Pastor que se declarou transexual após 20 anos liderando igreja diz que deseja salvar cristãos LGBT


Ele foi o pastor de uma organização evangélica que declarou ao jornal New York Times ser um transexual, mesmo após 20 anos no comando da congregação. 


Paul Williams, que liderou a igreja "Orchard Church Planting" por 20 anos, se apresentou publicamente como um transexual chamado "Paula Stone Williams". Ele começou o seu trabalho na comunidade Orchard em 1979 e se tornou o presidente do grupo em 1989, motivado por uma "simples declaração de fé".

No site da organização, um trecho da declaração de fé diz o seguinte:

"Orchard Group manteve a mesma afirmação simples de crenças desde o início em 1948. Essas convicções foram transmitidas por cada geração de líderes.


Embora esta não seja uma lista exaustiva, continuamos a afirmar o seguinte: A inspiração e a autoridade de toda a Bíblia (Antigo e Novo Testamento) como a revelação de Deus pelo Espírito Santo.

A divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, Sua encarnação pelo nascimento virgem, sua morte substitutiva, expiatória na cruz, sua ressurreição corporal e seu retorno pessoal como ensinado no Novo Testamento."

Em segredo, no entanto, Paul estava começando a abraçar uma vida diferente como Paula.

"Eu não podia dizer nada a ninguém", disse ele ao The Times. "Eu pensei 'vamos ser verdadeiros, somos uma comunidade que ama o outro', e eu não estou sendo autêntico. Eu não estou dizendo às pessoas o que está acontecendo em minha vida".

Quando Paul Williams revelou o seu segredo para a comunidade Orchard em 2013, exigiram a sua demissão do cargo imediatamente. Em 31 de dezembro de 2013, Paul simplesmente abandonou o grupo Orchard.

Como Paula, o ex-líder diz agora que está vindo a público com a sua história porque deseja salvar cristãos adolescentes transexuais em risco.

"Eu estive em contato pessoal com milhares de pessoas LGBT e suas famílias de sete países, em quatro continentes. Quase sem exceção, essas almas são de cristãos que foram excluídos das suas igrejas e/ou famílias. Eles sempre fazem a mesma pergunta dolorosa, 'O que eu faço agora?' Eu sinto o peso da responsabilidade. No meu trabalho anterior, eu tinha a esperança de salvar as pessoas do sofrimento espiritual. No meu trabalho atual, espero salvar as pessoas da morte.", disse ele.

Paula então afirma: "Eu não me importo com os evangélicos e nem com a marca da sua doutrina. Não tenho nenhum interesse em debater com eles. É de pouco interesse para mim. No entanto, eles se preocupam com suas doutrinas, como praticam a fé cristã. Acho que é insuficiente. Discordo de qualquer religião que conduz ao julgamento em vez de inspirar à aceitação e o amor."

Comentário:

É um engano imaginar que pastores ou líderes cristãos de modo geral não estão sujeitos a erros, bem como promovê-los. As maiores advertências da Bíblia com relação à preservação dos princípios fundamentais do evangelho foi dirigida justamente para os que já eram cristãos (risos). As cartas do Apóstolo Paulo enviadas para diferentes congregações comprovam claramente isso.

Em outras palavras, é de dentro das próprias igrejas que surgem muitas heresias, especialmente através de pessoas em cargos de liderança ou posição de influência. Daí a importância de ser a Bíblia, para o cristão evangélico, sua única regra de fé e prática, visto que por ela, como Palavra de Deus, pode não apenas se corrigir, como também os que distorcem seus ensinos.

Por outro lado, o caso Paul Williams revela também o quanto muitas igreja cristãs ainda precisam aprender a lidar com pessoas que por alguma razão se sentem excluídas dessas comunidades, independente dos motivos, sexuais ou não.

O evangelho bíblico realmente não ensina exclusão, mas sim o acolhimento, para que através da sua mensagem de compaixão, amor e justiça, se torne através de Cristo o caminho de salvação para quem tem consciência dos seus erros e deseja ser transformado. Se Paul procurou acolhimento na sua congregação para conseguir lidar da forma correta com seus conflitos sexuais, a luz de Cristo, e não encontrou ajuda, a comunidade errou e isso não pode ser admitido.

Entretanto, se a intenção de Paul ao revelar sua transexualidade foi torná-la aceita ao ponto de que a comunidade ignorasse à doutrina bíblica, como sugeriu ao dizer que não se importa com isso, ele próprio se excluiu do grupo, por assumir uma posição baseada numa concepção abstrata e, portanto, equivocada de "aceitação" e "amor" aos olhos de Deus.


Com informações: Cristianos al Día
Comentário: Will R. Filho

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