Alunos "transgêneros" devem escolher qual banheiro usar em São Paulo


Uma nota publicada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, no último dia 15 de maio, já começou causar discussão entre a população, pois recomenda que os "banheiros das escolas da rede devem ser usados de acordo com identidade de gênero"


Isto significa que se um garoto quiser usar um banheiro feminino, poderá fazer, desde que "se sinta" do gênero feminino. Da mesma forma, a menina também poderá usar o banheiro masculino, desde que "se sinta" do gênero masculino.

"Nas escolas estaduais de São Paulo, todos os alunos devem usar o banheiro de acordo com o gênero que se reconhecem. As escolas devem seguir a lei estadual nº 10.948, que versa sobre discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero. Direito garantido aos alunos paulistas, já chega a 365 o número de estudantes que usam o nome social", diz um trecho da publicação.


Como se percebe, os ideólogos por trás desse movimento de promoção do "transgenderismo" através das mídias e das escolas, especialmente as públicas, utilizam de forma distorcida a lei nº 10.948 para fazer pensar que não discriminar significa aceitar, indiscriminadamente, como o outro "se sente", como se tal percepção/sentimento fosse absoluto em si mesmo e sinônimo de plena satisfação ou saúde, o que pode ser um terrível engano.


A Secretaria de Educação de São Paulo despreza a discordância científica mundial sobre o tema "transgênero" e toma decisão com base na ideologia de gênero


Já publicamos aqui mesmo algumas matérias abordando o tema "transgênero", alertando para os perigos de tratar o tema de forma superficial, ideológica e não científicamente. Veja alguns links:

A farsa do Fantástico sobre transgêneros - Uma mentira que você deve saber

Transgênero é um sintoma de colapso cultural, diz especialista em educação

Todavia, como também sabemos, a insistência em promover a ideologia de gênero no Estado não é por falta de informações, mas pela incapacidade de tais gestores, educadores e acadêmicos, de separar o que é ideologia e ciência.

Tais medidas, quando motivadas por ideias subjetivas e vagas, caem facilmente em contradição. Este é o caso da ideologia de gênero, motivo pelo qual a Secretaria de Educação recomenda essa proposta. Não há como definir "quem é quem", segundo essa ideologia, visto que a maneira como cada pessoa "se sente" é particular, subjetiva e não observável, diferente, por exemplo, da definição sexual baseada no sexo biológico.

Na prática, portanto, ninguém poderá ao menos questionar a suspeita de quem se afirma do gênero "A" ou "B", visto que isso poderá ser considerado um ato de discriminação, especialmente se exigir "provas" de tal condição, algo também risório, uma vez que a maneira como a pessoa "se sente/percebe" é subjetiva e o corpo não não é levado em consideração.


Por: Will R. Filho

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