Dependência química - A importância da psicoterapia no tratamento e prevenção


Psicoterapia para dependentes químicos, sua importância na prevenção e tratamento do uso abusivo de drogas


O abuso de drogas é uma realidade presente em muitas famílias, acarretando no que muitos chamam de “dependência química”. Mais do que um problema familiar, no entanto, o abuso de drogas é também um dilema cultural.

Quando uma propaganda de TV, por exemplo, as músicas de um grupo, clipe ou mesmo declarações de personalidades públicas associam o consumo de bebida a um estilo de vida em busca do prazer, por exemplo, estamos incentivando implicitamente o abuso de drogas. Isso, porque, se consumir um entorpecente é sinônimo de prazer, status social ou, como atualmente é chamado “ostentação”, fica evidente que no imaginário popular quanto mais consumo houver, mais prazer haverá.


Outro aspecto destacado pela cultura quanto ao consumo de drogas, lícitas ou não, é a sua função como recurso de “escape” dos problemas. Isso é retratado nos filmes, novelas, músicas, especialmente as que falam sobre o fim de relacionamentos amorosos, etc. Ou seja, a utilização do entorpecente como “remédio” para tristeza, o estresse, as frustrações da vida de modo geral.

Se olharmos atentamente, portanto, o incentivo a uma compreensão distorcida da relação entre o ser humano e as drogas está constantemente ao nosso redor. Do remédio para enxaqueca “mil e uma utilidades” ao descontrole total perante substâncias ilícitas de grande periculosidade como o crack, a mensagem de consumo de drogas inicia muitas vezes dentro das nossas casas de um jeito muito inocente, mas que para alguns pode acarretar uma condição de sofrimento intenso.

A dependência química, então, surge como resultado de múltiplos fatores, especialmente somados ao contexto explicado acima. Não é a simples exposição a existência de uma droga, nem seu uso moderado, como bebidas alcóolicas, por exemplo, que “viciam” uma pessoa, mas uma série de fatores  ou, raramente, um único fator, que contribuem para isso e se apresentam de forma singular na vida do usuário.

A importância da psicoterapia para dependentes químicos


O acolhimento psicoterapêutico para o usuário abusivo de droga é extremamente importante, visto que sua “dependência” da droga se trata de uma relação, não apenas fisiológica, mas também afetiva e psicológica. O entorpecente ocupa um lugar na vida do usuário, assumindo para ele um sentido que o faz querer usar cada vez mais.

É nessa perspectiva que a psicoterapia entra como recurso para tentar compreender qual é o tipo de relação que este usuário tem com a substância. Em que universo de “sentido” ele está assentado, ou da falta dele. De que forma este usuário após compreender sua relação com a substância pode enxergar outras possibilidades para sua vida, ao ponto de querer deixar a droga?

São perguntas como essas que nos fazem entender a dependência química por outros ângulos, o que significa entender o próprio usuário, também, por outros ângulos, e não meramente como alguém “viciado” ou “escravo” de uma substância.

Por fim, há um “campo sensível” no tratamento da dependência química que nenhum medicamento ou logística clínica consegue alcançar, senão o próprio usuário do entorpecente, e está nesse campo a possibilidade de mudança. A psicoterapia deve facilitar o acesso a ele, caminhando junto com o usuário até o destino do autocontrole e sua liberdade.


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