Imposição do véu em mundial de xadrez revolta participantes


Ter o cabelo coberto com um "hijab" e participar de um mundial feminino de xadrez no qual é o obrigatório o uso do véu islâmico foi uma experiência inédita para muitas jogadoras que decidiram disputar o torneio que acontece em Teerã, capital do Irã, mas a imposição inusitada gerou muita polêmica.
O uso forçado fez com que algumas delas abrissem mão do mundial, uma forma também de criticar a obrigatoriedade do véu para as iranianas. Outras, no entanto, tiveram uma postura diferente. A peça pode sim ser incômoda, mas afeta o jogo ou a concentração?

"Foi um pouco polêmico porque não estávamos acostumadas a jogar ele, mas acho que foi uma experiência interessante e, assim, colaboramos para apoiar o desenvolvimento do xadrez no Irã", justificou a cubana Yaniet Marrero.

Comentário:

A imposição do véu (hijab) a mulheres de outras nacionalidades e, principalmente, a mulheres que não são muçulmanas, pelo governo islâmico do Irã, é só mais uma demonstração incontestável de como o regime nesse país é intolerante e não tem qualquer interesse em respeitar às diferenças religiosas da sua população.

Um país não tem como reivindicar direitos diplomáticos com outras nações sem demonstrar reconhecimento a sua cultura. Ao obrigar que mulheres estrangeiras usem o véu, o Irã deixa claro que ignora outras culturas e deseja fazer do seu totalitarismo contra as mulheres um exemplo para o mundo.

Com informações: EFE
Comentário: Opinião Crítica

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