Violência na sala de aula é reflexo de uma crise de autoridade familiar, diz Professora


Mais da metade dos professores do Brasil já presenciou algum tipo de agressão verbal ou física cometida por alunos de 11 a 14 anos contra algum colega, e milhares já viram os estudantes levarem armas de fogo para a aula.

Este é o panorama apresentado pela pesquisa Prova Brasil 2015, elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação e aplicada a diretores, alunos e professores de todo o país.

"As agressões contra professores aumentaram muito nos últimos tempos", disse à Agência Efe a secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, professora da rede pública no Mato Grosso do Sul.


No total, 132.244 professores, mais da metade dos entrevistados, admitiram que já testemunharam episódios de violência dos estudantes contra os companheiros de profissão, porcentagem que chega a 71% quando perguntados sobre agressões físicas ou verbais entre os próprios alunos.

"A questão da violência não é algo específico das escolas. A escola é o reflexo do que acontece na sociedade", argumentou Fátima Silva.

Entre os fatores externos que explicam este comportamento, a professora cita uma crise de "autoridade" na convivência familiar e, sobretudo, a determinação do contexto social no qual cada colégio está imerso.

Comentário:

O relato da Secretária (CNTE) Fátima Silva, claro que baseada na pesquisa divulgada, é bastante contundente e deve servir como evidência de uma problemática muito além da escola. Se trata mesmo de uma concepção cultural onde o conceito de "família" e da autoridade atribuída aos pais vem sendo dissolvido, desconstruído, com base em ideologias que enxergam a escola como instrumento de dominação do Estado.

Fátima Silva está correta! A violência praticada (e vivenciada) pelos alunos nas escolas são modelos de um contexto vindo de casa e da sociedade. Todavia, ao pensar nisso, devemos compreender que tal fenômeno é um processo cultural e está baseado em concepções como da Filósofa de viés marxista Marilena Chauí, em "A Repressão Sexual" (2º ed. 1991), quando afirma que as famílias atuais não passam de uma invenção moderna, produto do capitalismo.

Falas como dessa senhora, bem como da Procuradora Débora Duprat, que recentemente afirmou que as crianças NÃO pertencem às famílias, é o tipo de fomentação cultural que produz a crise de "autoridade" observada pela professora Fátima Silva.

O problema não são os alunos ou jovens violentos. Eles são as vítimas de uma modelagem cultural que reflete neles os sintomas destrutivos de quem tenta impor na sociedade conceitos distorcidos sobre a função familiar.

Com informações. Efe
Comentário: Will R. Filho

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