URGENTE: Bebê será morto nesta sexta por decisão da "justiça" Européia contra a vontade dos pais


O pequeno sofre de uma doença mitocondrial que provoca o enfraquecimento dos seus músculos e sérios danos cerebrais. 


Ele vinha recebendo suporte vital no Hospital Great Ormond Street, de Londres, mas os médicos “decidiram”, contra a vontade dos pais do bebê, que os aparelhos deveriam ser desconectados para “evitar um sofrimento inútil”.

Os pais de Charlie, Chris Gard e Connie Yates, que pretendiam levar o filho aos Estados Unidos para um tratamento experimental e, decididos a dar a ele todas as chances possíveis de vida e cura, por mínimas que fossem, rejeitaram terminantemente a “sugestão” assassina dos médicos.


Em abril deste ano, a “justiça” britânica (entre aspas mesmo e com inicial minúscula mesmo, e bem minúscula) tinha autorizado o desligamento solicitado pelos médicos do hospital. Os pais de Charlie apelaram então ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Em decisão provisória, a corte europeia ordenou que o hospital mantivesse o bebê em vida durante ao menos 3 semanas, até a sentença definitiva. Mas, Charlie, Connie e Chris perderam de novo.

A “justiça” europeia também escreveu o próprio nome entre aspas e com minúscula. Muito, muito minúscula.

Nesta quinta-feira, 29 de junho de 2017, Connie Yates e Chris Gard foram às redes sociais para dar ao mundo a notícia estarrecedora e dizerem que estavam passando as suas “últimas preciosas horas” com Charlie.

Eles não foram autorizados nem sequer a levar o filhinho para casa.

“Prometemos ao nosso pequeno que o levaríamos para casa“, conta Connie.

Chris Gard acrescentou: “Queríamos lhe dar um banho, em casa, colocá-lo num berço onde ele nunca dormiu e isto nos foi negado. Sabemos em que dia o nosso filho vai morrer e não temos direito a nenhuma palavra sobre o que vai acontecer“.

“Não nos permitem escolher se o nosso filho vive, nem escolher quando e onde o Charlie pode morrer. Charlie vai morrer amanhã [sexta-feira] sabendo que foi amado por milhares… Obrigado a todos“, completaram Connie e Chris.


Uma saga contra a cultura da morte e do descarte


Charlie tinha nascido saudável, em agosto de 2016, mas, aos 2 meses, foi internado com pneumonia por aspiração e seu quadro piorou muito rapidamente. Os pais iniciaram uma campanha de arrecadação de donativos para levar o bebê aos Estados Unidos. Graças à solidariedade concreta de dezenas de milhares de pessoas, eles angariaram mais de 1,5 milhão de euros (equivalente à mais de 5,5 milhões de reais).

Mas a “justiça” entre aspas e minúscula, primeiro a do Reino Unido, depois a da União Europeia, arrancou deles até o direito de tentar.

Todo o dinheiro angariado vai ser usado para fundar uma associação com o nome de Charlie, voltada a ajudar outras crianças que sofram da mesma condição rara – e, pelo menos no caso delas, salvar a vida.

Indignação e preocupação profunda


Sim, é verdade que Charlie tinha pouquíssimas chances de cura. Sim, é verdade que, mesmo se pudesse tentar o tratamento experimental nos EUA, Charlie muito provavelmente acabaria morrendo. Não é esta a questão assustadora deste debate.

A questão assustadora é que a palavra final sobre a vida ou a morte de um ser humano foi assumida de modo absolutista por tribunais que se sobrepuseram à vontade dos próprios pais do bebê “julgado”, à revelia da sua vontade de continuar lutando pela vida do filho com seus próprios recursos particulares.

O Estado terá mesmo o direito de atropelar a vontade de um casal que deseja, quer e pode continuar lutando pela vida de um bebê, por mínimas que sejam as chances de cura? É intensamente assustador observar que o Estado se arrogou esse direito. Essa postura do Estado recorda inevitavelmente episódios obscuros da história da humanidade.

Incansavelmente denunciada pela Igreja [católica], em explícitas declarações do Papa Francisco, a cultura do descarte avança brutalmente pelo autodenominado “mundo civilizado”, disfarçada de um sem-fim de eufemismos hipócritas que não conseguem esconder a ideologia criminosa que a sustenta: a ideia de que uma vida vale enquanto é útil, não em si mesma e com valor absoluto.



Por: Francisco Vêneto / Aleteia

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