Além de Temer e Aécio, delação da JBS enterra Lula e Dilma na Lava Jato

As "delações-bomba" do dono da JBS, Joesley Batista não só comprometeram o presidente Michel Temer e o ex-senador Aécio Neves (PSDB).


De acordo com o Jornal O Estado de S. Paulo, o empresário afirmou à Procuradoria-Geral da República que mantinha duas "contas-correntes" na Suíça, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Segundo Batista, os repasses bateram US$ 150 milhões em 2014, mas foram "zeradas" no mesmo ano para financiar as campanhas políticas de partidos e candidatos ligados ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, quem operava as contas na Suíça. Em 2009, os repasses eram destinados a Lula e, no ano seguinte, a Dilma.


O relator ainda afirma que ambos os petistas sabiam da propina da JBS. "O depoente indagou se Lula e Dilma sabiam do esquema, e Guido confirmou que sim", descreveu Joesley, na delação.

As quantias eram repassadas para garantir financiamentos do BNDES. EM 2009, o BNDES adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações no valor de R$ 2 bilhões, para "apoio do plano de expansão". Em 2011, o banco financiou R$ 2 bilhões para a construção da planta de celulose da Eldorado.

"A operação foi realizada após cumpridas as exigências legais. [Joesley] Sempre percebeu que os pagamentos de propina não se destinavam a garantir a realização de operações ilegais, mas sim de evitar que se criassem dificuldades injustificadas para a realização de operações legais", informou a delação.


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