ALERTA: "Nossa cultura criou uma tempestade de problemas emocionais, sexuais e de relacionamento entre os jovens", diz autora


Especialista em proteção digital para famílias desde 2002, Donna Rice Hughes disse em uma entrevista na última terça feira para o Christian Post que "nossa cultura criou uma tempestade perfeita de problemas emocionais, sexuais e de relacionamento entre os jovens".

Hughes se baseou em um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, através do Sistema Nacional de Estatísticas Vitais, sobre os índices de mortalidade entre os jovens na atualidade. Segundo o relatório, o suicídio entre meninas adolescentes aumentou significativamente em 40 anos, dobrando nos últimos 10 anos e, nesse mesmo período, a taxa cresceu 30% entre os meninos também adolescentes.


Em 2015, 524 mulheres de 15 a 19 anos e 1.537 homens na mesma faixa etária terminaram com suas vidas nos Estados Unidos, segundo o relatório.

Hughes diz que o contexto cultural da atualidade, especialmente potencializado pelos meios de comunicação em massa, como a internet, favoreceram o surgimento de conflitos familiares que, por sua vez, trazem consequências para a vida dos jovens, que não têm mais aos pais como grandes referências dentro de casa.

"É uma mistura tóxica em todos os lugares que você olha", diz ela, que é presidente da Enough Is Enough, uma organização americana sem fins lucrativos cujo propósito é tornar a Internet mais segura para famílias e crianças. 

Hughes identificou que a erotização, ou seja, a sexualização precoce com exposições cada vez mais infantilizadas da pornografia, bem como a cultura de consumo e exigência de padrões estéticos de beleza, são fatores que acarretaram no aumento de suicídios entre garotas, por exemplo. Sua constatação corrobora com a opinião da Psicóloga e escritora brasileira Célia Resende:

“Existia um pedido de liberdade através do sexo que começou nos anos 60. Era um movimento com uma filosofia por trás, mas isso se perdeu nos anos 90 e agora só existe a erotização pela erotização”, disse ela, ao se referir sobre o aumento da depressão no Brasil, afirmando que esse crescimento se deve à um país "extremamente erotizado" e a "falta de valores". Para ler a matéria com Resende, clique aqui.

A depressão está diretamente vinculada ao ato de suicídio, mas outros fatores também, como distúrbios com a autoimagem. Para Hughes, por exemplo, quase todas as jovens adolescentes que encontrou durante os últimos 15 anos apresentaram algum transtorno alimentar. Ela afirma que é necessário haver pesquisas e não apenas diagnósticos: "A ansiedade causada por quê? Depressão é causada por o quê?", questiona, sugerindo que as causas para o crescimento desses sintomas são devido, também, a desestruturação familiar:

"Os pais também precisam entender que não importa o quão inteligente, quão brilhante ou quão bem ajustados seus filhos pareçam, há tantas coisas silenciosas acontecendo nos corações e nas mentes dessas crianças que um pai pode nunca conhecer, a não ser que busque saber", disse ela, cobrando mais diálogo entre pais e filhos.

Por fim, o que Hughes observa é uma correlação de sintomas envolvendo a cultura, como ela está sendo produzida de forma que o comportamento humano está sendo afetado negativamente. 

Basicamente, a falta de referenciais sólidos para os jovens faz com que estes procurem outras fontes de satisfação, identificação e prazer. Daí ganham força os "modismos" e sintomas emocionais que revelam a condição psicológica desses jovens em nosso contexto. Por isso a importância dos pais, a família como um todo e os valores, conceitos, serem resgatados, pois eles constituem os maiores alicerces desses jovens.

Em outras palavras, bem diferente do que alguns ensinam, ser uma "metamorfose ambulante" não é sinônimo de amadurecimento, "evolução" ou diversidade, mas justamente o sintoma de quem não possuindo identidade, vive confuso por não saber quem é, onde está e nem para onde vai.



Por: Will R. Filho
Com informações: The Chistian Post


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