Toda forma de amor vale a pena - Entenda a armadilha ideológica por trás dessa afirmação e como ela prejudica a sociedade

Você já deve ter ouvido essa frase diversas vezes na mídia: "toda forma de amor vale a pena", mas certamente não viu, nessa mesma mídia, uma análise crítica sobre a lógica implícita nessa afirmação capaz de legitimar comportamentos destrutivos em nome do "amor".


Esse texto visa desconstruir alguns argumentos de quem defende "toda forma de amor", indiscriminadamente, sem levar em consideração às implicações ideológicas, políticas e práticas dessa afirmação.

Certamente não temos como resumir todo conceito de amor, visto que se trata de algo subjetivo. Entretanto, na absoluta maioria das culturas o conceito de "amor" está presente. Mudam os termos, características e objetos alvos do amor, mas o ideal de "amor" como um sentimento de forte apego, doação, sacrifício, reverência e até adoração, está presente nos quatro cantos do planeta.


Desse modo, embora não possamos apresentar um conceito único acerca do amor, podemos, sim, apontar às características que lhe define e são comuns aos diferentes povos na maneira como eles o experimentam. Portanto, é falando das suas características que apontamos sua universalidade. Fácil de entender, certo?

Características universais do amor


Por exemplo, o amor oferece respeito ao seu objeto alvo. Quem ama algo ou alguém não deseja o seu mal, mas pelo contrario, procura fazer o possível para lhe agradar. O amor, portanto, também é uma forma de doação pessoal e sacrifício pelo outro.

Outra característica do amor experimentada universalmente é o seu caráter "relacional". Ou seja, o amor é um sentimento que surge através da relação que desenvolvemos com alguém. Em outras palavras, o amor só ganha vida quando existe alguma forma de reciprocidade, de modo que a relação entre dois sujeitos se estabelece entorno dessa recíproca. Não é por acaso que "amor não correspondido" trás sofrimento, visto que não existe uma relação de reciprocidade.

Dessa forma, percebemos outras duas características do amor que são a espontaneidade e a liberdade. Note que essas características nem sempre foram reconhecidas através das instituições tradicionais da sociedade, como o casamento.

Durante muitos séculos e até hoje, em algumas culturas, as uniões afetivas ocorreram por via de interesses comerciais, familiares e religiosos, mas não em função do sentimento envolvido na relação. Todavia, isso não deve ser confundido com a ausência do conceito de amor. A diferença é que ele, o amor, não era visto como uma necessidade ou prioridade no estabelecimento da união, sendo mais importante os benefícios sociais em decorrência dos acordos, muitos dos quais envolviam a sobrevivência da descendência familiar.

Nos contos mitológicos mais antigos que temos registro na história, como no mesopotâmico de Gilgamesh, a filosofia ayurvédica de Brihadaranyaka Upanishad, dos deuses gregos do Olimpo aos Astecas, no México, o amor está presente em todos eles. Isso nos mostra que independentemente da maneira como este sentimento foi experimentado pelo ser humano através dos "contratos sociais", seu conceito sempre esteve presente, sendo perpetuando através do simbolismo cultural de cada geração.

O mais importante relato histórico de que temos notícia acerca do amor está na Bíblia judaica e cristã (primeiro e segundo testamentos), devido não apenas sua integridade documental e número de manuscritos, o que lhe dá autoridade histórica maior do que qualquer outro registro, mas também pela amplitude e clareza dos conceitos apresentados e, principalmente, pelo estabelecimento do amor como eixo fundamental das relações não só humanas, mas também com o próprio Deus, o que significa uma ruptura com os modelos de "contratos sociais" vivenciados até então, tanto na ordem familiar como religiosa.

Por que nem toda forma de "amor" vale a pena?


Nem toda forma de amor vale a pena porque muito do que se fala sobre o "amor" não diz respeito ao amor, propriamente, como das características apontadas acima, onde há doação, liberdade de escolha, espontaneidade e recíproca, mas sim de interesses ideológicos e comportamentos que apenas utilizam o termo "amor" para tentar justificar atitudes destrutivas entre os seres humanos e até com outras espécies.

Por exemplo: estupradores de crianças e adolescentes utilizam o termo "amor" para justificar seus interesses sexuais perversos, conhecidos como "pedofilia", criando para isso movimentos sociais como o americano NAMBLA (Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos), o Vereniging Martijn, na Holanda e até partidos políticos como o PNVD (Partido da Caridade, da Liberdade e da Diversidade), também nesse país. Muitas dessas organizações sofreram repressão e chegaram a ser consideradas ilegais, o que não significa muita coisa, visto que o ativismo permanece e em alguns acasos através dessas mesmas organizações.

O Partido Comunista da Grã-Bretanha, em plena atuação, defende a suspensão da idade de consentimento para relações sexuais entre adultos e menores de idade. Isto significa que se uma criança de 11 anos, por exemplo, "consentir" fazer sexo com um adulto, ela poderá, porque segundo a defesa desse partido que, na verdade, é exatamente a mesma do ativismo pedófilo, a criança deve ter o "direito" de expressar a sua sexualidade. Tudo não passa de uma justificativa ideológica para que pedófilos possam manipular, assediar, abusar e estuprar crianças e adolescentes.

Símbolos utilizados por várias organizações pelo mundo para se referir ao ativismo pedófilo, mais conhecidos como "Blogos". No geral, o centro representa uma criança (menino ou menina) envolvida por um adulto.  Note que todos se referem ao "amor" para com às crianças.
 Da mesma forma, estupradores de animais como cachorros, por exemplo, utilizam o termo "amor" para justificar seu interesse sexual por essas espécies, chamado-a de relação entre espécies, mais conhecida como "zoofilia". Essa "lógica" se aplica à qualquer espécie! É com base nisso que em países como a Finlândia, Noruega, Dinamarca e Romênia o estupro de humanos contra animais é reconhecido - legalmente - sob a justificativa de "parceria" e "amor". O jornal Daily Mail revelou recentemente que há uma "tendência" na Europa dos chamados "bordéis animais" para pessoas que desejam "outra opção" sexual.

Em países como a Alemanha, desde 1969 já existia uma lei que permitia esses abusos, desde que os animais não fossem maltratados "de forma significativa". Essa lei só foi revogada, acredite, em 2013, sob protestos de uma das maiores organizações pró-zoofilia do mundo, a "ZETA" (Engajamento Zoófilo pela Tolerância e Informação). Em todo caso, o ativismo zoófilo através de clubes de encontro e grupos espalhados pelo mundo permanecem, todos alegando "amor", "direito animal" e "diversidade" de "orientação sexual".

Em 2014 Amanda Rodgers foi ao programa de TV britânico "This Morning" para falar do - casamento - com o seu cachorro. Ela relatou sua experiência sexual com o animal e disse que os dois "se completam"

Dessa forma, perceba que quando o conceito de amor é reduzido meramente a um discurso, um termo linguístico e totalmente abstrato, ele pode, de fato, se tornar qualquer coisa que se pretende chamar de "amor", incluindo os casos acima e exemplos como a necrofilia (sexo com cadáveres), o incesto (sexo entre pais e filhos) e o sadismo (prazer de imprimir sofrimento a outra pessoa), entre outros.

Não é diferente do assassino que por ciúme afirma ter matado alguém "por amor" ao não suportar o fim de uma relação. Do terrorista que explode multidões em nome de "deus" ou da pessoa que por algum motivo de ordem psicológica acredita poder casar com um objeto e manter relações com ele "por amor".


Em 2013 o americano Mark, na época com 20 anos, quis se - casar - com um dragão inflável. Ele trata os objetos como se estivessem vivos, chegando à cozinhar e dormir com eles. Em um programa de TV alegou que os "ama" muito.

Esses são exemplos reais, não são piadas, alguns tristes demais por revelarem uma condição de profunda confusão mental dessas pessoas, como no exemplo de Mark (foto acima). Em muitos casos, no entanto, o que vemos são comportamentos que violam a ordem moral estabelecida pela sociedade, exigindo sua total rejeição (ou normatização), como afirma o Sociólogo Anthony Giddens (2008) na obra "Sociologia". Certamente esse julgamento serve para organização da civilização, daí poderem ser considerados distúrbios, perversão, doenças ou simplesmente imoralidade.


O papel destrutivo da ideologia de gênero sobre o discurso de "amor"


Recentemente publicamos o caso de Vinny Ohh, um americano de 22 anos que fez mais de 110 procedimentos cirúrgicos para se transformar em um "sem gênero extraterrestre." Qual é a relação disso com a frase: "toda forma de amor vale a pena"? Sua relação está na abstração da natureza humana e a consequente perca de referencial biológico.

Uma vez que a ideologia de gênero despreza a natureza biológica do sexo para afirmar que o dado mais relevante da sexualidade humana é a maneira como alguém se percebe, ou seja, como se identifica socialmente, como se "gênero" não dependesse, também, do sexo biológico e a condição genética não lhe servisse de indicativo para formação da sexualidade como um todo, essa ideologia contribui para que qualquer afirmação acerca do "amor" utilize a sua lógica.

Em outras palavras, se não há uma referência de natureza sexual e entre espécies (porque reconhecer diferenças de espécies obriga os ideólogos de gênero à reconhecerem, também, às diferenças sexuais, o que invalida a concepção de "gênero" como dado suficiente para formação da orientação sexual), qualquer afirmação de "amor" e "gênero" não precisa estar vinculada a nenhum tipo de natureza, visto que tudo se resume a uma "percepção" e "construção social".

Por fim, sempre que nos referimos ao amor devemos ter consciência acerca do que está sendo dito, para quê finalidade e em qual contexto, visto que em muitos desses casos não é de amor que se fala, mas de comportamentos prejudiciais que pessoas ou grupos pretendem legitimar.

Lembre-se, sempre, que o verdadeiro amor, àquele baseado em características universalmente comuns (porque o ser humano é - humano - em todo planeta), não explora a inocência do outro, especialmente se esse "outro" estiver impotente sob o seu domínio e poder de manipulação (como é o caso da pedofilia e zoofilia). Não impõe comportamentos sofríveis, ou arriscados, capazes de prejudicar a si mesmo e principalmente o outro.

Diante disso, não deixo de frisar que ao falar de amor incorro na exposição, também, do meu próprio conceito sobre o amor. Mas faço isso por ter a convicção de que na conjuntura atual da nossa geração "globalitária" precisamos definir nossas posições e fazer valer o que acreditamos, de modo que se é preciso escolher qual modelo de amor desejo preservar para minha sociedade, certamente NÃO será "toda forma de amor".


Por: Will R. Filho


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25 de junho de 2017 00:22

Muito bom........valeu a pena ler cada linha deste artigo!!! Parabéns!!!

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3 de julho de 2017 08:27

Muito bom...A mídia engajada no globalista não nos mostra artigos assim

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Anônimo
11 de julho de 2017 14:36

Só queria dizer que quando se fala "toda forma de amor é plena" não é obrigado a ser sexualmente, se a pessoa escuta isso e ja pensa em fazer sexo com cachorro, cavalo ou carro é porque ela tem problemas, você ja escutou uma história na qual o homem diz amar o mar e por isso passa a viver em um barco? Mudando isso para relacionamento... Você ja viu uma pessoa obesa com alguem magro? alguem deficiente fisico com alguem que não é?, enfim, era só isso. Se voce escuta essa frase e ja pensa sexualmente em coisas como aquelas va se tratar.

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11 de julho de 2017 18:04

Olá "Anônimo", como vai? É compreensível sua opinião, mas infelizmente ela não se aplica à ênfase dessa matéria.

O objetivo desse texto é bastante claro e está fundamentado na realidade, como exemplificado no texto, de pessoas que utilizam o que chamam de "amor" para justificar todo tipo comportamento, incluindo os perversos e criminosos.

Sua opinião de certa forma reforça o conteúdo do texto, uma vez que você reconhece que nem tudo que se chama "amor" é amor, de fato. Alguns precisam de "tratamento", segundo a sua sugestão.

Na prática, afirmar irrefletidamente que "toda forma de amor vale a pena" não tem a ver com os exemplos que você citou, mas sim com a intenção maliciosa de alguns ideólogos da sexualidade ao querer normatizar tudo o que consideram "diversidade sexual", incluindo os exemplos que citamos no texto.

Abraço.

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12 de julho de 2017 16:34

Realmente o amor tratado aqui confunde os leitores. Amor não é só o sexual, a atração, o afeto. Não é simplesmente uma palavra. Existem casos e casos. DistúrbioS existem óbvio. Como o amor de pais, de irmãos, de amigos e casais também. Casal hetero não é garantia de amor. Aliás existe amor na humanidade diante do seu semelhante hoje? Nunca existiu...

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12 de julho de 2017 16:37

E vendo as matérias desse site percebo que só mostra o lado negativo dos diferentes e não vejo as matérias positivas que também existem... Ou seja!?

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12 de julho de 2017 18:51

Olá Nixio, como vai?

Pensamos que o "amor" que confunde os leitores, não nesta mídia, mas em muitas outras de grande porte, é o tipo de "amor" dito de forma abstrata, indiscriminada, fazendo parecer que tudo é aceitável em nome do "amor".

Neste texto, por outro lado, apresentamos características precisas sobre o que entendemos ser amor. Todavia, o que parece é que alguns, incomodados com a crítica, ou atingidos diretamente por ela, preferem fazer uma leitura intelectualmente desonesta do texto. Nesses casos não temos muito o que fazer, senão recomendar que releiam o texto.

Abraço.

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17 de novembro de 2017 18:49

Sua sugestão é muito importante e será levada em consideração, acredite.

Abraço.

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