Ateus e religiosos concordam sobre a importância de princípios morais, aponta pesquisa


Tanto ateus quanto crentes concordam que pessoas que fazem atos imorais extremos, na maioria das vezes, são aquelas que não têm crenças religiosas, revelou um estudo da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, publicado na revista "Nature Human Behavior".

De acordo com a pesquisa, essa visão sobre quem nega a existência de Deus é notada nos 13 países onde o estudo foi feito. Os investigadores acreditam que, apesar de a secularização ter ganhado força no mundo nos últimos tempos, ao longo da história, a religião reforçou a ideia de que a moral tem vínculos com a crença na existência de Deus.


As conclusões foram obtidas através de 3 mil entrevistas realizadas na África, na América, na Ásia, na Europa e na Oceania, e foram ouvidas desde sociedades muito religiosas - como as dos Emirados Árabes e da Índia - até as seculares - como as da Holanda e da China.

Para chegar aos resultados, os entrevistados foram apresentados a descrições de situações de ações imorais, como a de alguém que tortura animais ou alguém que é capaz de matar movida pelas emoções. Depois disso, eles foram perguntados se consideravam que o autor do crime seria uma pessoa crente ou ateia. A maioria respondeu com a segunda opção.

Os pesquisadores disseram que, exceto na Finlândia e na Nova Zelândia, as pessoas são quase duas vezes mais propensas a acreditar que os atos imorais extremos são feitos por não religiosos.

Segundo o estudo, apesar de os instintos morais básicos parecem surgir independentemente das crenças religiosas, ainda existe, inclusive entre os ateus, a percepção que há uma forte relação entre religião e moral.

Comentário:

O estudo reforça um dos principais argumentos dos apologistas cristãos, que é a concepção natural do ser humano acerca do que é o "bem" e o "mal". Em outras palavras, a ética, formadora da moral, é inata, não importa a cultura e nem como é desenvolvida, pois o conceito sobre o que é certo ou errado sempre irá existir.

Para os apologistas cristãos modernos, como William Lane Craig, é impossível desenvolver um conceito sobre moralidade se não tivéssemos sido dotados de tal capacidade. Deus, nesse caso, é a referência e grande fonte dessa noção ética e moral do mundo. As diferentes religiões apenas refletem esse ideal atribuído por Deus à espécie humana, de forma exclusiva, motivo pelo qual somos os únicos capazes de atribuir valor místico às coisas e elaborar cultos.

Vale ressaltar que o ponto de concordância que o estudo se refere não é sobre como a ética e a moral são entendidas, mas sim no fato de que havendo tais conceitos, o ser humano é menos propenso a cometer atrocidades contra o próximo. Religiões e doutrinas místicas que utilizam suas crenças para justificar abusos, violência e opressão contra o ser humano são exceções.



Fonte: Efe
Comentário: Will R. Filho

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2 de novembro de 2017 12:29

tanto os ateus como cristão acham certas coisas erradas, mas a questão é que os ateus não tem onde fundamentar o que eles acham certo e errado.

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