Lady Gaga e a lei que proíbe transgênero usar banheiro diferente do sexo

Artistas protestam contra lei BS6 no Texas

Mais de 135 artistas, entre eles Lady Gaga e Ariana Grande, divulgaram nesta terça uma carta contra um projeto de lei no estado americano do Texas que, caso seja aprovado, obrigará os transgêneros a usarem os banheiros públicos que correspondam ao sexo de nascimento, não à identidade de gênero.
Este projeto de lei, conhecido como SB6, está sendo debatido na sessão legislativa bienal do estado. A medida determina que as pessoas transgênero usem os banheiros das escolas públicas, edifícios governamentais e universidades públicas em função do "sexo biológico".

Os artistas lamentaram que vários projetos de lei dos legisladores texanos tenham como objetivo cortar os direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) no Texas, por isso disseram estar "profundamente preocupados" em carta divulgada no Dia de São Valentim.
Além de Lady Gaga e Ariana Grande, Alicia Keys, Cyndi Lauper e atrizes como Jennifer Lawrence e Emma Stone e o apresentador Jimmy Kimmel também assinaram o texto.
Comentário:
No mundo do "politicamente correto" virou piada a opinião de gente desqualificada soar como autoridade acerca de assuntos, no mínimo, controversos. Um bom exemplo são essas listas de artistas que, na prática, não tem outra serventia, senão como ferramenta de modelagem cultural.
A lei SB6 no estado do Texas possui fundamento lógico. Isso, porque, não trata, necessariamente, de pessoas que fizeram mudança de sexo, mas quem possui outra identidade de gênero. O fato, porém, é que identidade de gênero é algo subjetivo, cujo conceito ainda não possui amplo consenso acadêmico e por isso está longe de servir como parâmetro de medidas públicas que afetam diretamente toda a população.
A alegação de assédio sofrido por transgêneros em banheiros que não se identificam sexualmente é uma falácia. Isso, porque, a mesma lógica se aplica às mulheres e homens que não se sentem confortáveis com a presença no mesmo banheiro de pessoas do sexo oposto, apesar da suposta mesma identidade sexual.
Suposta, sim, porque, por se tratar de uma autoafirmação e esta ser subjetiva e pessoal, qualquer pessoa pode alegar ser um "transgênero", mesmo que não o seja, de fato. Quem poderá dizer que não? Exigir um padrão e/ou estereótipo de gênero a fim de confirmar sua real identidade seria contrariar a própria ideologia de gênero, ao mesmo tempo em que não aceitar a declaração verbal de alguém dizendo-se " transgênero " poderia constituir um caso de "homofobia", certo?
Portanto, a forma mais óbvia de resolver esse dilema é apoiando exatamente a lei SB6, que se baseia no fato objetivo e inconteste da sexualidade biológica para diferenciar o que são espaços masculinos e femininos. No mais, resta a sociedade o bom senso para respeitar às diferenças de identidade de gênero de quem quer que seja, independente do local.
Com informações: EFE

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