O mito da "mudança de sexo" e a omissão da mídia sobre a disforia de gênero - Leia para entender

A "mudança de sexo" é um mito


Recentemente, durante um programa de rádio em que fui como convidado, um interlocutor fez uma pergunta que ouço freqüentemente: "A administração de hormônios e cirurgia genital transforma um menino em menina ou uma menina em um menino? "

A resposta é simples: biologicamente, não significa nada!

Por trás de todos os procedimentos cosméticos, treinamento vocal, crescimento capilar ou depilação, existe uma realidade física. Biologicamente, a pessoa não mudou de homem para mulher ou vice-versa.


O sexo é um fato indelével da biologia de uma pessoa. Especificamente, descreve a composição biológica do seu desenvolvimento em relação à sua formação para reprodução. Como Lawrence S. Mayer e Paul R. McHugh explicam em The New Atlantis:

Na biologia, um organismo é masculino ou feminino se estiver estruturado para desempenhar um dos respectivos papéis na reprodução. Esta definição não exige quaisquer características físicas ou comportamentais arbitrárias mensuráveis ​​ou quantificáveis; requer a compreensão do sistema reprodutivo e do processo de reprodução.
Os autores continuam ressaltando que não existe  "...outra classificação biológica amplamente aceita para os sexos". O sexo pertence às duas maneiras diferentes pelas quais os machos e as fêmeas são estruturados para reprodução e essas estruturas estão permanentemente enraizadas na própria biologia. Eles não podem ser escolhidos à vontade.

Um homem pode mutilar seu corpo, mas ele nunca pode transformá-lo para se desenvolver [biologicamente] como uma mulher - o mesmo acontece com a mulher.

Isso faz sentido quando muitos de nós já ouvimos falar sobre "homens grávidos". O "homem" apresentado nesses casos são simplesmente mulheres biológicas que mantiveram intactas a sua anatomia fértil.


Minha ilusão com a mudança de sexo


Minha cirurgia de "mudança de sexo" de sexo masculino para feminino foi realizada pelo Dr. Stanley Biber em Trinidad, Colorado.

Seu incomum campo de especialização atraiu clientes de todo o mundo e batizou a pequena cidade do interior com o apelido de "capital mundial da mudança de sexo". O cirurgião estima que já tenha realizado mais de 5.000 cirurgias desse tipo durante sua carreira.

Eu vivi bem e socialmente como uma fêmea [mulher] por oito anos, mas cheguei à conclusão de que queria voltar a viver como um homem. Para mudar legalmente o meu gênero de volta para o masculino, precisava apresentar uma petição ao Tribunal Superior da Califórnia para verificar se eu atendia a certas exigências. (O processo mudou desde então).

Meu cirurgião escreveu uma carta ao tribunal afirmando que eu conheci os critérios médicos legais para alterar minha certidão de nascimento de volta para o masculino. O próprio cirurgião, que disse anteriormente que os hormônios e a cirurgia me mudaram para mulher, agora admitia que não.

Na carta, ele testemunhou que a cirurgia e o efeito dos hormônios conseguiram neutralizar [impedir o desenvolvimento normal, saudável, das características físicas masculinas ou femininas] minha aparência externa e a genitália, mas minha estrutura biológica interna e minha genética ainda eram masculinas.

Essa é a chave para entender a questão: a intervenção hormonal e cirúrgica podem afetar a aparência externa [do corpo], mas não acontece nenhuma mudança biológica de sexo.

Essa verdade deve parecer óbvia, mas as mulheres trans, descontentes, entram em contato comigo, dizendo que não sabiam que nunca poderiam se tornar mulheres "verdadeiras". Elas são infelizes e acabam preferindo voltar ao gênero sexual de nascimento.


A falsa esperança pode fazer aumentar os casos de suicídio


Um artigo no Reino Unido de 2004, chamado "Alterações do sexo não efetivas", ressalta:

Embora sem dúvida, um grande cuidado seja tomado para garantir que os pacientes adequados sejam submetidos a mudança de gênero, ainda há um grande número de pessoas que operam, mas permanecem traumatizadas - muitas vezes chegando ao ponto de cometer suicídio.

Muitos pacientes pós-cirúrgicos me contatam para denunciar que lamentam profundamente a cirurgia de mudança de sexo e que a falsa esperança de resultados cirúrgicos foi um fator. No caso das crianças, o foco no encorajamento, auxílio e reforço para a mudança de gênero, sem considerar os resultados das pesquisas atuais, pode aumentar ainda mais o risco de suicídio.

Outros defendem menos cirurgia


Um número crescente de pessoas como eu, 50 anos após a primeira cirurgia na Johns Hopkins University Gender Clinic, em 1966, defendem a redução das cirurgias de mutilação genital radical, que é irreversível e muitas vezes desnecessárias.

Rene Jax, em seu livro publicado em 2016, "DO NOT Get on The Plane!", Diz: "A cirurgia de mudança de sexo vai arruinar sua vida".

Jax e eu tivemos experiências semelhantes. Ambos foram aprovados para fazer tratamento hormonal e cirurgia como forma de "resolver" a nossa disforia de gênero, e depois de seguir o procedimento completo de cirurgia genital e hormonal prescritos, já vivendo como mulheres, ambos chegamos nas mesmas conclusões:

01 - A cirurgia de mudança de sexo foi uma mutilação destrutiva do corpo e um desperdício de tempo e dinheiro.

02 - Após a mudança de sexo medicamente recomendada, a vida não melhorou.

03 - Disforia de gênero, esse sentimento de mal-estar com o gênero, persistiu e não foi aliviado como prometido.

Cirurgia como último recurso


Com base nos e-mails que recebo, exorto a pessoa que pensa que a mudança de sexo é a melhor alternativa em sua situação, para adiar quaisquer alterações cirúrgicas, ou, pelo menos, para restringir quaisquer alterações físicas que forem irreversíveis.

Isto é especialmente importante para pessoas mais jovens podem querer ter filhos um dia.

Hoje, em 10 Estados [dos Estados Unidos], apenas uma declaração verbal e uma carta do médico que apoiam a mudança são necessários para alterar legalmente o gênero em um certificado de nascimento. Não são necessários hormônios ou cirurgias para mudança de gênero. Apenas 10 estados afirmam que a cirurgia e hormônios não alteram a biologia.

Estudos mostram que dois terços das pessoas com disforia de gênero [ou "Transtorno da Identidade de Gênero] apresentam transtornos coexistentes, como depressão e ansiedade.

Eu me tornei um sincero crítico das cirurgias de mudança de sexo porque muitas pessoas não estão sendo tratadas, primeiramente, por outros problemas coexistentes. Em vez disso, elas são rapidamente receitadas com hormônios do gênero oposto e conduzidas para o procedimento cirúrgico.

Mas, como observado anteriormente, esta cirurgia não terá sucesso em entregar o que promete. Só mutilará o corpo, muito longe da prometida "mudança de sexo".

Comentário:

É possível que alguns leitores argumentem que os termos "mulher" e "homem" não tratam do sexo biológico. Ou seja, que a concepção de gênero não possui relação com a cirurgia de "mudança de sexo". Em outras palavras, que essa cirurgia não pretende modificar o código genético de uma pessoa, mas sim adequá-la ao gênero social, alterando apenas a estética do seu corpo.

Tal argumento por si só não muda o fato de que a afirmação de "mudança de sexo" é um equívoco conceitual. No máximo, o termo correto seria "mudança de gênero" e não de sexo.

Essa concepção parte, como já tratado aqui diversas vezes, da ideologia de gênero, que separa o gênero sexual do sexo, como se ambos pudessem coexistir harmoniosamente, mesmo sendo opostos. Ora, está claro que tal ideologia não passa de um tremendo absurdo, ilógico do início ao fim.

Reconhecer a formação social da mente, os signos e identidade de gênero não significa enxergá-los como opostos ao sexo biológico, ou independentes desse, mas apenas que no desenvolvimento do comportamento humano existe um componente social de aprendizagem que é culturalmente adquirido. Esse componente reflete a própria natureza biológica, de modo que a definição do que é "homem" ou "mulher" faz parte da ordenação social.



Por: Walt Heyer
Fonte: The Daily Signal
Comentário: Will R. Filho

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