O ativismo LGBT contra o dia dos pais: "cristãos conservadores não devem ter lugar no governo"


Grupos de ativistas LGBTs estão indignados porque o Departamento de Educação do governo Trump convidou oradores de duas organizações de família cristãs conservadoras proeminentes para participarem de uma mesa redonda sobre a paternidade realizada antes do Dia dos Pais


O jornal americano "Politico" relata que especialistas do Family Research Council (FRC - Conselho de Pesquisa Familiar) e Focus on The Family (Foco na Família) foram convidados para falar em uma conferência organizada pelo Departamento de Educação do governo Trump, que abordou como os pais podem estar envolvidos na vida dos seus filhos.

Tanto o FRC, liderado por Tony Perkins, quanto o Focus on The Family, liderado por Jim Daly e fundado por James Dobson, são conhecidos por defenderem os conceitos bíblicos sobre a sexualidade e que o casamento é apenas uma união entre um homem e uma mulher .


No entanto, a campanha de direitos humanos do grupo de defesa pró-LGBT acredita que as crenças dessas organizações no casamento tradicional e a oposição à união homossexual tornam seus funcionários desqualificados de receberem uma plataforma financiada pelo governo para expressar suas opiniões sobre casamento e família.

"Fornecer uma plataforma financiada pelos contribuintes para essas organizações é ultrajante", disse a campanha de direitos humanos em um comunicado fornecido ao jornal. "As famílias neste país são cada vez mais diversas e incluem aqueles com pais do mesmo sexo, e aqueles liderados por pais solteiros".

GLAAD, outro grupo de advocacia LGBT, afirmou em uma declaração compartilhada pelo "Politico" que a participação da FRC e do Focus on The Family na conferência do Departamento de Educação na semana passada mostra onde a Secretária de Educação (americana), Betsy DeVos, realmente se posiciona em questões LGBT.

"As ações da Secretária DeVos falam mais alto do que suas palavras", disse o comunicado.

Antes da sua audiência de confirmação em janeiro, a Mother Jones (uma revista investigativa) produziu um artigo explicando que a família da Secretária de Educação, Betsy DeVos, através de organizações sem fins lucrativos, doou milhões para organizações sociais conservadoras cristãs.

O artigo afirmou que a Fundação Edgar e Elsa Prince, a organização de seus pais, na qual atuou como vice-presidente, doou um total de US $ 6,1 milhões para a FRC e Focus on The Family.

Em uma audiência de confirmação, DeVos foi questionada explicitamente sobre seus laços com as organizações pelo senador Al Franken, D-Minn, que declarou que a família de DeVos "tem uma longa história apoiando causas anti-LGBT, incluindo doar milhões de dólares para grupos que Terapia de Conversão".

DeVos tentou distanciar-se dessas organizações afirmando em resposta ao questionamento de Franken de que "sua caracterização das nossas contribuições não penso refletir com precisão às da minha família".

Em um comunicado de imprensa, a GLAAD chamou a FRC e Focus on The Family de "grupos de ódio anti-LGBTQ" e criticou a DeVos por convidá-los para eventos governamentais.

"As organizações anti-LGBTQ não têm lugar nos negócios governamentais e a discriminação escolar contra estudantes LGBTQ nunca devem ser ignoradas ou silenciadas", afirmou a presidente da GLAAD, Sarah Kate Ellis, em um comunicado. "Nossos filhos merecem aprender em um lugar inclusivo e aberto às suas necessidades, e isso corre o risco de uma pessoa sem qualificação dirigir o Departamento de Educação. Hoje, a Betsy DeVos mostrou aos americanos quem ela realmente é - um ativista anti-LGBTQ".

O grupo também criticou DeVos por uma carta de orientação emitida por ela e o procurador-geral Jeff Sessions, onde ambos reveem uma recomendação do ex-governo Obama que orienta as escolas permitirem que estudantes transgêneros usem banheiros e vestiários consistentes com sua identidade de gênero". (...)

Comentário:

Os ativistas LGBT("Q" e quantas outras letras decidirem "incluir") não estão furiosos pelo fato do Governo Trump estar colocando cristãos ditos conservadores no poder, meramente, mas sim porque isso vai de encontro às intenções de querer eliminar a cultura cristã da sociedade, bem como pela perca de privilégios no âmbito do Governo Federal.

Obama serviu de palanque para o "politicamente correto" no mundo inteiro. Foi na sua gestão que o liberalismo filosófico e a prostituição intelectual das academias científicas ganharam corpo nessa geração. Trump, ao menos nessa área, iniciou um processo de reversão desse quadro, colocando em sua equipe administrativa nomes que priorizam os interesses da maioria do povo americano embasado pela cultura cristã.

Na era Trump não há espaço para uma "ditadura das minorias" e o ativismo LGBT não se conforma em voltar a ser, de fato, uma minoria, visto que sua influência social não consiste da adesão popular, mas sim do poder que lhe é dado pelo aparelhamento do Estado, assim como é aqui no Brasil e em varias partes do mundo.

No final das contas, acredite, os ativistas LGBTs não protestam devido uma luta por direitos civis iguais, respeito e tolerância (só desinformados ainda caem nessa conversa), mas sim pela eliminação de uma cultura e a imposição de outra, através de um regime autoritário via instrumentalização do Estado.


Com informações: Christian Post
Comentário: Will R. Filho


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