Os 10 sintomas da dependência emocional - Quando a carência é maior que a paixão

 Aprenda a diferença entre paixão e dependência emocional

O desejo de se relacionar é natural do ser humano. Somos por natureza seres relacionais. Todavia, a carência afetiva de alguns momentos nos faz confundir a diferença entre paixão, amor e dependência emocional. Devido a isso, muitas pessoas tem experiências de relacionamentos ruins, trazendo para suas vidas traumas que repercutem para a vida toda.

Nesse texto especificamos 10 sintomas da dependência emocional, para que você aprenda a diferenciar paixão e carência afetiva, podendo desenvolver uma relação amorosa sadia, baseada em sentimentos benéficos para sua vida e não destrutivos. Acompanhe:

01 - A dependência emocional despreza os riscos de uma relação doentia


O dependente emocional, mesmo sem intenção, deseja suprir sua carência afetiva mesmo que isso possa lhe custar sofrimento a médio e longo prazo. Isso faz com que tenha uma justificativa para quase todas as relações prejudiciais em sua vida, mesmo quando os riscos são evidentes e muitas pessoas próximas alertam dos perigos.

O dependente ignora os riscos em troca da aparente sensação de "conforto" imediato, e tende a insistir na relação doentia mesmo sofrendo as consequências da sua escolha. Esse comportamento coloca em cheque não apenas a própria felicidade, como a de familiares e pessoas próximas.


02 - A dependência emocional faz de você um(a) refém das circunstâncias


Quem sofre com dependência emocional tem dificuldade de reconhecer sua própria responsabilidade na relação doentia. Ele ou ela geralmente transferem a culpa da dependência para as circunstâncias da vida, normalmente associadas a traumas afetivos de outros relacionamentos, falta de iniciativa profissional, chantagens emocionais do parceiro, como através de filhos, bens materiais, etc.

São pessoas que fazem das circunstâncias justificativas para sua dependência, para que não se sintam culpadas ao decidir permanecer numa relação doentia, invés de reconhecer que por mais difícil que seja, há sempre uma escolha a fazer e isso começa na própria maneira de enxergar o seu contexto.

03 - A dependência emocional visa suprir uma necessidade que aparenta não ter fim


O dependente emocional é alguém buscando saciar algo que geralmente não consegue nomear. Ele ou ela sente apenas uma profunda necessidade de afeto, segurança, valorização, conforto, motivação, mas essas carências às vezes são formas de mascarar outras necessidades e/ou deficiências em sua experiência de vida.

É devido a isso que o dependente afetivo, por mais "seguro" que esteja, vive na iminência de ver perdido a sua posição de amparo emocional. Por isso a dependência é frequentemente associada ao ciúme doentio, possessividade e comportamento ansioso, porque o sentimento de "falta" continua presente, porém, controlado pela presença do objeto (pessoa ou não) alvo da dependência.

04 - A dependência emocional não constrói perspectivas reais sobre o futuro


Devido a ansiedade em querer ser amparado, o dependente emocional nem sempre constrói relacionamentos maduros o bastante, visando o futuro. O sentimento de "falta" expõe o dependente afetivo a ofertas fáceis de amparo emocional que, aparentemente, lhe oferecem a segurança e valorização tão almejados para uma determinada ocasião.

Com base nisso, o dependente afetivo geralmente transita entre dois extremos: fantasia demais ou deixa de sonhar. No primeiro caso, cria expectativas muito além da realidade, planejando coisas que o outro geralmente não sabe ou apoia, discorda, etc. Enquanto no segundo caso, ele ou ela vive mais em função do momento acolhedor, mesmo que isso não represente chances reais de um relacionamento maduro e duradouro.

05 - A dependência emocional é imediata e compulsiva


Para o dependente afetivo, mais importante é a sensação de satisfação do que a idealização equilibrada. O julgamento crítico não é uma característica comum, mas sim a ênfase exagerada nos sentimentos, nas emoções e na experiência do "aqui e a agora". Às vezes é capaz de abandonar alguns ideais em função da  sensação de acolhimento vindo de alguém ou de um objeto, ignorando possíveis consequências. As características desse item se completam no tópico a seguir:

06 - A dependência emocional oscila de acordo com os objetos do qual é dependente.


Devido a tendência ao imediatismo, o dependente emocional oscila com facilidade não apenas de relacionamentos, mas também de estilos, gostos, conceitos, etc. Isso, porque, a dependência não está atrelada a uma pessoa específica ou objeto, mas a "falta" que há na vida do próprio dependente. Dessa forma, quando algo não lhe oferece mais o acolhimento afetivo que julga ser necessário para sua segurança, o dependente busca outras formas de suprir essa falta.

Por outro lado, enquanto uma pessoa ou objeto continuar "servindo" ao dependente, sendo o foco da sua carência afetiva, ele permanece inseparável, crendo na relação como sendo a ideal para sua vida. É nesse momento que o dependente também assume características típicas do outro, deixando muitas vezes de ser quem realmente é, para agradar o objeto ou pessoa que deseja permanecer ao lado.

07 - A dependência emocional denuncia sua própria existência e chega a convencer o dependente


Muitos no decorrer das experiências ruins conseguem enxergar sua dependência afetiva. Eles reconhecem que precisam ser mais independentes ou que tal relação é, na verdade, uma forma de suprir alguma "falta" e necessidade pessoal, especialmente quando recebem ajuda de outras pessoas.

Nessa fase, geralmente acompanhada de muito sofrimento, o dependente passa por reflexões profundas que apontam para "dentro" de si ou situações traumáticas envolvendo experiências do passado, que podem lhe fazer refletir os verdadeiros motivos do relacionamento, chegando a causar mudanças significativas na maneira de lidar com a situação.

08 - A dependência emocional pode ser um caminho solitário e alojado em objetos


Embora esteja associada a relacionamentos amorosos com pessoas, a dependência emocional pode ser um caminho solitário, onde os sentimentos são depositados em objetos, como drogas, bens materiais (consumismo), trabalho e até de isolamento social, entre outras formas de comportamento. Nesses casos, o dependente desenvolve uma relação "amorosa" com um ideal criado por ele mesmo. Um "padrão" de atitudes e pensamentos que lhe serve como referência e consolo.

A dependência "química", portanto, pode ser uma forma de dependência emocional, assim como a dependência sexual, o fanatismo religioso, e outras formas de comportamentos compulsivos.

09 - A dependência emocional é facilmente explorada por aproveitadores


Sem dúvida essa é uma das consequências mais tristes da dependência emocional, porque ao se aproveitar da fragilidade afetiva de uma pessoa, o aproveitador explora áreas da sua vida que jamais conseguiria se não estivesse lidando com um dependente.

A exploração se mostra quando o outro, geralmente, esquece do autocuidado, dos próprios conceitos e metas na vida, para viver em função do explorador. Deixa de existir uma relação baseada na cumplicidade, amor e doação mútua, para existir uma espécie de monopólio sobre os desejos e ações do dependente, que gradualmente se submete a essa condição porque de alguma forma acredita valer mais a pena do que ficar sozinho.

Vale ressaltar que aliado a dimensão afetiva de todo esse processo, existe também o poder dos costumes. O ser humano é adaptável e cria mecanismos psicológicos de resistência à diversas situações, mesmos as mais sofríveis. Por essa razão, um dependente às vezes consegue suportar a vida com exploradores porque se adapta a eles, como dito no tópico 06 desse texto, se descaracterizando por completo até ao ponto de acreditar estar tudo absolutamente normal.

10 - A dependência emocional pode ser mascarada quando encontra outros dependentes


Já imaginou como é a relação quando dois dependentes afetivos se encontram? Nesse caso, dos males o menor. Ambos podem encontrar refúgio um no outro. Por outro lado, a ênfase no apego da relação pode mascarar os verdadeiros motivos da dependência, dificultando que essa "falta" seja nomeada e tratada como, de fato, deve ser.

No decorrer do tempo, essa "falta" pode vir à tona manifesta de outra forma, como mencionado no tópico 08, caso a relação não se mostre suficiente para dar a um dos dependentes a sensação de segurança que desejam por muito tempo. A tendência é que esse tipo de relação pareça muito sólida, madura e duradoura, mas contendo conflitos internos não resolvidos na vida pessoal dos integrantes.

Finalmente, a dependência emocional é algo relativamente comum e merece atenção. Muitos não a reconhecem. Nos relacionamentos amorosos ela desequilibra a relação, tornando-a doentia, às vezes possessiva, tensa e exaustiva. Na relação com objetos, parece um gosto pessoal exagerado por algo, mas que na essência esconde uma forma de escapar ou mascarar a dura realidade de uma "falta" sem nome.

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