Kit Gay Volta Ampliado às Escolas - Entenda a Estratégia!


Leia o texto abaixo, volto em seguida comentando:

"Em abril de 2011, pressionada politicamente pelas bancadas católica, evangélica e da família, a Presidência da República vetou a distribuição para as escolas do material de auxílio didático produzido pelo Programa Escola Sem Homofobia. Apelidado de “kit gay”, o estojo continha três vídeos e um guia para os professores, com aplicação restrita aos alunos do ensino médio. Não foi difícil para o Ministério da Educação (MEC) atender ao pedido presidencial porque se tratava de material complementar que não refletia no conteúdo dos livros daquele ano.


A oposição ao Programa não se deu em função da temática em si e nem pela falta de reconhecimento da necessidade de enfrentar o problema, mas pela maneira equivocada de abordar o assunto. Na oportunidade, a Secretaria Geral da Presidência da República prometeu às representações políticas que, dali em diante, toda edição de material sobre “costumes” passaria antes pelo olhar da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil.


No início deste semestre, porém, chegaram às escolas de várias cidades do país amostras dos livros didáticos para 2014. A partir dos exemplares que vieram para as escolas da Rede Municipal de Educação de Goiânia, percebe-se que o MEC ousou novamente ao reeditar o antigo projeto, além de inserir nos mesmos o também delicado tema da chamada nova configuração familiar. Como se isto não bastasse, ampliou o alcance deste doutrinamento para crianças a partir dos 8 anos de idade. Vale ressaltar que a mesma ordem presidencial não poderia ser cumprida facilmente com o material didático do próximo ano, porque ele foi cuidadosamente produzido para não sofrer alterações.


A precaução dos editores fez com que os temas homossexuais e da nova configuração familiar não mais se apresentassem separados do conjunto dos livros, mas se misturassem aos conteúdos de algumas disciplinas. Assim, a retirada destes temas polêmicos resultaria em prejuízo para uma parte considerável de todo o material didático. Em vista disso, vale questionar se a quebra da promessa presidencial de não promover “costumes”, ainda mais na escola básica, sem que haja antes uma ampla discussão com a sociedade civil organizada, foi por conta e risco do MEC ou teve o aval do Planalto."


Orley José da Silva, mestre em letras e linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG), é professor na Rede Municipal de Educação de Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG)


Voltei,

A grande "sacada" dos ativistas simpatizantes da multisexualidade (sem exagero) foi inserir no conteúdo didático os temas que dizem respeito à costumes e princípios. Ou seja, se o veto presidencial era devido ao fato dos temas comportamento sexual e configuração familiar serem de competência da família, e não da escola, por não estarem inseridos no conteúdo didático das disciplinas comuns, agora não é mais! Eles "misturaram" esses temas às disciplinas comuns, de modo estratégico, para que não fosse possível (ou tornasse difícil) vetar a circulação desse material, uma vez que agora se apresenta não mais como complementar, mas sim "didático".

Diversos profissionais vem alertando sobre a intenção de alguns grupos ao querer doutrinar crianças e jovens para uma geração de pessoas de "sexualidade neutra", ou seja, sem definição de padrões para o comportamento sexual. A intenção é desconstruir os conceitos de sexualidade atuais que definem como homo, hétero, bi ou transexual o comportamento sexual humano. Para tais ativistas, essa é a única forma de eliminar o "preconceito" (leia-se: opinião contrária) da sociedade. 

Os pais precisam ficar atentos quanto ao conteúdo passado aos seus filhos nas escolas, especialmente as públicas. Devem saber que a responsabilidade pelos padrões morais dos filhos é da família, e não do Estado, não permitindo que valores de grupos com ideologias particulares, especialmente questionáveis, sejam a "referência" didática na escolarização dos seus filhos. 

Como já escrevi aqui no blog em diversos textos, a concepção de identidade de gênero atual não possui embasamento científico suficiente para que se torne matéria de ensino. Toda conjectura em torno dos temas homossexualidade, bissexualidade e outros, são em sua absoluta maioria apenas especulações. Existe muito mais ênfase política e ideológica por trás desses movimentos do que conhecimento empírico, por esse motivo é inaceitável que o Estado integre em sua grade curricular de ensino temas tão controversos e carente de estudos mais aprofundados.

Dado a subjetividade do tema "sexualidade", principalmente quando em relação à orientação sexual, é eminente o risco de ensinar crianças e jovens conceitos equivocados sobre o assunto. Não é da escola esse papel, mas sim da família, sua vivência e princípios individuais. Dar a escola o poder de "modelar" comportamentos divergentes é retirar da família a autoridade sobre a educação moral dos seus filhos.  Não tem a ver com respeito, mas sim formação de caráter, onde as perspectivas de princípios de cada família constituem o principal referencial, tão importante para a criação de uma sociedade realmente diversificada.

Contra a "Homofobia"?

Se engana quem diz serem essas medidas uma iniciativa contra a "homofobia" na escola. Ensinar uma criança a respeitar às diferenças individuais é muito diferente de orientá-la à uma determinada prática ou entendimento. Tal incentivo, para ocorrer, não precisa ser explícito, basta que sejam repassados pensamentos que não correspondam à realidade dos fatos ou apenas questionados o bastante. Em outras palavras; ensina-se a respeitar o "baixinho, gordinho, orelhudo, a magrinha, o zangado, tímido", assim como quem se apresenta homossexual, religioso, ateu, "irado", passivo, etc. Mas em nenhum desses contextos deve haver uma atenção especial para A, B ou C, senão a valorização do respeito às diferenças, limites e condições de cada ser humano, independente de suas características. Qualquer "política" fora disso significa favorecer uns e desmerecer outros, seja por preferência de crença, condição física, comportamento ou ideologia.

Abraço e até a próxima...

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