"Impossível não ligar o terrorismo à política de migração", diz Primeira-Ministra

Líder polonesa faz ligação de imigrantes com terrorismo

A Primeira-Ministra polonesa, Beata Szydło, estabeleceu um vínculo claro entre a política de migração permissiva da União Européia a eventos terroristas como os ataques de Westminster.

"Muitas vezes ouço na Europa: não ligue a política de migração ao terrorismo, mas é impossível não conectá-los", disse o Primeira-Ministra polonesa à rede de TV N24.

Ela se refere a uma lei que está em "pá de guerra" com o executivo na Polônia, após ser aprovada pela UE, na Comissão Europeia. Grande parte dos poloneses se recusam aceitar os 6.200 imigrantes no âmbito de um sistema obrigatório de quotas, imposta pelo bloco, apesar da resistência de grande parte da A Europa Central.


O Comissário para as Migrações, Dimitris Avramopoulos, disse que "é importante que os governos compreendam que devem fazer parte do sistema de quotas", numa visita a Varsóvia em 21 de Março; "Se alguns deles não obedecerem", advertiu, "a Comissão tem o poder [e] as ferramentas para convencer esses países".

O bloco quer multar os Estados-Membros em € 250.000 euros por cada imigrante que eles se recusarem a receber - uma sanção que custaria à Polônia bilhões, o que seria difícil arcar.

A eurodeputada sueca Cecilia Wikström propôs simplesmente reter fundos de países "problemáticos", - uma punição que seria mais fácil de implementar.

Szydło marcou uma postura desafiadora em seus comentários para a TV N24.

"O Comissário deve concentrar-se no que fazer para evitar atos como ontem em Londres (...) A Polônia não sucumbirá à chantagem tal como a manifestada pelo Comissário", afirmou.

"O Comissário está para chegar a Varsóvia e está tentando nos dizer: tem de fazer o que a UE decidiu, tem que acolher esses imigrantes (...) Dois dias depois ocorre outro ataque terrorista em Londres", questionou.

A Polônia tomou uma postura parecida depois de outros eventos terroristas europeus, com o ministro do Interior, Mariusz Błaszczak, declarando em termos inequívocos que "marchas bem organizadas" e "flores pintadas nas calçadas" não são solução para a crise terrorista na Europa após o Dia da Bastilha, [quando um terrorista utilizou um caminhão durante um] ataque em Nice, na França.

"Devemos rejeitar a correção política e chamar as coisas por seus nomes verdadeiros", disse ele. "Em vez de derramar lágrimas como [a Alta Representante da União Européia, Mogherini] e organizar marchas que não resolvem nada, as autoridades devem garantir a segurança dos cidadãos", disse ele.

Comentário:

Não resta dúvida alguma que a crise migratória tem favorecido o avanço do terrorismo islâmico. Muitos acreditam que o surgimento dela pode ter sido provocado até com a intenção de "descentralizar" o terror, criar um "cisma" entre o Ocidente e o Oriente para dividir as nações e enfraquecer os grandes acordos políticos econômicos e militares.

O fato é que é inegável a preocupação cada vez maior de países como a Alemanha, Inglaterra, França e agora a Polônia. Sua população tem o total direito de negar o avanço migratório, uma vez que é soberana e em ternos de nacionalidade sua população é a grande prioridade, mesmo que para isso precise romper com a UE.

Com informações: Breit Bart
Comentário: Opinião Crítica


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