Novo Caça 'Invisível' da China Ameaça Soberania dos EUA?

 

A soberania que falamos aqui é a militar e aérea, não na diversidade de equipamentos, mas no arsenal de aviões de combate, especificamente os caças. O Chengdu J-22 chinês, planejado para entrar em operação entre 2017 e 2019, de fato, mostra que não é só no comércio que a China vem tomando território no mundo, a indústria militar chinesa, com apoio de potências como a Rússia, vem avançando em tecnologia e arsenal. Na semana do natal ainda em 2015, foi anunciada a produção oficial do que também chamam de "águia negra", um caça que lado ao russo T-50, já é considerado o avião de combate com maior invulnerabilidade da atualidade, segundo Dave Majumdar, analista militar dos EUA em artigo para The National Interest’.


Um projeto iniciado desde 1997, apesar de já ser considerado um avião semelhante ou igual ao caça americano F-22 Raptor, o que deixa o cenário militar em suspense é o fato do governo chinês não ter revelado muitos detalhes sobre o novo caça J-20, podendo haver informações tecnológicas estratégicas importantes de caráter militar em secreto, capaz de fazer superar ainda mais as expectativas do avião chinês.

Aparentemente idealizado como avião furtivo, seu grande potencial está em atacar alvos terrestres e 'fixos', como lança mísseis e porta-aviões, e não em confronto 1x1 com rivais como o F-22 e F-35. Todavia, sua tecnologia e poder de fogo superam e muito aviões inferiores a quinta geração, tonando-os alvos em potencial.

Enxergando o cenário geopolítico atual, não acredito que a intenção da China é fazer frente ao poderio militar norte-americano visando possíveis confrontos bélicos. Isso, porque, a conjuntura ECONÔMICA mundial não permite mais que tenhamos guerras de grande porte, a nível mundial, especialmente entre grandes potências, tais como China, EUA, Rússia, Alemanha, Inglaterra, Japão, França, etc. As guerras atuais são regionais, concentradas em zonas de interesse, disputadas geralmente por conflitos culturais, tais como os religiosos e interesses comerciais como pano de fundo. Em outras palavras, a guerra que travamos a nível mundial é CULTURAL, de hegemonia comercial, econômica, cujos interesses militares giram em torno apenas de conflitos REGIONAIS, tais como ocorrem no Oriente Médio e na África.

A globalização é a grande responsável por esse cenário de interdependência entre as potências mundiais, lado a descaracterização das identidades culturais, as quais serviam de alavanca para posturas inflexíveis ao diálogo entre as nações. Atualmente, por outro lado, são os laços econômicos que "regulam" o clima entre as potências, bem como o estreitamento cultural entre os povos, cada vez mais envolvidos por meio das ferramentas de comunicação nas decisões políticas dos governos. Sendo assim, penso que o objetivo chinês é COMERCIAL, fazendo jus ao título de "fábrica do mundo", querendo lucrar com as demandas internacionais de conflitos que não são seus, mas de quem ainda necessita (ou deposita) do poderio militar para se estabelecer no mundo moderno. Portanto, se os EUA tem algo a temer com o avanço tecnológico militar da China, não é com a própria China, mas sim com seus possíveis importadores de armas motivados pelo ódio cultural e religioso contra o American Way Of Life

Abraço e até a próxima...

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