VITÓRIA: Juíza favorece Danilo Gentilli em processo sobre Maria do Rosário e ainda cita cuspe de Jean Wyllys para justificar a decisão


A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), indeferiu o processo movido por Maria do Rosário contra o apresentador Danilo Gentilli, após o mesmo gravar um vídeo onde rasga uma intimação judicial e esfrega os pedaços em suas partes íntimas para devolver a deputada petista.

Não poderia ser pior para a Deputada Maria do Rosário. Além de perder à ação, a juíza concordou em parte com Danilo Gentilli, reforçando sua afirmação sobre direitos civis:

"O litigado disse algumas palavras que representam, em certa medida, o pensamento e o anseio de milhões de brasileiros. E são absolutamente verdadeiras tais afirmações", disse Luciana. Essa afirmação é uma resposta de peso em favor do apresentador, que disse na gravação para que a população "nunca aceite que qualquer deputado, senador, prefeito ou governador diga se você pode ou não falar alguma coisa".


Como se não bastasse, a magistrada apresentou um argumento cabal para sua decisão, ao comparar as afirmações de Gentilli aos episódios de agressão verbal que, de certa forma, são comuns entre os Deputados durante as sessões no Congresso: "Acredito que coisa bem pior, diria até mesmo mais vulgar, já foi dita — e transmitida ao vivo —, das tribunas do Congresso Nacional", disse ela.

Para exemplificar e não deixar dúvidas, a juíza citou o episódio em que o também deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em Jair Bolsonaro (PSC-RJ), no ano passado, dizendo que as trocas de ofensas entre os parlamentares chegaram à "...tristes cenas de agressões pessoais (verbais e físicas), como aquela do cuspe por ocasião da votação do impeachment da presidente Dilma, dentre tantas outras cenas lamentáveis".

Finalmente, a juíza disse que apesar de serem "deselegantes", Danilo Gentilli não cometeu qualquer ofensa contra Maria do Rosário, o que muito provavelmente deve ser interpretado no contexto da sua exemplificação. 

Ou seja, a magistrada deixou claro que se os próprios Deputados não se dão o respeito no ambiente que é considerado a "casa do povo" (Congresso) e, portanto, exemplo para a Nação, por que deveria punir o simples cidadão, "comum", em seu direito de se manifestar e criticar os parlamentares?

Danilo Gentilli, claro, não perdeu a oportunidade de comemorar e assim que saiu a decisão fez outra publicação em sua página oficial no Facebook: "Repetindo: Nunca aceite que qualquer deputado, senador, prefeito ou governador diga se você pode ou não falar alguma coisa. O povo não deve temer seu governo. O governo é que deve temer seu povo."


Por: Will R. Filho
Com informações: Correio Brasiliense

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