Em nome da diversidade empresa cria boneca sexual de criança e incentiva a pedofilia

O que parece mais um brinquedo erótico, na verdade, significa o incentivo comercial e imoral ao crime de pedofilia através de bonecas sexuais com aparência de crianças para adultos.


A primeira impressão e provável justificativa que muitos apresentam para as chamadas "bonecas sexuais" é de serem apenas mais um dispositivo erótico, assim como outros que já existem no mercado. Todavia, as implicações éticas, psicológicas e culturais que podem acarretar para a sociedade como um todo vão muito além da mera opção de quem prefere utilizar alguns brinquedinhos para apimentar a relação sexual.

O jornal O Globo destacou em uma matéria publicada no dia 06 desse mês a preocupação de especialistas ingleses, da "Fundação para Responsabilidade Robótica", com a produção das bonecas sexuais com aparência de crianças. E não apenas aparência, elas possuem trejeitos comportamentais semelhantes, imitando características como timidez, raiva ou tristeza, através de reações faciais e sonoras.


“As bonecas sexuais têm ‘software avançado de inteligência artificial para comunicação’, e a RealBotix (uma das bonecas) permite a customização da inteligência artificial escolhendo ‘traços e emoções que você considere atraentes’, incluindo níveis altos e baixos de felicidade, timidez e humor”, aponta o relatório", segundo a matéria do jornal.

"...é possível criar qualquer formato de corpo, inclusive de crianças. A empresa japonesa Trottla produz bonecas realistas que imitam as feições de meninas. A ideia pode parecer repulsiva, mas existem defensores do uso desses bonecos como terapia sexual para prevenir crimes sexuais, como estupros e pedofilia.", continua o texto.

Bonecas sexuais infantis como terapia para prevenir a pedofilia? 

Esse é um argumento ridículo, absurdo e intelectualmente desonesto. Em outras palavras, quem defende essa opinião vergonhosa está não apenas dizendo ser necessário criar um mercado de consumo para pedófilos e estupradores, que são criminosos, como também para todo crime de natureza social e comportamental. Sendo assim, teremos que criar bonecos para:

01 - Assassinos extravasarem o desejo de matar, com direito, claro, à simulação realista de muito sangue, gritos de horror e sofrimento;

02 - Pervertidos sexuais poderem estuprar quantas vezes quiserem bonecos de animais, por exemplo, trazendo para o universo da fantasia algo doentio que existe na realidade em nome da "diversidade sexual";

02 - Racistas, xenófobos e outros radicais ignorantes poderem violentar, torturar e assassinar bonecos, talvez, com aparência de negros, homossexuais, cristãos ou moradores de rua, quem sabe?

Ou seja, invés de combater o crime com prevenção, repressão e punição, tais pessoas querem PROMOVER comportamentos bizarros oferecendo recursos para que pessoas com prática e moralidade perversas possam satisfazer seus desejos.

A fantasia sexual com bonecas com aparência de crianças são símbolos que incentivam o abuso sexual infantil


Ainda na matéria de O Globo, citando o relatório assinado por especialistas ingleses que estão preocupados com a produção dessas bonecas, eles reconhecem que:

"Pode ser que a permissão para as pessoas viverem suas mais pesadas fantasias com robôs sexuais tenham um efeito pernicioso na sociedade e nas normas sociais, criando mais riscos para os vulneráveis”.



Estão completamente certos. Isso, porque, o aprendizado humano ocorre através dos símbolos sociais. O desejo também é uma forma de aprendizado adquirido através da cultura. Por isso, para Albert Bandura, psicólogo canadense, talvez o maior nome da atualidade em matéria de Aprendizagem Social Cognitiva, citado por Lefrançois (2008), as diferentes formas de representação social, ou seja, os símbolos, influenciam o comportamento humano e a formação dos nossos conceitos:

...a maior parte do comportamento humano é aprendido pela observação através da modelagem. Pela observação dos outros, uma pessoa forma uma ideia de como novos comportamentos são executados e, em ocasiões posteriores, esta informação codificada serve como um guia para a ação.

 Observe que Bandura se refere ao conceito de "modelagem", semelhante ao que já tratamos no texto "Modelagem Cultural - A poderosa Manipulação em Massa", onde explicamos a razão de adquirirmos alguns comportamentos e maneira de pensar como consequência da influência social através da mídia, por exemplo, das políticas públicas e outros símbolos sociais.

Quando falamos de símbolos sociais não nos referimos apenas a pessoas, mas também de objetos, que podem ser desenhos, livros, filmes, brinquedos, imagens e as bonecas sexuais de que estamos tratando nesse texto. Todo esse conjunto de símbolos é o que carrega nosso ideal de valor, ética e moralidade, influenciando consequentemente a maneira como reagimos e pensamos na sociedade.

Em outras palavras, bonecas sexuais com aparência de crianças são símbolos que transmitem uma mensagem muito clara para a população, dizendo que é permitido, bom e moralmente aceitável violentar e manipular sexualmente crianças, afinal, elas são apenas "bonequinhas", entende?

Isso está de acordo com Lev Semenovitch Vygotsky (1984), ao dizer que “...a verdadeira essência da memória humana está no fato de os seres humanos serem capazes de lembrar ativamente com a ajuda de signos”. Os signos são símbolos repassados de geração à geração, de modo que "...os próprios homens influenciam sua relação com o ambiente e, através desse ambiente, pessoalmente modificam seu comportamento". (Ibidem)


E quanto aos desenhos pornográficos e outros desenhos infantis erotizados?


Alguém pode questionar o fato de já existirem desenhos pornográficos com imagens infantis, também popularizados por japoneses através dos chamados "mangás". Será que a intenção desses desenhos e os efeitos prejudiciais que causam no ideal humano de relacionamento sexual são os mesmos em relação às bonecas sexuais infantis? Sim, a lógica é exatamente a mesma.

Qualquer forma de representação pornográfica infantil é um incentivo ao abuso sexual infantil. A diferença dos desenhos pornográficos para as bonecas sexuais é que tais bonecas significam um passo adiante perante essa espécie de parafilia coletiva. Se trata, portanto, de uma iniciativa mais ousada.

Com as bonecas o pedófilo interage fisicamente, alimentando ainda mais sua perversão ao mesmo tempo que a promove através do seu consumo, como comprador e cliente. A existência e o aumento da produção de desenhos pornográficos com personagens infantis, ou infantilizados, apenas reforça nossa crítica, sugerindo que a criação de robôs com aparência de crianças, também pelos japoneses, não é mera coincidência, mas sim o agravamento de uma cultura doentia que está promovendo a pedofilia como algo "normal" e aceitável, gradualmente.

O desprezo pela vida humana em um mundo pós-moderno cada vez menos humano


Além do incentivo à pedofilia, a criação de bonecas sexuais cada vez mais realistas revela também outro lado sombrio da nossa cultura moderna, que é a tendência pelo isolamento social e a crise nas relações humanas. 

Também no Japão, não por coincidência, surgiu um fenômeno chamado "hikikomori". São japoneses, inicialmente mais jovens, que se isolam completamente da sociedade, passando a viver sozinhos em seus quartos, muitos dos quais privados de luz, mas apenas conectados na internet.

Esse é um problema de saúde pública no Japão que já afeta cerca de 1% da sua população outros países. Esses jovens vivem em completa dependência dos seus cuidadores. Evitam contato até com seus pais. Há grupos na internet que ensinam como "sobreviver" isolados. Há desenhos e pequenos filmes que - incentivam - essa prática, geralmente produzidos por outros hikikomoris dos seus próprios casulos.

Esse é apenas um exemplo que pode explicar o enorme interesse dos japoneses em ter como "companhia" bonecas sexuais, mas que está presente também em vários outros países, incluindo o Brasil. Aos poucos, o uso excessivo da internet e uma cultura sem padrões de identidade, destruídos pelo multiculturalismo, estão diminuindo a experiência da convivência humana e aumentando a dependência de atrativos virtuais.

Portanto, não se trata, meramente de mais um brinquedo sexual lançado no mercado, mas da adequação à uma condição psicológica e culturalmente adoecida dessa geração, a qual muitos defendem de forma absurda devido à muita falta de bom senso e ignorância.

Bonecas sexuais, diversidade sexual e a ideologia de gênero, o que isso tem em comum?


No texto publicado também no Opinião Crítica, chamado "Toda forma de amor vale a pena - Entenda a armadilha ideológica por trás dessa afirmação", exemplificamos como a ideologia de gênero serve, literalmente, para - qualquer coisa - em nome da "diversidade sexual" e do "amor". 

Uma vez que a natureza das relações sexuais humanas são desprezadas em nome do discurso, ou seja, de como alguém "se percebe", não há motivo para questionar, segundo a lógica da ideologia de gênero, o que é ou não "natural" ou "normal", visto que reconhecer qualquer aspecto de naturalidade vinculado ao ser humano implica em admitir que não somos, meramente, produtos de um discurso, mas também de uma natureza biológica.

Todavia, quem defende a falaciosa ideologia de gênero deve obrigatoriamente respeitar e aceitar quem afirma ter sua "orientação sexual" voltada para bonecas sexuais infantis, por exemplo, ou mesmo sua própria "identidade de gênero" associada a essas bonecas. 

Não há como escapar! A promoção irresponsável de um transtorno como algo "normal" dá margem para que outros apareçam reivindicando o mesmo reconhecimento e os mesmos direitos. O colapso social é apenas uma questão de tempo. 

Você vai querer pagar para ver?


Por: Will R. Filho


REFERÊNCIAS:


LEFRANÇOIS, Guy - Teorias Da Aprendizagem. São Paulo: Cengage, 2008.

VYGOTSKY, Lev. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.


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12 de julho de 2017 16:53

O termo pedofilia é algo recente, até porquê era natural em todo o mundo após puberdade a iniciação sexual. Exemplo garotas com homens mais velhos e aceito por todos. Quem usa uma boneca dessas ou tem vontade pode realmente ser um pedófilo. Esses artifícios não estimulam mas afloram algo que já é parte da personalidade do indivíduo, no caso o pedófilo.

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12 de julho de 2017 19:00

Olá Nixio, como vai?

Não é possível dizer que "era natural em todo o mundo...", visto que não temos dados científicos com tal amostragem. O próprio conceito de puberdade não é universal, o que não lhe dá condições de afirmar com que idade essa iniciação era/é realizada em "todo o mundo".

É verdade que em algumas culturas a concepção de pedofilia é relativa. Isso tem a ver com a ideia que determinado povo tem sobre maturidade sexual.

Acreditamos que esses artifícios estimulam, sim, outras pessoas à verem a relação sexual com crianças uma possibilidade "normal". Não é necessário ter "algo que já é parte da personalidade". A explicação para isso está na citação dos autores no texto, em especial Albert Bandura e seu conceito de aprendizagem.

Abraço.

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