França autoriza filmes de sexo explícito para menores de 18 anos - Comentário

 Menores de 18 anos vão poder assistir filmes com cenas de sexo explítico na França

A França permitirá, a partir desta quinta-feira, que filmes que contenham cenas de sexo explícito sejam autorizados a menores de 18 anos, sempre e quando permitir uma comissão de avaliação.

O Diário Oficial francês publicou o decreto do Ministério da Cultura que elimina o artigo da lei que estabelecia que todo filme que continha cenas de sexo explícito devia ser automaticamente proibido aos menores.

O governo responde, assim, a uma exigência da indústria do cinema francês, ao mesmo tempo em que limita a margem de manobra da associação fundamentalista católica Promouvoir, que nos últimos anos batalhou para proibir a difusão para menores de vários filmes.


Os dois mais simbólicos foram "La Vie d'Adèle", de Abdellatif Kechiche, e "Love", do franco-argentino Gaspar Noé.

Inicialmente proibidas só a menores de 16 anos, os filmes foram finalmente vetados a todos os menores depois que a Promouvoir travou contra eles uma batalha legal que acabou anos após sua estreia.

Essas ações provocaram a reação do mundo do cinema, que considerava cerceada sua liberdade, por isso que a ministra de Cultura, Audrey Azoulay, encarregou um relatório cujas conclusões estão contidas neste decreto.

Será a Comissão Nacional do Cinema a encarregada de avaliar se as cenas de sexo de um filme justificam que seja vetado aos menores. Esta instância, já encarregada atualmente de catalogar os filmes, terá um maior margem de manobra graças à publicação do decreto. Sua opinião será levada em conta pelo Ministério para dar uma autorização de exploração a todos os públicos.

Comentário:


O decreto que autoriza a divulgação de filmes, diga-se de passagem, pornográficos para menores de 18 anos na França, é um verdadeiro atentado à saúde mental coletiva da população francesa. Os motivos dessa barbárie estão explícitos na matéria divulgada acima, quando diz que será a própria "...Comissão Nacional do Cinema a encarregada de avaliar se as cenas de sexo de um filme justificam que seja vetado aos menores".

Isto é; além de querer tornar legal a erotização precoce de crianças (sim, crianças! A intenção de muitos ativistas é não diferenciar as fases da sexualidade. Influenciados por defensores da pedofilia e ideologia de gênero, fundados numa leitura distorcida da teoria psicanalítica, acreditam que a sexualidade infantil deve ser estimulada através do próprio ato sexual. Filmes e desenhos com cenas de sexo seriam o meio mais fácil para começar a "desmitificar" o que para eles são "tabus" da sociedade moderna) e jovens com a exposição ao sexo explícito, a intenção é favorecer a economia pelo alcance de público.

O decreto também é absurdamente contraditório. Um trecho da matéria divulgada, diz que a classificação dos filmes deverá ser "proporcionada às exigências da proteção da infância e da juventude, levando em conta a sensibilidade e o desenvolvimento da personalidade próprias a cada idade e o respeito à dignidade humana". Em seguida, que também considera cenas que possam "perturbar a sensibilidade dos menores".

A verdade, porém, é que um filme com determinado conteúdo sexual afeta de forma diferente pessoas diferentes. Isso, porque, cada personalidade reage de forma sensível ao conteúdo de uma maneira específica. Na prática, portanto, não é possível saber qual será o efeito de uma exposição a nível de população.

É justamente por isso que levando em consideração a fase humana em que a maturidade cognitiva e sexual estão em desenvolvimento, políticas públicas optam por proteger jovens e crianças de conteúdos potencialmente sensíveis, pois se trata de uma classificação indicativa que visa a maioria da população e não suas particularidades.

Por fim, está claro que o objetivo dos agentes da Comissão Nacional de Cinema francês não é julgar aspectos relacionados à saúde mental/emocional de uma população inteira. A própria responsabilidade atribuída a essa Comissão é uma piada, por não ser o órgão qualificado para tal análise. Seus interesses são outros, mas se a tendência ao conservadorismo francês se confirmar na política como vem demonstrando no último ano, é certo que este decreto já nasceu fracassado.

Com informações: EFE

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