DITADURA: Maduro homenageia militar acusado de cometer crimes contra manifestantes na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condecorou neste sábado o ex-comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) major-general Antonio Benavides Torres, acusado pelo Ministério Público do país por violar os direitos humanos de manifestantes em protestos.


"De uma carreira militar impecável, de trabalho de sacrifício de disciplina, mas, sobretudo, de lealdade, de verdadeira lealdade demonstrada nas ruas, nas cidades, ao nosso comandante supremo Hugo Chávez", disse Maduro em um ato de promoção de oficiais das Forças Armadas realizada em Caracas.

O Ministério Público acusou Benavides na última quinta-feira de ter cometido "graves e sistemáticas violações aos direitos humanos durante as manifestações no país". A Venezuela vive há três meses uma onda de protestos contra e a favor do governo de Maduro.


Até o momento, segundo o Ministério Público, há 450 investigações por violações de direitos fundamentais. Dentro destes casos, foram registrados 23 mortos e 853 feridos, ferimentos provocados por policiais ou militares.

Em entrevista à Agência Efe no início desse mês, Benavides negou as acusações de agressões aos manifestantes. Além disso, disse não temer ser acusado de violações aos direitos humanos, ao afirmar que 32 anos de uma carreira militar correta.

No dia 21 de junho, Maduro nomeou Benavides como chefe de governo do Distrito da Capital. A indicação ocorreu dois dias depois de um jovem de 17 anos ter sido morto a tiros em um protesto em Caracas.

A oposição acusou a GNB de ter sido responsável pela morte e afirmou que os agentes usaram suas armas contra os manifestantes, algo que é proibido pela lei.

A onda de manifestações que abala a Venezuela já deixou 85 mortos, segundo o Ministério Público, e mais de mil feridos.

Comentário:

Como governos ditatoriais se mantém no poder?

Primeiramente, após alcançar o poder através de propaganda e políticas públicas - populistas - direcionadas para os mais pobres (porque é a grande parte da população carente de benefícios e de informação), esses governos iniciam o processo de - aparelhamento - do Estado, colocando pessoas da sua confiança que compartilham da mesma ideologia, nos principais cargos administrativos do país.

Os órgãos militares e judiciários são os dois maiores - aparelhos do Estado - responsáveis pelo controle do regime. Um responsável pela criação e aplicação das leis, o outro pelo cumprimento dela com base na força, quando necessário.

Uma das maneiras de fazer com que pessoas nesses órgãos se submetam e passem à defender o regime autoritário é lhes dando prestígio social e outros "benefícios" em decorrência da função, como privilégios diferenciados. É assim que o regime reprime a população quando essa percebe que está sendo enganada, mediante aplicação da força devido ao aparelhamento estatal.

É assim que o governo "podre" de Maduro ainda se mantém, apesar do caos social e político no país, visto que não se trata apenas de Maduro, mas do regime que lhe antecede há décadas, onde ele é só a ponta do iceberg, apenas mais um hipócrita à serviço da ideologia social comunista.


Fonte: Efe
Comentário: Will R. Filho

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