Casa para abrigar homossexuais expulsos de casa é inaugurada em São Paulo

Local fica em um sobrado. Foto: Reprodução/TV Globo
 
A iniciativa começou com o jornalista Iran Giusti, de 27 anos, quando fez um post em sua página pessoal no Facebook oferecendo sua casa para abrigar gays, lésbicas, travestis e transexuais, supostamente expulsos de suas casas por suas famílias. Segundo informações publicadas do jornal O Globo, em poucas horas havia dezenas de solicitações e com base nessa demanda o jornalista decidiu criar uma espécie de república para a população LGBT.


Chamada de "Casa 1" e inaugurada na última quarta feira (25), a casa representa a consolidação do projeto inicial de Giusti; "Percebi que era uma necessidade muito maior, precisávamos de um trabalho mais desenvolvido em relação a isso", disse ele em matéria publicada no jornal.

A Casa 1, no entanto, que fica em um sobrado na Bela Vista (SP), é fruto de colaboradores, que doaram o equivalente a R$ 112 mil e tem capacidade para acomodar até 20 pessoas. Até então Giusti é o principal responsável pelas despesas e sua intenção é transformar o lugar em um centro cultural, com workshops, cursos e palestras.

Comentário

A priori, a iniciativa que visa acolher pessoas expulsas de suas casas é louvável por si só. Se considerarmos que, de fato, essas pessoas foram realmente expulsas por suas famílias, a rua certamente pode não ser o melhor local para viver e a expulsão já configura o abandono. Todavia, salvo em casos muito graves, como é típico na utilização de drogas e na violência doméstica, famílias não expulsam seus filhos com facilidade, mesmo quando se trata de rejeição à sexualidade.

O que devemos pensar, sobretudo, é sob quais condições esses filhos foram "expulsos" e até que ponto um abrigo como esse poderá facilitar ou prejudicar na reconciliação familiar, sem, contudo, advogar em causa própria, mas sim como instrumento auxiliador no conflito familiar, uma vez que a família é quem detém o vínculo afetivo mais importante do sujeito.

Finalmente, discussões familiares e "fugas" de casa não podem ser confundidas com expulsão, rejeição e/ou abandono, muito menos os abrigos podem se tornar cúmplices e fomentadores dessas discussões, como espécies de "refúgios" para jovens em conflito com suas famílias. Dessa forma, mais do que enfatizar a necessidade de criar abrigos dessa natureza, devemos pensar na razão pela qual a expulsão pode ser um recurso tão desastroso utilizado por pessoas que invés disso devem acolher, amar e educar.



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