Papa Francisco diz aos terroristas que vai como "mensageiro da paz" ao Egito


O Papa Francisco disse ao povo egípcio que ele está chegando ao Cairo esta semana como amigo e "mensageiro da paz".


Em uma gravação de vídeo em italiano, divulgada pelo Vaticano na terça-feira, Francisco diz que espera que a peregrinação seja "um abraço de consolação e de encorajamento para todos os cristãos no Oriente Médio".

Dois bombardeios de igrejas cristãs coptas no Egito no domingo de Ramos mataram 44 pessoas.

Franciso sai para o Cairo na sexta-feira e retorna no sábado.

Ele desejou "paz ao povo do Egito" e disse que estava vindo "com um coração alegre e agradecido".


O Papa Francisco expressou a esperança de que sua viagem à nação muçulmana maioritária também possa "oferecer uma valiosa contribuição ao diálogo inter-religioso com o mundo islâmico e ao diálogo ecumênico com a venerada e amada Igreja Copta Ortodoxa".

Os coptas do Egito, a maior comunidade cristã do Oriente Médio, há muito relatam sofrer discriminação e ataques abertos.

Entre os que convidavam o papa estavam o grande imã de Al-Azhar, o principal centro de aprendizagem do Islã sunita, que anteriormente tinha congelado as relações com o Vaticano.

Francisco, em sua mensagem, disse que o mundo "despedaçado pela violência cega" precisa "de pessoas corajosas capazes de aprender do passado para construir um futuro sem fechar-se em preconceitos", bem como "construtores de pontes de paz, diálogo, fraternidade, justiça e humanidade".

Francisco esforçou-se para melhorar o diálogo do Vaticano com o mundo islâmico depois que as tensões se desenvolveram durante o pontificado do predecessor Bento XVI.

Comentário:

O Papa Francisco segue na linha do "politicamente correto" e deixa de contribuir, de fato, para o esclarecimento não só dos cristãos católicos, mas principalmente dos próprios muçulmanos sobre os motivos da violência contra cristãos: a doutrina da "jihad".

Enquanto às concepções doutrinárias do islamismo sobre a utilização da "guerra santa" como forma de estabelecer o "califado" islâmico no mundo não for combatida abertamente, a perseguição religiosa executada por "radicais" islâmicos continuará acontecendo.

Não se trata de ter diálogo inter religioso, sr. Francisco, mas sim de uma DOUTRINA cujo diálogo não faz o menor sentido.


Fonte: AP
Comentário: Will R. Filho

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