Igreja Católica pagou 200 milhões a vítimas de pedofilia na Austrália

 

A igreja católica australiana pagou mais de 276 milhões de dólares australianos (200 milhões de euros) às vítimas de pedofilia em resposta às denúncias interpostas entre 1980 e 2015, segundo dados revelados hoje por fonte oficial.

A informação foi divulgada por Gail Furness, advogada conselheira da comissão governamental que estuda a resposta institucional aos abusos sexuais de menores no seio das organizações públicas, sociais ou religiosas, durante uma audiência do caso em Sydney que, este mês, centra-se nos abusos da igreja católica.
Aproximadamente 4.500 pessoas apresentaram queixas por abuso sexual infantil entre os anos 1980 e 2015, apesar de alguns dos crimes denunciados remontarem ao início da década de 1920, segundo a televisão ABC.
Gail Furness explicou que os pagamentos incluem indenizações, tratamentos e custas judiciais, entre outros.
A média dos pagamentos foi de cerca de 91.000 dólares australianos (66.110 euros) por cada caso. Grande parte das verbas foi desembolsada pelos membros da igreja.
"Esta ordem fez 763 pagamentos, os quais somam cerca de 48,5 milhões de dólares [35,2 milhões de euros]", detalhou.
O Governo australiano constituiu a referida comissão para investigar a resposta das autoridades aos casos de abusos sexuais de menores praticados em instituições públicas, sociais, desportivas e religiosas em 2012.
No ano passado, a comissão governamental apresentou 99 recomendações, além de um plano de compensações de 4.000 milhões de dólares australianos (2.845 milhões de euros) financiado pelos centros onde se cometeram os abusos.
Em 04 de novembro de 2016, o governo australiano anunciou que indenizaria cada uma das vítimas de abusos sexuais cometidos no seio de instituições públicas e religiosas do país, com até 150.000 dólares (107.000 euros).

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