-los intencionalmente para atender certos interesses.

Se isso é verdade, é bem possível que sob a lógica do STJ a militante agressora seja uma "justiceira", Bolsonaro o agressor e o ovo, coitado, a vítima.



Por: Will R. Filho 

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Anônimo
19 de agosto de 2017 20:24

Lei de Talião , ovada no Lula

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