Maconha é utilizada com sucesso em tratamento de crianças com epilepsia, diz estudo

 Maconha para tratamento da epilepsia

O tratamento com cannabidiol, um derivado da maconha sem efeitos psicotrópicos, reduziu pela metade a ocorrência de ataques epilépticos em 86% das crianças que sofrem com a síndrome de Lennonx-Gastaut e que participam de um estudo cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira, no México.

"Pelo menos 80% dos casos tiveram a frequência das crises reduzida pela metade. E isso é muito difícil de conseguir em uma população que tem tal quantidade de problemas", disse em entrevista coletiva o neuropediatra Sául Garza, responsável pela pesquisa e coordenador da Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospital Espanhol da Cidade do México.

O estudo, pioneiro no país com crianças com essa rara doença, foi realizado com 38 pacientes.



Eles receberam durante um ano o RHSO-X 5000mg, um produto do cannabidiol puro derivado do cânhamo e recentemente aprovado pela Comissão Federal Contra Riscos Sanitários do México (Cofepris).

De acordo com os resultados, 33 pacientes (86%) tiveram uma melhoria de 50% nas crises. Desses, 21 atingiram uma redução dos ataques epilépticos de até 75%. Em cinco casos, as convulsões desapareceram totalmente.

Por outro lado, o tratamento falhou para outras cinco crianças.

"Os cinco meninos que não responderam ao óleo de cannabidiol continuaram com seu tratamento habitual, sem que a saúde deles fosse menosprezada", afirmou Garza.

Além da redução das crises, o uso do medicamento gerou outros benefícios nas crianças, disse o líder da pesquisa, como uma melhora no estado de alerta e a interação social.

No entanto, o remédio também teve efeitos colaterais, com 30% das crianças sofrendo de diarreia ou insônia, problemas que também são complicações geradas por outros tratamentos convencionais.

O especialista indicou que o estudo provocou que o cannabidiol é um tratamento seguro para os pacientes com Lennox-Gastaut e mais eficiente que os remédios tradicionais contra epilepsia.

Comentário:

Até o veneno mais letal possui a sua função na natureza, que de alguma forma se converte em benefício para o ser humano. Todavia, como vemos no estudo acima, a utilização dessas substâncias deve ter um propósito específico que visa contribuir de forma positiva para nós. Dessa forma, não há qualquer dúvida que a maconha, a exemplo de outros medicamentos derivados de opiáceos, pode ser um excelente remédio na luta contra doenças como a epilepsia.


Fonte: EFE
Comentário: Opinião Crítica

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