Os 6 sintomas da dependência sexual - Um problema real ou excesso de desejo?



Embora a dependência sexual seja conhecida como ninfomania (mulheres) ou satiríase (homens), pesquisadores e clínicos ainda debatem sobre o que exatamente isto significa. Alguns anos atrás tentaram adicionar um novo diagnóstico a esse comportamento, também chamado de "transtorno hiperesexual", na lista de diagnósticos psiquiátricos, mas a tentativa foi rejeitada. Sem um diagnóstico preciso, àqueles que sofrem de dependência sexual fazem o possível para obter ajuda sobre um problema que ainda não possui uma descrição consistente.
 

O vício em sexo é mais do que apenas passar muito tempo no shopping porque gosta ou comer muitos chocolates e ser considerado um "chocólatra". Na verdade, há pesquisas sugerindo que a dependência sexual não é diferente da toxicodependência. Um estudo feito na Universidade de Cambridge encontrou o mesmo tipo de reação em várias áreas do cérebro - todas relacionadas a recompensa e motivação - em pessoas com comportamento sexual compulsivo, como encontrado em pessoas lutando contra a toxicodependência.
 
Mas o vício em sexo é algo particularmente difícil de falar, porque envolve rapidamente a moralidade. Seria realmente a dependência sexual um comportamento problemático? Ou é um problema apenas porque sofre julgamentos? Veja abaixo seis sintomas da dependência sexual e saiba como anda a sua vida íntima:

1 - O sexo atrapalha sua rotina 


Ter um número elevado de parceiros sexuais não é algo necessariamente patológico. Em vez disso, o problema reside em algo chamado "equilíbrio".
Se ter muitos parceiros não prejudica a sua vida, ou gastar muito tempo e dinheiro com sexo é algo compatível com suas condições, e quem você é, então tudo indica que não há um problema real relacionado a prática do sexo.
 
Mas se o sexo e a busca por ele alteram sua vida, como, por exemplo: ocupando muito do seu tempo, causando uma preocupação constante com sexo ao ponto de levar você a negligenciar relacionamentos, amigos, família, trabalho ou estudos, então temos um desequilíbrio, o que equivale a um problema.

2 - O desejo de fazer sexo parece fora de controle


Você tem impulsos implacáveis ​​que exigem gratificação imediata, e mais do que isso; você age  por esses impulsos sem pensar nas consequências.
Em um estudo publicado aqui , muitos indivíduos sexualmente compulsivos descreveram um estado de rendição, desapego ou estado de transe, onde alguém ou algo dominador parece assumir o controle.
 
Infelizmente há consequências. Apesar do indivíduo tentar parar, esse comportamento sexual trás problemas repetidas vezes, arriscando sua saúde, seus relacionamentos de longo prazo, seu trabalho e sua autoestima.

3 - O sexo se torna um ato compulsivo como via de escape 


Além de ter relações sexuais para se sentir bem, naturalmente, você tem que ter relações sexuais para se sentir aliviado dos problemas.
O sexo se torna necessário para reduzir um desejo ansioso ou para lidar com outros conflitos. 

Você tem a informação de que não vai poder ter uma determinada relação sexual, então se sente irritado, ansioso, inquieto, etc. Acima de tudo, você se sente impotente e fora de controle. (este é um sintoma de que o sexo tem assumido um significado que parece uma "via de escape" do que a prática sadia uma relação humana de forma natural)

4 - Efeitos da dependência sexual


Assim como nos problemas de uso de drogas, pode haver tolerância e abstinência.
Com o tempo, o sexo cada vez mais frequente ou mais extremo pode ser necessário para alcançar o mesmo conforto emocional que antes, assim como um indivíduo lutando com dependência de drogas precisa doses aumentadas para atingir o mesmo nível de satisfação.

5 - Confusão emocional 


O sexo se mistura a coisas que normalmente conseguimos separar.
Por exemplo, sentimentos de felicidade e autoestima se associam ao sexo (desproporcionalmente), ou sentimentos negativos como solidão, medo, tristeza ou culpa ficam sexualizados. De fato, o estudo mencionado acima sobre pessoas viciadas em sexo, sugere que há uma tendência no aumento de interesse sexual quando a pessoa está deprimida ou ansiosa, levando os pesquisadores a teorizar que os que sofrem de dependência sexual também podem recorrer ao sexo quando precisam de aprovação e autoestima.

6 - Relacionamentos vazios ou disfuncionais 


A dependência sexual é única se comparada ao vício em drogas, pois exige outra pessoa (com exceções, mas que não é o comum).
Independentemente disso, usar alguém para satisfazer um vício, normalmente não favorece a criação de relacionamentos saudáveis. Por exemplo; indivíduos com esse vício podem tornar o interesse sexual seu maior objetivo ao se relacionar com outras pessoas, invés da própria relação em si.
 
Relacionamentos que duram algum tempo podem se tornar disfuncionais e vazios, valorizados apenas pelos aspectos sexuais. E aqueles que pretendem durar ainda mais, como um casamento, será inevitavelmente testado sempre que seu parceiro manifestar esses desejos compulsivos.
 
Naturalmente, estas seis características deixam muitas questões em aberto. O vício sexual é um sinal de questões mais complexas e subjacentes? Ou ele é um problema em si mesmo, causador de outros conflitos? Não está totalmente claro. Alguns estudos sugerem uma ponte para a depressão ou ansiedade, mas outros não encontraram nenhuma correlação.
 
O que fica evidente é que como outros comportamentos viciantes, a exemplo do uso de drogas e jogos de azar, a dependência sexual pode deixar a sua vida fora de controle. Felizmente, existem muitas opções de ajuda, como as terapias tradicionais, que são as mais acessíveis.

Comentário:

O grande aspecto a se destacar no texto acima é a associação da dependencia sexual com outras dependencias. Isso nos permite comprender alguns dos motivos que levam a esse vício, bem como tratá-lo. É necessário também abordar com muita cutela o tema, para que não exista confusão entre o simples desejo sexual, natural, ainda que em excesso, do que constitui, de fato, a dependencia.

Como está evidente no texto, a dependencia é algo que descaracteriza o sujeito, através das relações familiares, afetiva, no trabalho, estudo, prejudicando diversos aspectos da sua vida, como senso de julgamento e a própria saúde. Não é, portanto, um simples "gosto", mas algo como uma necessidade que visa suprir algo deficiente no indivíduo e deve, por isso, ser tratada com o máximo de seriedade.


Com informações: Psychology Today
Adaptação: Opinião Crítica

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