Como surge a homossexualidade - Fatos e mentiras sobre orientação sexual

O que a ciência diz sobre a homossexualidade

Esse artigo está dividido em duas partes e visa apresentar o conceito mais amplamente aceito pela comunidade científica mundial, sobre como surge a homossexualidade, mostrando o que são fatos e mentiras sobre a orientação sexual.

O artigo é atribuído a Julie Harren Hamilton, especialista em terapia familiar, escritora e ex-professora assistente de Psicologia da universidade Palm Beach Atlantic, nos Estados Unidos, entre 2004-2009. 

Devido a extensão e importância do conteúdo, como é a característica do Opinião Crítica, faremos comentários, porém, dessa vez colocaremos direto no texto entre colchetes, assim "[...]", destacando alguns pontos. Acompanhe com atenção e boa leitura.


Como surge a homossexualidade?


Homossexualismo
é um tema que frequentemente tem sido abordado de forma imprecisa por terapeutas em virtude da má informação sobre o assunto. Mesmo não tendo respaldo em pesquisas, muitos terapeutas acreditam que o homossexualismo é biológico por natureza, e portanto imutável.

Apesar de esforços em curso, pesquisadores ainda não descobriram um embasamento biológico para atrações pelo mesmo sexo. Na verdade, muitos pesquisadores criam hipóteses de que uma orientação homossexual nasce de uma combinação entre fatores biológicos e ambientais. 



Por exemplo, quando perguntado se a homossexualidade tinha origem somente na biologia, o pesquisador do "gene gay", Dean Hamer respondeu “com certeza não. A partir de estudos com gêmeos, nós já sabemos que a metade ou mais da variabilidade na orientação sexual não é herdada. Nossos estudos tentam apontar os fatores genéticos… e não negar os fatores psicológicos.” (Anastasia, 1995, p. 43).

Adicionalmente, o pesquisador neurocientista Simon LeVay reconheceu que vários fatores podem contribuir para uma orientação homossexual (LeVay, 1996). Quais, então, são as causas de atrações homossexuais


A relação familiar e o temperamento como explicação da homossexualidade


Estes sentimentos [homossexuais] nascem tipicamente a partir de uma combinação de fatores temperamentais e fatores ambientais que ocorre na vida de uma criança. De acordo com Whitehead and Whitehead (1999), “O comportamento humano é determinado tanto pela natureza quanto por incentivos. Sem os genes, realmente não se pode agir no meio. Mas sem o meio seus genes não têm onde atuar.” (p.10). Uma maneira de entender esta combinação pode ser expressa na seguinte equação:

Genes + Ligações Cerebrais + Ambiente Hormonal Prenatal = Temperamento

Pais + Colegas + Experiências = Ambiente

Temperamento + Ambiente = Orientação Homossexual [ou heterossexual]

Enquanto fatores ambientais podem incluir experiências de abuso sexual ou outros eventos traumáticos, um contribuinte comum para a atração pelo mesmo sexo é um transtorno no desenvolvimento de uma identidade de gênero


Identidade de gênero se refere à visão de uma pessoa sobre seu próprio gênero; ou seja, seu senso de masculinidade ou feminilidade. A identidade de gênero é formada através da relação que uma criança tem com seu pai (no caso dos meninos) ou sua mãe (no caso das meninas) e com seus colegas de mesmo sexo.

O processo de identificação do gênero começa aproximadamente de dois anos e meio a quatro anos. Para os meninos, é durante esta fase que eles começam a se afastar de seu apego inicial com a mãe para buscar um apego mais profundo com o pai. Para o sexo masculino, o relacionamento entre um garoto e seu pai é a fonte inicial para desenvolver uma identidade de gênero segura. 


É através do relacionamento pai-filho que um menino descobre o que precisa saber sobre ser homem, incluindo quem ele é enquanto menino, como meninos andam, como falam, como agem, e por aí vai. [daí a importância das funções familiares, como o cuidado materno e materno bem definidos, algo que a ideologia de gênero vem tentando desconstruir, por defender a ideia de que mãe e pai são "produtos" de um a suposta luta de classe]

Conforme o pai passa tempo com o filho, demonstra interesse no filho, e dá ao filho afirmação e afeição, o pai transmite ao filho uma noção de masculinidade. O menino começa a desenvolver uma noção de seu próprio gênero por meio do entendimento de si próprio em relação ao seu pai.

Quando a criança alcança os cinco anos de idade, ele começa a encarar outra missão, qual seja, se relacionar com colegas do mesmo sexo. Nesta idade, ele entra na escola e começa a buscar nos outros meninos as respostas para as mesmas perguntas que seu pai vinha respondendo. Ele olha para os outros meninos para descobrir como andam, como brincam, e se está à altura deles. Ele busca ser incluído, aceito, e reconhecido. 


A importância da orientação sexual específica nos relacionamentos, como referencial para formação da identidade de gênero


Através do relacionamento que forma com outros meninos, ele [o menino] continua a adquirir uma noção de masculinidade, descobrindo mais sobre meninos e consequentemente mais sobre si mesmo enquanto menino.

Durante os primeiros anos do primário, crianças geralmente não são muito interessadas em brincar com membros do sexo oposto. Eles desejam passar mais tempo com membros do mesmo sexo. Esta é uma fase muito necessária de desenvolvimento, porque uma pessoa não pode se interessar pelo sexo oposto ou por outros, enquanto ele ou ela não compreender a si mesmo.

Eventualmente, após vários anos criando laços com membros do mesmo sexo, o menino entra na puberdade. Neste momento ele começa a voltar sua atenção para o sexo oposto. Fica curioso sobre o gênero que é diferente dele próprio, o gênero feminino. Com o surgimento simultâneo da puberdade, esta curiosidade se torna interesse sexual e um desejo por conexão romântica com o sexo oposto.


Por outro lado, para a criança que irá desenvolver uma orientação homossexual, este processo não ocorre. Então, o que acontece no desenvolvimento da identidade sexual que levaria uma criança a ter atrações pelo mesmo sexo?

Normalmente, para esta criança, há alguma coisa que o impede de criar laços com o pai. Ou ele não tem um pai ou uma figura paterna, ou ele não possui um pai que ele perceba como seguro e/ou receptivo. É claro, há várias crianças que crescem sem pais e ainda assim não desenvolvem uma orientação homossexual

Além disso, há várias crianças que têm pais que os amam, e ainda assim se tornam orientados para o homossexualismo. [na ausência da figura paterna ou sua presença deficiente, entra em cena outra forma de representação sexual; a mídia. Os meios de comunicação e a cultura como um todo, atuam "modelando" o comportamento através dos símbolos e signos sociais]

Isto se deve ao fato de que existem fatores variados que contribuem para a orientação homossexual. O desenvolvimento humano é muito complexo e inclui eventos, assim como percepções sobre os eventos.

Para ler a segunda e última parte do artigo, clique AQUI.

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