As causas da homossexualidade segundo Julie Harren Hamilton - Parte 02

 Explicação da psicologia para a orientação sexual homossexual

O texto abaixo é a última parte da publicação "Como Surge a Homossexualidade - Fatos e mentiras sobre orientação sexual". Para entender corretamente o artigo é necessário que você leia a primeira parte. Clique AQUI para ler!

Parte 02:

Percepções são muito importantes. Percepções são mais poderosas do que o que de fato acontece, porque percepções se tornam a realidade de uma pessoa. Percepções são influenciadas pelo temperamento. Por exemplo, uma criança com um temperamento mais sensível pode perceber rejeição mesmo quando a rejeição não é pretendida.

Temperamento é o contribuinte biológico; entretanto, o temperamento por si só não é suficiente para criar uma orientação homossexual. O tipo de temperamento deve se combinar aos devidos fatores ambientais para que se possa produzir a atração pelo mesmo sexo. Geralmente a criança que irá desenvolver futuramente atração pelo mesmo sexo é naturalmente sensível, observadora, inteligente, e é às vezes mais artística do que atlética. Esta criança normalmente tende a personalizar e internalizar experiências e observações.


Portanto, se uma criança percebe que seu pai não quer um relacionamento com ele, esta criança pode tentar se conectar ao seu pai algumas vezes, mas irá se retrair eventualmente em um sinal de autoproteção. Isto se chama distanciamento defensivo.

Ao sentir a rejeição, o menino escolhe rejeitar o pai em troca. Ele se distancia do pai e daquilo que o pai representa, ou seja; da masculinidade (Nicolosi & Nicolosi, 2001). Tipicamente neste ponto, ele irá permanecer conectado à mãe e irá absorver feminilidade como alternativa. Normalmente ele também é cercado por outras figuras femininas, como uma irmã, uma tia, ou uma avó.

Portanto, em um período em que ele está suplicando por influências masculinas e buscando compreender a si mesmo no que se refere à sua identidade masculina, ele recebe no lugar disso influência feminina e começa a desenvolver um sentido do feminino. [essa é uma realidade muito fácil de ser observada em alguns casos. Muitos homossexuais confirmam esse fato através da sua história de vida, relatando abandono ou distanciamento do pai e apego à figuras femininas que lhe serviram de suporte e referência emocional quando crianças]

Quando esta criança entra na escola, ele geralmente tem dificuldades para se relacionar com outros meninos. Ou ele se sente simplesmente mais confortável com as meninas, que lhe são mais familiares, ou ele se sente intimidado pelos outros meninos.

Com frequência, esta criança se vê como diferente dos outros meninos. Então ele pode se conter e não criar vínculos com eles. Se ele desenvolveu algum maneirismo feminino, ele pode ainda ser rejeitado pelos outros meninos e possivelmente até ridicularizado. Ele necessita desesperadamente da aceitação dos outros meninos e continua a precisar desta aceitação, entretanto não é atendido. [nessa fase, infelizmente, muitos adultos reforçam as "pechas" na criança, dizendo que ela já "nasceu assim", quando na realidade foi apenas modelada pelo meio]

O início da atração homossexual como reflexo da figura paterna


O menino observa os outros meninos de longe, ele deseja ser notado por eles, e ser incluído por eles, contudo ele fica com as meninas, ganhando mais sentido do que é o feminino enquanto sente profunda necessidade pelo que é masculino.

Esta criança normalmente passa seus anos na escola primária aprendendo sobre feminilidade, enquanto anseia compreender a masculinidade. Especificamente, ele deseja compreender a si mesmo no que se refere à sua própria identidade masculina. Mesmo assim, ele ainda não se associa com o pai ou seus colegas de mesmo sexo, portanto não adquire uma identidade masculina.

Ele se associa ao feminino, que é sua fonte inicial de influências. Ele não desenvolve uma identidade de gênero segura. Sendo assim quando alcança a puberdade, a ânsia por influências e contribuições masculinas cresce e se intensifica. Neste momento de sua vida ele não está curioso sobre ou interessado no sexo oposto. Ele já conhece tudo sobre o sexo oposto – é bastante familiar para ele.

O que ele está ansioso para conhecer é seu próprio gênero. Ele ainda quer muito entender sobre garotos. Ele quer experimentar ligações com rapazes. Esta necessidade emocional, a necessidade de amor do mesmo sexo, que não foi atendida, agora começa a tomar um formato sexual. Seus anseios por amor masculino não satisfeitos se tornam anseios românticos com o surgimento da puberdade. (Satinover, 1996).

Para esta criança, parece muito natural que ele deseje amor masculino. Na verdade, ele normalmente pensa que nasceu desta forma, tendo desejado por amor masculino desde sempre. De fato, ele desejou este amor durante a maior parte de sua vida [pela figura paterna que não teve ou não foi presente o suficiente enquanto representação masculina]. Entretanto, inicialmente não se tratava de um anseio sexual. Tratava-se de um anseio emocional, uma necessidade legítima por amor não-sexual, uma necessidade emocional que se tornou sexualizada.

O desenvolvimento da homossexualidade feminina


O desenvolvimento feminino da homossexualidade é um pouco mais complexo. Como o desenvolvimento masculino, há uma quantidade de fatores que podem contribuir. Para algumas mulheres que terminam sentindo atração pelo mesmo sexo, o desenvolvimento é similar ao desenvolvimento masculino descrito anteriormente.

Para outras, percepções negativas relacionadas à feminilidade pode levar a um afastamento interno de sua própria feminilidade. Por exemplo, se uma menina assiste seu pai abusar de sua mãe, a menina pode concluir que ser feminina é ser fraca. Precocemente ela pode tomar uma decisão inconsciente de se distanciar de sua identidade feminina. Ela pode se afastar de seu próprio gênero como uma tentativa de proteger a si própria dos efeitos nocivos por ela percebidos de ser mulher.

Abuso sexual é outro fator que pode contribuir para uma orientação homossexual. Nestes casos homens são vistos como não seguros, e o lesbianismo torna-se uma forma de proteção contra novas feridas de homens. Para umas pode haver uma desconexão com a mãe, e o lesbianismo se torna uma busca por amor materno. Para outras, a atração pelo mesmo sexo pode não estar presente inicialmente, mas pode se desenvolver como um resultado de uma amizade não sexual que se torna emocionalmente dependente.

Um relacionamento emocionalmente dependente é aquele no qual duas pessoas buscam ter suas necessidades satisfeitas pela outra. É um relacionamento onde não há limites sadios. A ausência de limites emocionais apropriados pode então levar à uma violação de limites físicos.

Seja por qualquer uma das razões listadas acima, ou pela combinação de outros fatores, atrações pelo mesmo sexo podem surgir. Para aquele que tem estes sentimentos, eles são muito reais e muito fortes. Há muitas pessoas que se pegam atraídas por membros do mesmo sexo e não querem estas atrações.

Para aqueles que não são satisfeitos [observe que a autora deixa claro se referir a pessoas insatisfeitas] com sua orientação sexual, vale lembrar que a mudança é de fato possível. Estudos revelam a existência de mudança de orientação sexual (ver Spitzer, 2003; Byrd & Nicolosi, 2002). Não é um processo rápido e nem fácil, mas tal como qualquer outro problema terapêutico, graus variados de mudança são alcançáveis através de terapia e outros meios.

A homossexualidade precisa ser abordada com honestidade e transparência


O conceito impreciso de que o homossexualismo é apenas biológico é extremamente ilusório. Muitos terapeutas contam para seus clientes que o homossexualismo é biológico e por isso imutável. Estes terapeutas estimulam que seus clientes assumam uma identidade gay, mesmo quando estes clientes estão em busca de mudança em sua orientação [nos Estados Unidos, a chamada "terapia de conversão" existe desde 1992 e é reconhecida como método científico, sendo uma alternativa para pessoas que desejam mudar sua orientação sexual. Aqui no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia não reconhece a prática].

Ao fazerem isso, terapeutas negam os direitos dos clientes de autodeterminação. Os clientes têm o direito de escolher seus próprios objetivos na terapia e a eles deve ser permitido perseguir o caminho que desejam. [com base nisso, foi elaborado aqui no Brasil um projeto de lei que visa dar mais liberdade aos Psicólogos para atenderem pessoas insatisfeitas com sua orientação sexual, para ler, clique AQUI]

Clientes não devem ser desencorajados a buscar mudança quando é mudança que eles buscam. Para que os clientes tenham opções disponíveis, é vital que tanto os terapeutas quanto os clientes se tornem melhor educados sobre o assunto.

Referências:

Anastasia, T. (1995). New evidence of a gay gene. Time 146, 43.

Byrd, A. D., &; Nicolosi, J (2002). A meta-analytic review of the treatment of homosexuality.Psychological Reports, 90, 1139-1152.

LeVay, S. (1996). Queer Science, Cambridge, MA: MIT Press.

Nicolosi, J. & Nicolosi, L. A. (2001). Preventing homosexuality in today’s youth. InterVarsity Press.

Satinover, J. (1996). The gay gene? The Journal of Human Sexuality.

Spitzer, R. L. (2003). Can some gay men and lesbians change their sexual orientation? 200 participants reporting a change from homosexual to heterosexual orientation. Archives of Sexual Behavior, 32:5, 403-417.

Whitehead, N. & Whitehead, B. (1999). My genes made me do it: A scientific look at sexual orientation. Lafayette, LA: Huntington House Publishers.

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.

Anterior
Proxima