Falar sobre nós mesmos é como fazer sexo ou usar drogas, diz estudo

 

 As pessoas adoram conversar. Comunicamos uns com os outros durante todo o dia através de mensagens de texto, e-mails, telefonemas e interações olho no olho. A linguagem é uma poderosa ferramenta de comunicação que nos permite conectar, compartilhar ideias e aprofundar a compreensão. Somos criaturas sociais e falando uns com os outros nós sentimos mais conectados.

Curiosamente, os tipos de conversas que escolhemos são surpreendentemente consistentes. Há um tema recorrente na maioria do que dizemos. Estudos mostram que o nosso tema favorito de comunicação é falar sobre nós mesmos. Como a revista Scientific American observa:


"Por que, em um mundo cheio de ideias para descobrir, desenvolver e discutir, as pessoas gastam a maior parte do tempo falando sobre si mesmas? Pesquisas recentes sugerem uma explicação simples: porque se sentem bem."

Bem, de acordo com um  estudo , falar sobre si mesmo ativa as mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando comemos uma boa comida, usamos drogas ou até mesmo quando temos relações sexuais . Simplificando, falar de si mesmo é gratificante. Nos dá um prazer neurológico.

Quem fala mais é algo que não está muito claro. Estereótipos nos levam acreditar que as mulheres gostam de conversar mais do que os homens. De acordo com a ciência, existem outros detalhes sobre isso. Um  teste  conduzido para explorar padrões de interação social, descobriu que as mulheres falam apenas um pouco mais do que os homens em ambientes de trabalho e fora dele, e apenas quando o número de pessoas envolvidas na conversa é menor do que seis. Em grandes grupos, os homens tendem a dominar a conversa.

Resultado: o tema favorito de todos é o mesmo. Todos nós adoramos falar sobre nós mesmos. Da próxima vez que você se encontrar profundamente envolvido(a) na conversa, não se esqueça de ouvir também. Há uma chance da pessoa achar que você é uma pessoa fascinante apenas por deixar ela falar mais sobre si mesma.

Comentário:

O estudo citado foca os aspectos fisiológicos do cérebro para tentar explicar algo que possui uma natureza motivacional de caráter, possivelmente, comportamental, afetivo e cultural.

A herança "fisicalista" da medicina ainda tenta reduzir o comportamento humano a mecanismos fisiológicos, desconsiderando em grande parte que o organismo "produz" resultados de uma subjetividade não observável por métodos de mensuração e quantificação.

Ao assemelhar o "falar sobre si mesmo" a relação sexual, usar drogas ou simplesmente comer uma boa comida, o estudo praticamente padroniza as pessoas e desconsidera às diferenças individuais que escapam a esses dados, uma vez que é difícil achar quem não sinta prazer em pelo menos uma dessas coisas.

Por qual motivo, então, há pessoas que não gostam de falar sobre si, mas invés disso são ótimas ouvintes ou simplesmente introspectivas e reservadas, os observadores na roda de conversa?

Há muito mais coisas envolvidas na relação entre estímulo + motivação/subjetividade + funcionamento cerebral = comportamento.

Comentário: Opinião Crítica

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