A Cultura do Estupro tem Nome: Pornografia! Quer ver o Vídeo?


Se você acha uma monstruosidade a denúncia de estupro coletivo praticado por 33 criminosos contra uma adolescente de 16 anos em uma comunidade da Zona Oeste do Rio, e classifica isso como algo absurdo, estarrecedor, desumano, aterrorizante, está completamente certa a sua opinião. Porém, se os indivíduos que praticaram essa atrocidade a fizeram porque antes de tudo são criminosos da pior espécie, qual é a definição que podemos dar às pessoas que ASSISTIRAM e COMPARTILHARAM o vídeo? 

Se eu lhe disser que o estupro pode ser, também, uma consequência não só da índole criminosa de pessoas "moralmente doentes", mas também uma CULTURA que produz, sustenta e incentiva esse tipo de crime a partir da INDÚSTRIA PORNOGRÁFICA, qual seria a sua opinião?


Vi nas redes sociais e sites de notícias a típica reação de feministas que de forma muito sutil, porém, clara ao entendimento de quem estuda o tema, sugerindo que é preciso combater essa tal "cultura do estupro", algo que nas entrelinhas dessa afirmação está implícita a concepção de uma cultura ocasionada pelo empoderamento sexual dos homens sobre as mulheres. Em outras palavras, é como dizer que o resultado dos estupros são uma consequência direta da cultura machista onde o homem possui "poder" sobre o corpo da mulher.

Poderíamos ir fundo na questão, resgatando os motivos para essa reflexão que dá margem a interpretação feminista nos diferentes contextos históricos onde, de fato, a prática sexual entre homem e mulher, numa perspectiva cultural abrangente, era uma expressão de poder e prazer quase exclusivamente do homem! O "estupro silenciado", ou seja; a prática sexual contra a vontade da mulher, mas feita por "dever social", via de regra, por casamentos arranjados e relacionamentos conturbados, constituíram ao longo do tempo a principal forma de estupro que até hoje é possível encontrar. 

Todavia, a relação entre os crimes atuais de estupro e as velhas concepções de sexo como dever estão muito distantes de possuir uma correlação cultural

O motivo dessa afirmação é muito simples: existe outro elemento modelador na cultura do sexo, com impacto psicológico, comportamental, de alcance mundial e instantâneo que supera, e muito, os efeitos de qualquer outra cultura capaz de influenciar o relacionamento entre homem e mulher, é a PORNOGRAFIA!

"Cultura funk"? Nenhuma relação sexual, em si, pode ser considerada estupro se for consentida e praticada por pessoas capazes (o que a lei chama "maior de idade"). Todavia, a exposição e erotização da cultura, quando posta como modelo sexual e objeto de desejo, cria contextos que são propícios para a manifestação de comportamentos prejudiciais às relações humanas, especialmente no âmbito afetivo. As letras de "funk" acima sugerem relações sexuais onde a mulher é o nítido reflexo das produções pornográficas, onde nesses tipos de relações não há "pessoas", "sujeitos", mas sim "objetos de prazer" e gozo quase exclusivamente do homem. Essa ênfase, a priori, aceita pelas mulheres presentes nesses "shows", não justificam qualquer ato criminoso, especialmente o de estupro, mas é inegável que se tratando de "modelo", possui correlação direta  com a fantasia sexual de criminosos em potencial, manifestas através do crime.

Vamos falar sobre a cultura do estupro? Ótimo! Então comecemos por onde ela é produzida e alimentada, mas duma forma onde as maquiagens, o dinheiro, o tráfico humano e as drogas não deixam aparentar como sendo crimes. Onde a indústria bilionária, perdendo apenas para a de armas (01 - tráfico humano; 02 - armas; 03 - drogas) dita os "padrões do sexo", definindo de forma sutil o que são fantasias sexuais aceitáveis, transformando perversões e parafilias em fetiches "sadios" e CULTURAIS, objetos de desejo por todos que se dispõem a serem escravizados e desconstruídos afetivamente pelo modelo de prazer divulgados em filmes e revistas pornôs ao redor do mundo.

Cultura do estupro? Ok! Vamos começar questionando a razão de ser "aceitável" mulheres serem transformadas em "esgoto de sêmen", marionetes e "bonecas de perversão" de homens, cachorros e cavalos (sim, nesse caso até os animais são estuprados por àqueles que se dizem mais racionais do que eles), em filmes pornográficos, apesar de postas como ARTISTAS e PROFISSIONAIS DO SEXO, desejadas e "perfeitas" na cama, quando na verdade não passam de meras IMAGENS ou, no máximo, objetos descartáveis por qualquer sujeito após o gozo! 

Você ficou chocado(a) ou incomodado(a) com minhas palavras? Por qual motivo? Essa não é a realidade de todos os dias? Ou será que o motivo dos criminosos terem filmado, postado e suas atrocidades ASSISTIDAS e COMPARTILHADAS, não é uma pequena demonstração da tendência implantada pela indústria pornô nos seus telespectadores ao querer assistir perversão? 

Caso você tenha visto, saiba que mesmo que essa atitude não tenha a intenção de obter "prazer", ela é, possivelmente, uma consequência de outras visualizações suas no meio pornográfico, suficientemente marcantes para lhe gerar o "impulso" de querer assistir o vídeo, constituindo um "padrão repetitivo de atração".

Propaganda da marca Dolce & Gabbana - ênfase no erotismo, colocando a mulher como "rendida" por homens que, aparentemente, sugerem desejo sobre ela. Esse é um exemplo de como as grandes marcas refletem os modelos sexuais da "cultura pornográfica". Não se deixe enganar! A imagem foi montada de forma que inspire desejo, sedução e sexo, tanto para homens como para as mulheres. É uma sugestão pornográfica para ambos os sexos, mas que traduz o fetiche pornográfico da "dominação"!
Talvez você, leitor, mulher ou homem, que se mostrou indignado com o estupro coletivo noticiado na TV aberta, já tenha, no mínimo, ouvido falar de pornografias onde o mesmo estupro acontece uma, duas, três, MILHARES de vezes, em todo mundo, mas que por serem "apenas" filmes ou quem sabe uma balada com amigos, e haver ali, supostamente, o consentimento da mulher, seja algo aceitável, certo? 

Se você nunca parou para pensar que em termos comparativos O ESTUPRO É O MESMO, mudando apenas as nuances do fato, saiba que é exatamente isso o que muitos por trás da indústria pornô esperam de você: uma inércia mental, incapaz de correlacionar fantasia e realidade, para que ela se misture, e em dada oportunidade você reproduza no seu comportamento o que vê e ouve como sendo tudo "aceitável"!

Muitos casos de estupro podem refletir um padrão repetitivo do que esses criminosos aprendem, advinha onde? Assim como alimentamos o surto psicótico de assassinos que tiveram inspiração em filmes e jogos de terror, produzidos para simples "entretenimento", não tenha dúvida de que estupradores alimentam sua cultura com o que é produzido para ser "aceitável".  

O estupro é apresentado como sendo apenas mais uma forma de fetiche em muitos redutos pornográficos. Vídeos de pessoas sendo estupradas são compartilhados por quem sente atração por esse tipo de perversão, e a indústria pornô incentiva tal comportamento ao reproduzir de forma fictícia essas cenas, afim de "satisfazer" essas pessoas. Todavia, O CÉREBRO NÃO DISTINGUE FANTASIA E REALIDADE, absorvendo tudo o que processa como REAL. Resta ao "filtro moral" do indivíduo a responsabilidade por fazer esta separação, algo que, em dado contexto, por várias influências, pode não existir ou, pior ainda, ser modificado ao ponto de tornar moralmente ACEITO e, portanto, PRATICADO.

A sociedade, em especial os movimentos de luta por direitos humanos, precisam ser coerentes. Nunca vi qualquer manifestação feminista contra a cultura de exploração das mulheres em filmes pornográficos, onde é incentivado não só o estupro, mas uma série de perversidades. Isso porque os interesses políticos e as aberrações ideológicas incoerentes de movimentos politizados falam mais do que as reais necessidades de representação e luta das mulheres contra a opressão. 

Para as feministas idiotizadas pelo discurso da luta de classes trazida ao conceito de gênero, a pornografia é só mais uma ferramenta para "libertação da sexualidade", possível de ser usada como exemplo de "empoderamento sexual". Hipócritas! 

Na prática a realidade é outra e precisa ser denunciada! Como podemos repudiar um crime local, "escondido", lhe associando a um tipo de cultura, sem repudiar a cultura global que lhe define abertamente? 

A verdadeira cultura do estupro na atualidade é a cultura da pornografia. 

O que muitos jovens aprendem com filmes pornôs é o que praticam ou, no mínimo, fantasiam, em festas noturnas, onde o limiar entre o aceitável e o perverso pode ser apenas mais uma dose de álcool ou carreira de cocaína, pior se combinados com uma índole criminosa.

Finalmente, para quem não leu os textos publicados aqui no blog que descrevem os bastidores da indústria pornô, revelados por uma ex-atriz, clique AQUI. Recomendo muito que leia, porque não há outra forma de falar sobre a cultura do estupro, se não for combatendo a perversa cultura da pornografia.

Não adianta repudiar apenas crimes isolados e fazer disso um viés ideológico que não aborda o problema como um todo, em sua origem e no contexto onde ocorrem. A maioria dos crimes combatemos com punição, mas isso não faz voltar atrás, não soluciona o estrago que já foi praticado. Nesses casos a solução, de fato, está na cultura, e se o tema é estupro ela começa na PORNOGRAFIA!

#nãoahipocrisiasocial
#nãoaculturapornográfica 

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