O Diagnóstico de TDAH é Útil ou Prejudicial? - Informações Importantes!




Doença clínica ou uma opinião subjetiva?

"Nós devemos parar de tratar a distração como uma doença clínica, para apontar as melhores maneiras de ajudar as crianças a melhorar sua capacidade de concentração." É o que diz Dimitri Christakis, pediatra da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em um debate publicado na New York Times, sobre se o diagnóstico de TDAH é útil ou prejudicial às crianças.

Chistakis aponta que dar a uma criança o diagnóstico de TDAH é um processo subjetivo da parte dos pais, professores e médicos:


“Em um dos testes de diagnóstico mais amplamente utilizados e bem validados, uma criança precisa demonstrar 6 de 9 comportamentos específicos em um formulário padronizado para ser diagnosticada, e, assim, qualificar-se para acomodações de deficiência. Mas as avaliações, normalmente preenchidas por um professor e pai, são subjetivas. Eles devem decidir, por exemplo, se uma criança "muitas vezes" tem "dificuldade em organizar tarefas e atividades." - ou "muito frequentemente."

TDAH é uma não conformidade com as expectativas da sociedade
 
A Professora de Filosofia  Susan Hawthorne argumenta que o TDAH é uma não conformidade com as expectativas da sociedade, e não uma condição médica semelhante ao diabetes:
 
"O conhecimento comum atual é que o TDAH é uma doença crônica, física e de condição médica tratável, comparável ao diabetes. Mas este não é o caso. Os critérios diagnóstico realmente medem se as crianças (adolescentes ou adultos) não satisfazem as expectativas sociais de hoje."
 
De acordo com Hawthrone, as crianças são diagnosticadas com TDAH, "não porque elas possuem deficiência, mas porque elas são difíceis de lidar, como um estudante muito ativo que não vai se sentar calmamente em um tempo determinado. Novamente, o fracasso social responde intensamente pelos diagnósticos de desordem." Os medicamentos, ela diz, podem ajudar as crianças a curto prazo, mas as pesquisas mostram que os medicamentos de TDAH não produzem melhorias na educação ou realizações de trabalhos a longo prazo.
 
Nem sempre a medicação é inútil
 
O outro lado do debate está representado por Tanya Froelich , Professora Associada de Desenvolvimento e Pediatria na Universidade de Cincinnati Medical Center. Embora Froelich admita que o excesso de diagnóstico e uso indevido de medicamentos é uma preocupação generalizada, ela também acha que as crianças que sofrem são ajudadas pelo diagnóstico, lhes dando mais acesso e ajuda especial na sala de aula.
 
A medicação, no entanto, não é a única resposta para uma criança que apresenta sintomas de TDAH, como argumenta Froelich:
 
"A atenção e autorregulação das capacidades de todas as crianças pode ser melhorada através do aumento da atividade física, mantendo uma saudável e bem equilibrada dieta, melhorando o sono, ensino de habilidades organizacionais, com estrutura e consistência cada vez maiores em casa e na escola." Os pediatras devem ter um papel maior em educar as famílias sobre essas intervenções no estilo de vida crítico dos filhos, além do diagnóstico de TDAH e a gestão do seu tratamento médico".
 
Froelich também aponta que as crianças não devem ser diagnosticadas em uma visita de 10-20 minutos para o pediatra. É trabalho do médico, "para afastar os muitos outros diagnósticos e circunstâncias que podem produzir sintomas de TDAH, verificar através de entrevistas cautelosas com a família, a realização de um exame físico imitando condições médicas, e diligentemente coleta de informações da escola." 
(...)
 
O número de diagnósticos de TDAH nos Estados Unidos explodiu em 300 por cento desde 1983. Com alarmantes um por cento de crianças americanas com o diagnóstico de TDAH, é hora de olhar para os fatores sociais, ambientais, educacionais e econômicos que injetaram combustível para a explosão dessa epidemia.


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