DENÚNCIA: Mestre em Saúde Pública acusa Ministério Público de perseguição por defender ex-homossexuais

Ex-homossexual faz denúncia acusando o Ministério Público de vetar a sua participação em evento que visa tratar dos direitos humanos de homossexuais, por defender que ex-gays possuem os mesmos direitos. Ele pede para ser ouvido e gravou um vídeo dizendo que foi proibido de mencionar a palavra "cura". 

"O grande psicanalista Jacques Lacan, ele diz: 'não se cura os homossexuais, embora sejam perfeitamente curáveis'. A brilhante psicóloga e escritora Renate Jost fala o seguinte: 'eu tratei de vários homossexuais que foram curados' e, segundo ela, se houve a cura é porque havia uma doença", disse ele fundamentando sua fala.


"Para o Ministério Público do Distrito Federal e territórios, eu não tenho o meu direito a liberdade, à liberdade de expressão", declarou Claudemiro Soares Ferreira, que tem um currículo acadêmico extenso. Ele é administrador, foi professor universitário, especialista em Políticas Públicas e Mestre em Saúde Pública pela Fiocruz, autor do livro "Homossexualidade Masculina - Escolha ou Destino?" (2008).
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"Como autor desse livro (...) eu tenho sido alvo de frequentes denúncias ao Ministério Público", disse ele se referindo algumas posturas do órgão.

Claudemiro Soares disse que haverá um encontro de vários movimentos sociais no próximo Conselho Nacional do Ministério Público, para discutir, entre outras coisas, o preconceito sofrido por homossexuais. No entanto, ao fazer a sua inscrição para participar do encontro como ex-homossexual e falar que ex-gays também sofrem preconceito, ele conta que teve o pedido NEGADO. Assista:


Não é a primeira vez que Claudemiro Soares tem conflito com agentes "militantes" do Ministério Público. Em janeiro de 2015, durante uma palestra com o tema: "Homossexualismo: ajudando, biblicamente, a prevenir e tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade", ele teve sua apresentação interrompida, após receber uma intimação para "explicar" o conteúdo da palestra.

A ação foi atribuída ao deputado Jean Wyllys, que apesar de negar, teve seu nome escrito no documento do órgão público. A acusação contra Claudemiro foi de "promover a cura gay". Posteriormente, em junho do mesmo ano, Claudemiro venceu a batalha judicial movida pelo Ministério Público.


A polêmica "terapia de conversão" e o reconhecimento de ex-gays


A intenção de Claudemiro é provar a existência de homossexuais "egodistônicos". Isto é; os que se veem insatisfeitos com sua orientação sexual e desejam mudar. Por essa razão, o autor apresenta em seu livro abordagens terapêuticas conhecidas principalmente nos Estados Unidos desde 1992 como "terapias de conversão".

Para tanto, o autor sustenta sua concepção em dois pilares principais; 01 - A definição na Classificação Internacional de Doenças (CID F.66.1) e do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 302.6/85) da egodistonia, também chamada de "transtorno da identidade de gênero", e 02 -Na existência de pessoas que se declaram ex-homossexuais, como o próprio autor.

Dessa forma, Claudemiro questiona a falta de atenção às pessoas que se declaram ex-gays, desprezo por sua afirmação e preconceito sofrido, uma vez que muitos acusam tais pessoas de nunca terem sido, de fato, homossexuais, o que é negado pelo autor.

A chamada "terapia de conversão", por outro lado, não é reconhecida no Brasil. O Conselho Federal de Psicologia, por exemplo, já se manifestou contrário à essa abordagem terapêutica. Essa medida foi utilizada em 2013 para acusar falsamente a Psicóloga Marisa Lobo de praticar a "cura gay", devido sua defesa ao projeto de lei do Deputado João Campos, o PDC 234/11, que não falava de "cura gay", mas sim da interpretação inadequada da Resolução 01/99 do CFP contra a liberdade dos psicólogos.

Por fim, o fato é que não existe consenso acadêmico em torno do tema, especialmente porque o conhecimento científico não possui barreira geográfica e especialistas em várias partes do mundo divergem sobre o assunto. Em outras palavras, o não reconhecimento de uma prática não impede a sua discussão no âmbito acadêmico, do contrário não falaríamos de ciência, mas sim de religião e seus dogmas.


Por: Will R. Filho

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