"Eu não Tive Oportunidades, eu as Criei!" - Por: Giuliana da Matta


O texto abaixo foi escrito pela Mestre Giuliana da Matta em sua página pessoal no Facebook (para ver, clique aqui). É um relato fantástico, que nos faz pensar até que ponto o argumento de "vitimismo social" pode ser considerado para "justificar" o índice de criminalidade entre as populações menos favorecidas. Leia e deixe sua opinião nos comentários:


Eu, filha de uma costureira sem o ensino fundamental completo, e de um contador omisso que abandonou a família quando eu tinha 4 anos. 

Ela, filha de um advogado e uma médica, típica representante da elite de Olinda!
 
Qual das duas teria mais "oportunidades" na vida?! 

Aos 16 anos eu pedi que minha avó me levasse até um cartório eleitoral para que tirar meu título de eleitor. Aos 16 minha colega de escola engravidou do namorado. 

Aos 16 eu aprendia o significado de responsabilidade social e ela aprendia a trocar fraudas!
Aos 16 eu entrava na UFPE e ela numa faculdade particular. Por quê? Porque eu era "a chata"! Que não me deixava influenciar por ninguém, que ouvia os professores, entendia que deveria assistir aos telejornais, que lia livros!!
 
Aos 17 recebi meu primeiro salário e desde então sou responsável por meus gastos! Dizer que uma PESSOA de 16 ou 17 anos não é capaz de responder por seus atos por falta de oportunidades é formar uma geração de IDIOTAS, ACOMODADOS e IRRESPONSÁVEIS. Eu não tive oportunidades, eu as criei!!!
 
Uma PESSOA aos 16 anos pode escolher o presidente, pode trabalhar com carteira assinada (menores aprendizes assinam carteira, o que é ótimo! Eu vivi isso!), mas não poder ser preso se matar ou estuprar outra pessoa!!! Ou seja, uma PESSOA aos 16 anos pode ser produtiva para a sociedade, mas se negligenciar as regras dessa mesma sociedade deixa de ser PESSOA e passa a ser MENOR??? Depois vem dizer que o problema é falta de escola?! (e não confundam esta com educação, o brasileiro médio - diretoria de UNE etc - não sabe o que é educação)

Eu, como professora (não sou educadora!) não vejo como trabalhar diante de tal incoerência, ou melhor, vejo sim, e assim serão minhas aulas a partir de agora: 

"ouçam, jovens, vocês devem ser produtivos e ter consciência política, mas se ficarem de saco cheio da minha aula e quiserem me dá um tiro, não tem problema, não acontecerá nada a vocês!"

Giuliana da Matta

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