Casal Gay é condenado a 85 chicotadas em público por tribunal islâmico

 

Um tribunal islâmico da Indonésia condenou nesta quarta-feira a 85 chicotadas públicas dois homens por manterem relações homossexuais, no mesmo dia em que é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia.


Trata-se da primeira sentença deste tipo desde 2014 em Achém, uma província que ocupa o noroeste da ilha de Sumatra e que começou a ser regida com a sharia ou lei islâmica em 2001.

"O acusado foi consirado culpado por 'liwat' (relações sexuais entre dois homens), e será castigado a receber 85 chicotadas em público", indicou o juiz Khairil Jamal, segundo um vídeo da leitura da sentença.


A corte islâmica impôs um castigo superior a 80 chicotadas solicitados pela acusação, mas inferior à pena máxima de 100 que contempla a lei para esse delito.

Está previsto que a sentença seja executada no dia 23, antes do início do ramadã.

Os condenados, de 20 e 23 anos, foram detidos em março, depois que vários vizinhos invadiram sua casa, gravaram ambos com uma câmera de vídeo e os detiveram no local até a chegada das autoridades.

Achém é a única província indonésia onde a sharia é aplicada, que proíbe também o consumo de álcool, as apostas e as relações sexuais antes do casamento.

Comentário:

O ativismo LGBT no mundo não trata fatos como esse com o mesmo rigor com que confronta o posicionamento de outros grupos religiosos sobre o tema homossexualidade. O que chama atenção para essa realidade, em especial, são os motivos ideológicos por trás disso.


Na prática, sabemos que a "sharia" é doutrina islâmica, onde está prevista condenações desse tipo, não como resultado da ignorância humana em uma época específica, ou de um tempo onde não se compreendia conceitos como "misericórdia" e "graça", por exemplo, mas como fruto do que afirmam ser, até hoje, inspiração "divina".

Enquanto o ativismo LGBT silencia diante do avanço dos radicais islâmicos, preferindo confrontar religiões como o cristianismo, cuja pregação está baseada no amor de Deus oferecido para todas as pessoas, sem distinção, onde a transformação de vida ocorre de forma voluntária e as diferenças são respeitadas, a intolerância do modelo islâmico cresce perseguindo todos que não aceitam sua doutrina.

Nesse modelo jihadista não há "cristãos", "homossexuais", "espíritas" ou qualquer outro segmento religioso e social. Não há "minorias"! Só existem "fiéis e infiéis", cabendo a você se submeter.


Fonte: Efe
Comentário: Will R. Filho

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