Grávida com câncer abandona tratamento para esperar nascimento do seu bebê - Ela já é mãe de cinco filhos

Uma mãe de Michigan com câncer terminal está grávida de sua sexta criança, mas continua se apegando à vida, enquanto espera seu bebê nascer.


Carrie DeKlyen e seu marido Nick receberam a opção de abortar seu filho para permitir que Carrie continuasse com o tratamento contra o câncer que poderia salvar a sua vida. O casal rejeitou essa opção.

"Foi a decisão de Carrie e Nick e eles escolheram continuar tentando ter o bebê", disse a cunhada de Carrie DeKlyen, Sonya Nelson.

DeKlyen, 37, de Wyoming, Michigan, foi diagnosticado com Glioblastoma multiforme em abril, relatou o MLive.com, e cirurgiões já tentaram duas vezes remover o seu tumor cerebral.

Ela foi aceita no tratamento clínico pouco tempo depois, mas duas semanas após, a família tomou conhecimento de que ela estava grávida de uma pequena garota.


Médicos da Universidade de Michigan em Ann Arbor disseram que Carrie DeKlyen poderia continuar participando do tratamento clínico se ela interrompesse a gravidez.

"Este tratamento, disseram eles, teria prolongado sua vida, medicamente falando, ainda mais", disse Nelson em um relatório da WoodTV.com. "Mas eles [os pais] escolheram continuar com a gravidez. Então é aí que estamos hoje".

DeKlyen sofreu um acidente vascular cerebral há duas semanas e permanece inconsciente em terapia intensiva.

Glioblastoma multiforme é um câncer altamente maligno porque as células se reproduzem rapidamente e são apoiadas por uma grande rede de vasos sanguíneos. Os pacientes com diagnóstico têm cerca de 15 meses de expectativa de vida.

A condição é a mesma de outra mãe, chamada Brittany Maynard. Ela foi uma mulher de 29 anos que cometeu suicídio em 2014 como resposta ao seu diagnóstico, fazendo campanha pelo suicídio assistido durante as últimas semanas. Outros escolheram a vida, prosseguiram para vencer as probabilidades e sobreviveram ao seu prognóstico, e de outra forma encontraram significado em seu diagnóstico.

O objetivo da família DeKlyen é manter Carrie viva pelo menos durante as próximas oito semanas, quando ela terá 28 semanas de gravidez e sua filha poderá nascer.

Mas eles ainda esperam que ela possa conhecer sua filha.

"Queremos que ela acorde", disse Nelson.

"Nós adoraríamos que ela pudesse ver esse presente que ela deu", continuou ele. "Ela deu a este filho o dom da vida".

A família diz que o bebê é saudável e uma página do Facebook está acompanhando sua história.

Enquanto Nick DeKlyen fica com sua esposa no hospital, seus familiares e colegas da Resurrection Life Church [igreja evangélica] estão ajudando com seus outros filhos, de 2 a 18 anos.

Nelson disse que eles têm uma familia incrível, e ele não sabe como as famílias que não têm o apoio conseguem passar por algo assim.


Não importa o que aconteça, eles têm esperança.


"Somos uma família de fé", disse Nelson. "E assim estamos apenas acreditando que o plano de Deus para Carrie deve ser cumprido. E se Ele escolher a sua cura aqui ou no céu, ainda confiaremos nele".

Nick DeKlyen não conseguiu trabalhar durante este período, criando dificuldades financeiras para a família. Uma página do GoFundMe foi criada para ajudar com a perda de renda.

Comentário:

O exemplo incrível dessa família nos dá uma lição de superação, fé e forma de encarar o sentido da vida.

Observe que para quem já possui cinco filhos, seria uma reação "natural" imaginar que a mãe preferiria abortar o sexto, ainda no início da gestação, para continuar com seu tratamento contra o câncer que, segundo os especialistas, poderia salvar a sua vida, visto que se trata de um tratamento pioneiro (experimental).

Todavia, o que vemos é a mãe abrindo mão de si mesma, assim como o pai no desejo de salvar a esposa, para dar a chance a um filho(a) ainda desconhecido(a). Perceba que há um paralelo direto com a descrição bíblica acerca do Deus que doou seu filho por amor de toda a humanidade. Não por acaso a família possui fé, o que explica a precisa noção de que a "cura" vai muito além de uma condição física. Ela diz respeito também à "cura" espiritual:

"E se Ele escolher a sua cura aqui ou no céu, ainda confiaremos nele", disse o pai, refletindo a certeza de um cristão consciente de que o maior objetivo da criação de Deus, para nós humanos, foi poder viver em Sua presença, sem que pudéssemos ficar submetidos aos possíveis sofrimentos de um corpo "carnal".

Além disso, a família encontrou sentido na herança e legado deixados pela mãe aos filhos e marido. Seus cinco filhos e também a futura filha são frutos da sua fé, doação e luta pela vida. Este ensino certamente não existiria caso tivesse optado pelo aborto e, como exemplo ainda maior do seu legado, não é apenas seus filhos, amigos e parentes que foram/são impactados com esse testemunho, mas várias pessoas no mundo inteiro, ou você acha que tomou conhecimento dessa matéria por acaso?



Fonte: LifeSite News
Comentário: Will R. Filho

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