Grupo de ex-gays é acusado de "incitar o ódio" após publicação de vídeos na internet


Pure Passion Ministries, um grupo cristão formado por ex-gays, está sendo acusado nos Estados Unidos de "incitar o ódio", devido a vídeos publicados no site Vimeo, falando sobre casos de pessoas que deixaram de ser homossexuais. O grupo questiona a acusação, argumentando que tudo o que está fazendo é salvar vidas e oferecer às pessoas a "cura".

"Como eu disse antes, não vamos remover vídeos que estão salvando vidas, seria um pecado contra Deus e contra aqueles que querem desesperadamente esperança e o tipo de ajuda que trará cura para qualquer ferida que eles possam ter", escreveu Dr. David Kyle Foster , fundador da Mastering Life Ministries, em um artigo na última quinta-feira.


"Temos nossa história para provar que por 30 anos, o que temos feito tem sido a cura e não a incitação ao ódio ou qualquer outro rótulo que vocês queiram colocar sobre nós", acrescentou Foster.

O site Vimeo teria dito a Foster em dezembro para remover "todos os vídeos deste tipo" da sua conta, mas Foster questionou chamando de "perseguição religiosa e pura censura", dado que seu ministério oferece depoimentos de pessoas que se identificam como ex-gays.

O site de compartilhamento de vídeos acusou a Pure Passion Ministries de postar vídeos que "assediam, incitam ao ódio ou incluem discursos discriminatórios ou difamatórios", e recentemente removeram todos os 850 vídeos.

A remoção ocorreu depois que o Vimeo havia oferecido um ultimato em 16 de março, afirmando o seguinte:

"Tire os vídeos ofensivos em uma semana, ou perca seu canal. Sua afirmação equiparando homossexualidade a 'quebrantamento sexual' viola a posição subjacente da organização. Para ser claro, não acreditamos que a homossexualidade requer uma cura e nós não permitiremos vídeos em nossa plataforma que abraçam esse ponto de vista ".

Membros e apoiadores da comunidade de ex-gay estarão em Washington, DC, esta quarta-feira para pressionar o congresso para reconhecer aqueles que são ex-homossexuais e para procurar proteção federal contra a discriminação; Foto: SCREENGRAB / VOICE OF THE VOICELESS

O site Vimeo continuou: "Por favor, remova todos e quaisquer vídeos que discutam a homossexualidade como uma condição que requer cura. Nós também consideramos este ponto de vista básico para mostrar uma atitude humilhante em relação a um grupo específico, que é algo que não permitimos".

Foster argumentou que a plataforma está punindo e buscando censurar a liberdade de expressão.

"Vimeo sabe que, se você disser algo com freqüência suficiente, as pessoas vão reconhecer que é verdade. Eles estão agindo como valentões, querendo vingança, ao que parece, contra qualquer um que se coloque em seu caminho, ignorando o que diz a Constituição", disse ele.

"É o mesmo espírito do anticristo que eventualmente culminará na Grande Tribulação", acrescentou Foster.

Como Michael Brown, apresentador do programa de rádio nacional "Linha de Fogo" observou em um editorial publicado pelo The Christian Post , o site Vimeo também tem alvejado outras organizações que se recusaram a apoiar o ativismo LGBT, como a Associação Nacional de Pesquisa e Terapia Da homossexualidade [nos Estados Unidos].

Além disso, ele [o site Vimeo] também removeu todo o conteúdo da Rede de Esperança Restaurada, outra rede cristã de ministérios para homossexuais que oferecem "cura".

Mas, enquanto Vimeo decide censurar esse conteúdo, aparentemente, continua a permitir que outros sobre estupro, pornografia e até mesmo terrorismo do Estado Islâmico permaneçam em sua plataforma.

"Basta colocar 'jihad' na barra de pesquisa do Vimeo e você obtém 2.233 resultados. Coloque 'lust' + Vimeo em uma pesquisa do Google e aparece uma opção de um site de cineasta pornô, entre 288 outros sites contendo 2.872 vídeos. Busca no Google por 'estupro' + Vimeo e você tem 2.817 vídeos ", explicou Foster.

Ele argumentou que o site Vimeo considera que a ideia de que Jesus Cristo pode "curar" a homossexualidade é algo ofensivo e humilhante.



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