Muito além dos Uniformes - A Ideologia de Gênero Atinge a Definição de Humano


Recentemente saiu nas mídias a informação de que uma escola baniu a utilização de uniformes específicos para meninos e meninas, com base na "ideologia de gênero". Ora, evidentemente, o formato de uma roupa não define o sexo de ninguém, mas como símbolo culturalmente estabelecido, aponta, sim, para a construção do gênero sexual vinculado a identidade sexual, isto é; macho ou fêmea. 

Para entender a complexidade do tema é fundamental que leia o texto: "Modelagem Cultural - A Poderosa Ferramenta de Manipulação em Massa". Clique AQUI para ler.


Mais do que meramente a utilização de uma vestimenta, vestimos valores construídos lentamente ao longo de séculos, essa é a razão pela qual devemos nos preocupar, não pelo estilo que tem a roupa, saia, short, calça ou vestido, isso é irrelevante... Mas pelo significado que ela possui e a influência que exerce na mente dos nossos jovens.

Tenho desenvolvido alguns escritos sobre a ideologia de gênero, os quais irei publicar no momento apropriado, academicamente falando. Todavia, alguns ensaios me permitem falar com tranquilidade sobre isso que na atualidade não tem relação alguma com os diferentes comportamentos sexuais em culturas passadas, os quais não procuravam dissociar o comportamento sexual do SEXO, propriamente biológico, muito menos dos estereótipos associados a ele (ao sexo), tais como linguagem e vestimenta, mas eram frutos de circunstâncias muito peculiares, na sua maioria de caráter ritualístico e filosófico.

Absolutamente distante do que fora a sexualidade no passado, a ideologia de gênero atual (até porque ela não existia no passado) está assentada em forte conteúdo ideológico, filosófico e político, lentamente construído nos últimos 120 anos, não em fatos produzidos pela lógica do saber humano amparado por áreas como a Biologia, Química e Psicologia. Estas matérias tem sido por muitos utilizadas de forma tendenciosa, para fundamentar não o que fatos objetivos revelam, mas o que a mente dos seus instrumentadores concebem como "modelo ideal".

Os discursos a favor do "gênero neutro" (porque a dissociação do sexo implica obrigatoriamente na indefinição do gênero) que ganham força na mídia e até mesmo em alguns setores acadêmicos, são PRODUTOS de uma transformação acerca da própria concepção de CIÊNCIA.
Os sujeitos que hoje produzem matérias relacionadas ao tema "gênero", não se veem obrigados a utilizar do conhecimento lógico, para afirmar, conclusivamente, o que para eles reflete seu mundo de "verdades". 

A sociedade, por outro lado, com força da mídia, repercute num processo de MODELAGEM CULTURAL o que apenas tem APARÊNCIA de autoridade, mas que na prática se resume a pensamentos (e pensadores) populistas, hora introduzidos na moda e ecoados como modelos de cultura e de ciência.

Precisamos discernir com urgência o que tem  sido fomentado em nossa cultura como mudanças necessárias para o bem estar dos seres humanos e boa convivência em sociedade. Caso contrário, corremos sério risco de ficarmos reféns da inovação, do modismo e das conveniências ideológicas de grupos e/ou pessoas que devido ao seu poder de influência, são capazes de afetar positiva ou negativamente uma geração inteira.

Triste para o mundo. Triste para essa geração. Pior ainda para as gerações futuras.

Abraço e até a próxima....

COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo. Para apoiar, compartilhe nossos textos e curta a página no Facebook.

Anterior
Proxima