GREVE: Sindicatos manipulam a população contra Reforma Trabalhista


O brasileiro foi educado por mais de 70 anos para enxergar a relação da mão de obra trabalhista com o Estado de forma paternalista. Poucos sabem pesar os fatores circunstanciais, inspirados no fascismo, que deu origem a CLT e a concepção de aposentadoria que hoje está falida


Compreender a razão pela qual os mais de 3,9 bilhões arrecadados em 2016 - apenas - com imposto sindical distribuídos entre os mais de 15.000, 00 sindicatos, são hoje o grande motivo pelo qual tais entidades influenciam a maneira como o assim chamado "povo" entende a Reforma Trabalhista não é uma tarefa fácil para a maioria de nós.


Isso, porque, associamos a ideia de "direitos trabalhistas" à concepção sindical.

Somos um país fortemente influenciado por ideais socialistas, desde a era Vargas. Consequentemente, a lógica de trabalho que entendemos está vinculada ao modelo de quanto maior às "garantias" do Estado, melhor. Por outro lado, quanto mais liberdade profissional e de iniciativa privada, pior.

Todavia, a história mostra que este é um modelo fracassado, pois trava o desenvolvimento e faz com que cada vez mais pessoas dependam de políticas assistencialistas.

Um dia os sindicatos foram úteis, mas perderam sua função


O sindicalismo há muito deixou de ser um meio de representação voltado para os interesses do trabalhador. Sua origem, na Itália, através do movimento fascista de Benito Mussolini, teve como discurso - inicial - um ideal justo, motivado pela opressão trabalhista da época, onde a força de trabalho residia principalmente na mão de obra braçal e não tínhamos desenvolvido uma noção Ética entre a relação de empregador e empregado.

Todavia, com o passar do tempo, essas entidades que antes diziam lutar para dar ao trabalhador mais autonomia perante o "patronado", passaram a retirar, eles mesmos, do próprio trabalhador (risos), a tal "contribuição sindical" pela qual puderam se estabelecer como sendo uma espécie de patrões secundários do trabalhador, que agora é orientado atender às demandas que não são, necessariamente, suas, mas do "coletivo".

O imposto sindical então passou a ser obrigatório e descontado do SEU salário, mesmo que você não esteja filiado a nenhum órgão sindical. Sob o pretexto de representar o "povo" contra a "exploração burguesa", os líderes sindicais em sua maioria sequestraram o que havia de maior valor para o próprio trabalhador, que é a sua total liberdade em decidir como e o quê fazer com sua força de trabalho.

A prova disso está nas divergências entre colegas de profissão, quando não aceitam se submeter, por exemplo, às decisões arbitrárias em favor de greves que não concordam, por exemplo, mas são obrigados, por via de intimidação das mais diversas, aderirem a essas paralizações. Veja um exemplo abaixo:



 
Na prática, você não existe como sujeito plenamente autônomo. Você aprendeu que ser "livre" é ter um sindicato para chamar de "seu". Acredite, a suposta "greve" neste dia 28 (04/2017) não é por SEUS direitos, mas pela sobrevivência de quem lhe rouba o direito de falar em seu próprio nome, devido entre as medidas da Reforma Trabalhista ter sido aprovada também o fim do imposto sindical obrigatório.

A Reforma Trabalhista é uma necessidade que apenas regulamenta modelos de trabalho que já existem e diminui a burocracia entre empresas e funcionários


Um povo que foi doutrinado a conceber o ideal de "estabilidade" dependente do Estado, dificilmente conseguirá entender que a livre iniciativa e total liberdade sobre seu próprio meio de produção (mão de obra) será, sempre, sua melhor garantia econômica.

Não é por acaso que vemos no Brasil um mercado de cursinhos que se dedicam à pessoas que sonham um dia viver na "estabilidade" de um cargo público. Raramente, para não dizer nunca, vemos tais pessoas almejando esses cargos pelo desejo de exercerem alguma vocação. O ideal de "estabilidade", "pouco trabalho" e "benefícios" é o que está implícito no desejo da absoluta maioria.

Mas, de onde vem essa ideia? Não é o objetivo desse texto aprofundar essa explicação, mas apenas alertar para o fato de que ela está baseada numa lógica de trabalho que quanto maior, pior, pois não se sustenta, visto que para bancar um Estado "inflado" de cargos públicos é preciso uma base trabalhadora que produza riquezas suficientes para manter as "benesses" desses funcionários.

O que temos, então, é apenas uma forma diferenciada de exploração dos mais fortes sobre os mais fracos, sendo o Estado o grande "patrão" e o verdadeiro povo a mão de obra explorada.

Entenda: a teoria é uma coisa, mas a prática é outra! Em nenhum lugar da história cuja lógica trabalhista se deu sob esse modelo os agentes do Estado quiseram "servir" ao povo, de fato, como deveriam. Há uma variante humana, típica da Ética, que tende a fazer do "poder" um meio de exploração sobre os demais. Ao conquistar o poder da "proteção do Estado", os sujeitos passam usar esse Estado como forma de opressão.

É por essa "falha ética" que o socialismo-comunismo nunca funcionou, pois o povo, isto é: os que não pertencem a máquina pública, será sempre o mais explorado enquanto depender daqueles que, de fato, controlam o Estado.

A flexibilização das contratações é um benefício de longo prazo

A Reforma trabalhista flexibiliza a rigidez contratual, herdada da concepção "paternalista" de trabalho. Não se trata, meramente, de vínculo contratual à qualquer custo, mas da qualidade da oferta de trabalho oferecida. Isso favorece a médio e longo prazo a pluralização dos serviços, das profissões, pois permite que tanto os trabalhadores como os empregadores passem a focar mais na qualidade dos seus serviços, aumentando a concorrência e consequentemente as contratações.

Outro aspecto crucial para a Reforma Trabalhista está na época em que vivemos. O ritmo de vida das pessoas com base no desenvolvimento cultural, do avanço tecnológico e da própria Ética trabalhista, a qual estreitou os laços entre o patrão e o funcionário, que passou a enxergar o trabalhador como parte essencial do seu crescimento, criou novas ofertas de mão de obra e um olhar diferenciado sobre a força de trabalho, cada vez mais valorizada.

Em outras palavras, nenhum empresário atualmente minimamente informado possui uma relação com o empregado como antigamente, pois o funcionário hoje é mais qualificado e está inserido numa sociedade comunicativa, ciente dos seus direitos e deveres, sendo ele mesmo, o funcionário, uma voz ativa sobre a qualidade da empresa onde atua. Destratar o funcionário na geração "Facebook" pode significar a falência de uma empresa e nenhum empregador deseja esse tipo de relação, visto que para vencer a concorrência ele depende, também, de uma equipe motivada e satisfeita com sua função.

Há empresas, por exemplo, que precisam de funcionários diferentes para horários de trabalho diferentes, incluindo a madrugada. Outras, fazem entregas de produtos durante à noite, enquanto profissionais liberais fazem serviços para empresas de forma intermitente, conforme a demanda, e para eles isso é necessário porque possuem vários clientes em potencial aguardando seus serviços.

A internet e o trabalho "Home Office" é outro grande modelo da geração atual, até então praticamente fora do regime trabalhista. Uma empresa, por exemplo, se concluída a Reforma, poderá incluir no seu quadro de funcionários pessoas habilitadas à trabalhar pela internet, em e-commerce, por exemplo, sem precisar estar fisicamente na empresa, enquanto a empresa, por outro lado, não corre o risco de ser processada por não cumprir às exigências trabalhistas atuais.

A grande vantagem disso é a maior facilidade na contratação, devido a simplificação e diversificação das contratações, bem como a redução de custos com a burocracia, estadia do funcionário in loco, acarretando consequentemente na opção que a empresa tem de aumentar seu quadro de funcionários para atender demandas que até então ela não pensaria atender sob o regime trabalhista atual. É daí que se espera aumentar os empregos e fazer a economia girar.

Finalmente, pense bem antes de se posicionar sobre tais assuntos, pois no Brasil atual a comunicação e às informações são em grande parte influenciadas pelo ativismo sindical, que como explicado, não deseja perder seu status de "senhor" do trabalhador.

Evidente que nada é 100% viável, por exemplo, na Reforma Trabalhista e previdenciária, mas seus pontos negativos não anulam a sua legitimidade. Quanto a previdência, o simples fato de sermos obrigados à contribuir é algo ruim. Deveria ser facultativo, o que exigiria uma ampla reforma, lenta e muito debatida. Em todo caso, nem tudo é o que parece e nesse momento ambas às reformas são uma necessidade.


Por: Will R. Filho

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