Não há Futuro Melhor que a Felicidade Presente!


Podemos encontrar nas coisas mais simples da vida, plena realização. Acordamos todos os dias pensando em como "ganhar a vida", mas nos esquecemos que a vida, por si mesma, já foi ganha no primeiro fôlego ao nascer. Ela está para ser vivida, muito embora nossos conceitos sobre o que é viver, se resumam ao poder de fazer da vida o que bem entendemos.


É verdade, ter a liberdade de fazer o que desejamos com nossa vida pode ser um diferencial, afinal, do que adianta desejar algo e não poder alcançá-lo? Porém, qual é o limite entre nossos desejos e a realidade que nos rodeia? Não seria a realidade uma condição de vida capaz de nos permitir desejar em acordo com nossas condições atuais, para que nossa realização, satisfação seja plena enquanto vivemos no presente, mais do que uma expectativa de coisas futuras não alcançadas?

Penso que o limite está em saber viver desejando, sim, mas sem perder a "conexão" com a realidade capaz de nos tornar realizados no presente. Há pessoas que depositam suas expectativas no futuro, ao ponto de não vivenciarem o que o presente lhe proporciona, condicionando sua compreensão de felicidade e realização a um -- ideal -- sempre ainda por alcançar, mas nunca já conquistado. O problema se instala quando essas pessoas deixam de experimentar o presente em prol de um futuro ideal, sacrificando possíveis momentos de prazer em detrimento de um objetivo que não é mais uma simples meta ou desejo, mas quase uma "obsessão".

Pessoas assim, fazem com que seus recursos atuais girem em torno de uma expectativa, criando a sensação de que o presente não é suficiente, nunca satisfatório ao ponto de poder desfrutar da liberdade que o momento lhe oportuniza. São escravos de suas próprias ideias, quando não de pessoas que lhes cultivam para fazerem de suas vidas um -- ideal -- geralmente não alcançados por esses outros, frutos não do que realmente gostariam de ser, mas do que foram condicionados a conceber como ideal.

Enxergar na simplicidade do presente as diferentes formas de realização é um grande desafio, pois significa romper com as estruturas de um -- sistema -- cultural, econômico, que depende da motivação alicerçada no consumo e poder como identidade do indivíduo. Desse modo o sujeito nunca é, senão àquilo que pretende ser, definido não por sua condição atual, mas sim pelo que projeta no amanhã. Por isso quando avaliamos pessoas boas e más, dizemos que esse -- alguém -- é "sem futuro" ou de "futuro promissor", para dizer o que vale a pena ou não "investir". 

A vida precisa ser projetada, faz parte dela planejar e definir metas, necessidades de uma organização social e familiar. Não defendo a ilusão do carpe diem, mas a maturidade de saber viver o presente sem estar alienado por um futuro que tire de mim a condição de enxergar em cada momento a chance de ser feliz, pleno, realizado não apenas por um ideal, mas especialmente pela capacidade de reconstrui-lo a cada momento, sempre que necessário!

Abraço e até a próxima...

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