Ferroada de Peixe Pedra - Resultado quase dois anos depois do acidente

 As sequelas deixadas pelo veneno do peixe pedra

Relatei aqui no Opinião Crítica o acidente com peixe pedra que sofri no dia 1 de maio de 2015, durante uma pescaria na praia de Maria Farinha, litoral de Pernambuco. Minha intenção ao descrever o acontecido foi alertar banhistas e pescadores sobre os perigos desse peixe, também conhecido como niquim, assim como listar alguns tratamentos imediatos para quem é ferroado pelo peixe pedra.

Se você não leu o relato, clique no texto a seguir: Peixe Pedra - Cuidados e Tratamento para as Vítimas (Niquim, ou Thalassophryne nattereri)

Percebi que o relato e as orientações do texto se tornou uma das matérias mais lidas na internet sobre o assunto, servindo de referência para centenas de pessoas. Isso, porque, da mesma forma que percebi na época (e sofri por isso!), existem poucas informações objetivas sobre o peixe pedra, especialmente sobre o tratamento para ferroada do peixe pedra. Portanto, ainda pensando nisso, resolvi dar outro relato, porém, dessa vez informando qual foi o resultado do acidente após quase dois anos do acidente.

Sequelas deixadas pelo veneno do peixe pedra


Para minha surpresa, realmente fiquei com pequenas sequelas na mão. As juntas do dedo médio doem sempre que fecho a mão com força e o local onde foi a ferroada do peixe permanece internamente como se ainda houvesse uma pequena quantidade do veneno injetado, porque também dói quando apertado, especialmente em clima muito frio.


Quando dirijo por muito tempo ou utilizo o mouse do computador, a região de contato onde foi a ferroada do peixe pedra com o volante do carro e o mouse fica levemente dormente e "formigando". A sensação é como se ao tocar o local por muito tempo, o veneno alojado também fosse estimulado.

Evidentemente, apesar de ter lido casos parecidos de suposta permanência do veneno do peixe pedra no corpo da vítima por muito tempo, não posso afirmar que isso é um fato. Minha opinião é que não se trata do veneno do peixe ainda na minha mão, mas sim os resultados do seu efeito, que foram suficientes para prejudicar a região afetada e deixar essa sequela.

Não retornei a consulta médica. Cheguei a pensar nisso alguns meses depois, mas como as reações diminuíram ao ponto de não incomodar, preferi conviver numa boa e guardar os sintomas como lembrança para ser mais precavido (risos).

O acidente com o peixe me deixou um pouco paranoico


Desde que tive o acidente não entro mais em mar desconhecido descalço. Uso sapatos de borracha, próprios para isso, mesmo em áreas com muitos banhistas, urbanas, etc., e não toco o chão do mar com as mãos sem enxergar. Da mesma forma em rios, lagoas, etc. Também nunca pesco descalço e não toco em corais sem ter a absoluta certeza de que é, de fato, um coral e não um peixe pedra mimetizado.

Outro encontro com peixe pedra durante pescaria em Natal


Gosto muito de pescar com varinha de mão, dentro do mar, com água na altura do peito. Em agosto do ano passado fui pescar numa praia de Natal chamada "Redinha", em baixo da famosa Ponte Newton Navarro. Essa área é onde as aguas do rio se encontram com o mar, sendo um canal por onde saem os navios que entram no porto local.

Como escrevi no primeiro relato, esse é um dos locais preferidos do peixe pedra, por ser "lodoso", água calma e com bastante sedimento e corais. Apesar do trauma, eu não deixo de pescar (risos) onde tenho vontade, especialmente porque agora faço o possível para me proteger, como mencionei acima.

Nesse dia, uma hora fisguei um peixe que pelo tipo de puxada e reação ao se debater desconfiei imediatamente que poderia se tratar de um peixe pedra. Ao retirar da água, dessa vez arrepiado da ponta do pé ao último fio de cabelo (sozinho, dentro da água turva numa área esquisita e céu nublado), vi que era o bicho, porém, com características físicas diferente do meu primeiro encontro, observe:

Espécie de peixe pedra e seu veneno

A espécie acima também é um peixe pedra, ou niquim. Perceba que é diferente do que me acidentei em 2015. Essa era a imagem que tinha em mente sobre peixes venenosos, o que me fez descuidar da outra espécie, por achar parecida com um bagre.

Em todo caso, bem mais consciente sobre os perigos e as diferenças entre as espécies de peixes venenosos, dessa vez não toquei no bicho e retirei o anzol com um pequeno alicate, soltando ele na água.

Saí da água e nunca mais voltei (risos)!

Então é isso, espero que minha história com essa criatura termine por aqui, ufa!

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