De olho em 2018, Marina Silva ressurge das cinzas e aprova Reformas de Temer


A ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva resolveu ressurgir das cinzas do silêncio e das polêmicas. Questionada por muitos sobre o seu aparente sumiço, a ex-Ministra deu entrevista ao Estadão e comentou, finalmente, sobre as reformas da Previdência e do Trabalho


"Ela disse concordar com as idades mínimas de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres estabelecidas pela reforma da Previdência em tramitação na Câmara. Mas se posicionou contra o tempo mínimo de contribuição de 25 anos exigido pela proposta para que um trabalhador possa se aposentar.

Na entrevista, Marina afirmou que PT, PMDB e PSDB estão juntos em um movimento para "arrefecer" a Operação Lava Jato. Ela evitou tecer comentários sobre o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao juiz Sérgio Moro, na semana passada. Mas lamentou o fato de a ex-primeira dama Marisa Letícia não estar viva para contraditar o que disse o petista.", diz um trecho da matéria.

Marina Silva evita falar de Lula, mas sugere sua opinião


A provável candidata para 2018 evita falar de forma objetiva de Lula porque deseja atrair a simpatia dos órfãos do ideal petista. Criticar abertamente o ídolo da esquerda significa comprar uma briga com os mais apaixonados pelo "nine", podendo ocasionar em perca de votos em um pleito onde poderá ser a única representante da esquerda nas próximas eleições presidenciais, caso o STF não resolva minar a Operação Lava Jato.


Lideranças políticas como Marina Silva, com grande potencial de influência na população, são imprescindíveis para o debate político, mas, parece que a mesma se esquece dessa importância durante os acontecimentos do país, preferindo se isolar das polêmicas, evitando comentar questões sensíveis do Brasil e do mundo, como se não quisesse correr o risco de figurar entre os que assumem uma bandeira e ser, por ela, criticado(a).

Todavia, ao se aproximar das eleições, quando alguns prováveis candidatos ganham força política e exposição por seus posicionamentos, Marina Silva resolve aparecer, mais uma vez, com suas opiniões sobre assuntos já bastante mastigados no meio público. É como se tivesse ficado apenas observando o andar da carruagem, esperando a poeira baixar e os discursos de pré-campanha começarem a surgir.

Uma estratégia política de campanha ou realmente a sua maneira de ser? Difícil saber, mas é muito possível que Marina Silva já tenha passado da validade.

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