Pornografia vira "crise de saúde pública" e governo estuda limitar o acesso na internet


A sociedade em geral continua lidando com o fato de que a pornografia de larga escala em nossa cultura está chegando a um custo brutalmente alto - especialmente para as mulheres. O Alabama, por exemplo, nos Estados Unidos, está analisando formas legislativas de resolver o problema.

Eles vão avaliar um projeto de lei que pretende criminalizar a venda de celulares ou outros dispositivos de acesso à internet sem um filtro contra pornografia . Os adultos que desejam desativar os filtros pagam uma taxa de US$ 20 e solicitam a desativação por escrito


O projeto de lei transformaria a venda ilegal do produto punível com até um ano de prisão, para quem vender um dispositivo de acesso à internet sem filtro para bloquear material obsceno, pornografia infantil, imagens usadas para assédio sexual ou sites usados ​​para tráfico humano. Vender aparelho sem um filtro para um menor seria um crime ainda mais grave - punível com 10 anos de prisão.

Estados americanos reconhecem a pornografia como problema de saúde pública


Projetos semelhantes foram introduzidos na Carolina do Sul e Dakota do Norte.

Além disso, na semana passada, o estado do Arkansas se uniu a Utah e ao Partido Republicano ao reconhecer a praga pornográfica como uma crise de saúde pública.

Um grupo de legisladores aprovou por unanimidade uma resolução na quarta-feira declarando a pornografia uma crise de saúde pública. O projeto de lei cita uma série de problemas individuais e comunitários que os proponentes dizem estarem associados à pornografia, incluindo o tráfico sexual e a exploração infantil.

Um defensor da lei, uma ex-atriz de filmes pornográficos, testemunhou na frente do comitê advertindo sobre os impactos negativos dessa e de outras indústrias. "A indústria da pornografia, os clubes de strip-tease, os hooters e todas as formas de exploração atacam os vulneráveis", disse Jessica Neeley;

Para entender melhor, leia também: "Pornografia - A Verdade sobre a Indústria Pornô"

A resolução não é obrigatória, mas encoraja o Estado a buscar educação, prevenção, pesquisa e mudança de políticas para reverter os problemas associados à pornografia.

Além do fato de que a pornografia está criando uma cultura de estupro on-line, e está começando a se espalhar para a vida sexual dos consumidores de pornografia, estamos apenas começando a descobrir qual é o impacto de uma cultura pornográfica naqueles que se sentem forçados a viver de acordo com seu padrão de expectativas.

Uma história horrível publicada no Daily Mail revelou um aumento enorme de mulheres que procuram cirurgia plástica como tentativa de modelar a aparência do corpo, após terem sido inspiradas por estrelas pornôs em cenas de filmes masculinos.

Um número crescente de mulheres estão indo fazer cirurgias para ter uma "vagina barbie", como resultado de assistir pornografia na internet, afirmam especialistas.

Em 2015, cerca de 100 mil pessoas em todo o mundo foram submetidas a uma labioplastia, que envolve recortar os "lábios" internos para lhes dar a aparência de uma adolescente pré-pubescente. E mais 50.000 tiveram rejuvenescimento vaginal - o aperto do canal vaginal, informou a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (ISAPS).

Mas, ambos os procedimentos para dar às mulheres uma aparência diferente na vagina vêm com riscos para a saúde, incluindo sangramento, infecções e cicatrizes.

Os riscos da cultura pornográfica


Os riscos físicos de estimular e engajar-se na cultura da pornografia vão muito além da cirurgia plástica. Gwyneth Paltrow, também chamado de "Goop" Magazine, por exemplo, lançou recentemente questões sexuais defendendo tantas práticas bizarras que um comentarista observou que ele estava começando a tratar o sexo anormal como "normal".

Uma dessas práticas foi o sexo anal, o que trouxe à mente as histórias horríveis que estão sendo apresentadas através de depoimentos e resenhas ao Comitê Permanente de Saúde do Canadá, que atualmente está examinando o impacto da pornografia violenta como forma de agressão sexual.

Uma das tendências destacadas pelo Comitê foi que o sexo anal violento resultou no surgimento de garotas procurando hospital com reto prolapsado [extravasamento de parte do intestino para fora do organismo, pelo ânus], danos que poderiam ser permanentes.

São histórias como essas que me deixam cada vez mais frustrado com a maneira como discutimos a questão da pornografia. O "vício" da pornografia, por exemplo, é uma maneira muito útil de explicar o modo como o consumo de pornografia reprograma o cérebro, cria usuários compulsivos e resulta em um comportamento manifestamente autodestrutivo.

Mas, por outro lado, temos que ter cuidado para que os usuários de pornografia não usem o termo "vício" como uma forma de autojustificação, uma desculpa para seu aparente descuidado diante do consumo contínuo de pornografia. Alguns dos caras que se aproximam de mim genuinamente querem obter ajuda para se livrar da pornografia. Mas outros parecem usar uma conversa falsa sobre o problema, como uma tragédia, esperando na verdade que as pessoas sintam pena deles.

Felizmente, a nossa cultura está começando a reconhecer que a pornografia é imensamente destrutiva. Do meio acadêmico aos serviços públicos, histórias repulsivas da cultura pornográfica estão mostrando para às mulheres, e aos homens, especialmente, a necessidade de conhecer esses relatos e perceber que a pornografia é a maior ameaça à masculinidade real na história da civilização ocidental.

O consumo de pornografia é, no final das contas, fundamentalmente um tipo de comportamento predador, que envolve a desumanização e degradação das mulheres de forma sistemática. Comece a lutar contra isso!

Autor do livro: "A Guerra da Cultura"

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.

Anterior
Proxima