Beijo Gay no Culto, Prisão e Marcos Feliciano - Entenda a Polêmica!


Mais uma vez Marcos Feliciano, Pastor e Deputado Federal, é alvo de críticas por grupos de ativistas gays e simpatizantes, assim como por especuladores de plantão. Dessa vez foi em um evento evangélico, realizado ao ar livre em São Sebastião na Cidade de São Paulo, chamado "Glorifica Litoral".

Ao iniciar a pregação, um grupo fazia protestos contra o Pastor Feliciano, utilizando cartazes e "gritos de guerra", quando duas jovens de 18 e 20 anos, dizendo-se namoradas, resolveram se beijar. Foi nesse momento que o ali Pastor Feliciano solicitou a Guarda Municipal a prisão imediata das jovens.

Diante desse fato muitas críticas e elogios circulam na mídia, porém, muitos sem alguns critérios para avaliar a situação e julgá-la corretamente. Por esse motivo convido você para pensar de modo um pouco mais "amplo" esse acontecimento, no fim de entender que o gesto aparentemente exagerado ou preconceituoso de Marcos Feliciano possui razões que vão muito além de um mero "beijo gay".

Antes de continuar, peço que veja os dois vídeos abaixo sobre o caso, volto em seguida:



Agora veja em detalhes o momento do beijo: 





O que o Deputado Marcos Feliciano vem enfrentando não é um ato aleatório de protestos contra sua pessoa, mas sim um conjunto de ações que visam tornar seu nome alvo de escândalos associados ao preconceito e, principalmente, a "homofobia".

Não se trata de uma luta por direitos, porque essa ocorre por mecanismos políticos e embates ideológicos em ocasiões apropriadas. Se trata de provocar situações constrangedoras, onde por meio dessas ações, a pessoa do Marcos Feliciano possa ser usada como "a figura do cidadão homofóbico" e "religioso fanático" contra o qual a sociedade deva se voltar.

Em outras palavras, o que esses ativistas desejam é pegar "carona" na fama de uma pessoa midiática, com posturas definidas sobre diversos assuntos, para fazer dessa imagem um palanque, onde suas ideologias poderão ser expostas com mais facilidade, conseguindo chamar atenção para temas que, de outro modo, não seriam discutidos com tanta ênfase na sociedade.

Para quem vem acompanhando os muitos protestos semelhantes a esse contra o Deputado, no Congresso, nas ruas, no avião, na porta das igrejas e até mesmo durante os cultos da sua religião, fica fácil entender que sua ordem de prisão não é um exagero, nem preconceito, mas uma garantia da própria liberdade em se expressar, transitar e agir conforme o que acredita.

Você não irá compreender corretamente esta ação se analisá-la isoladamente, é preciso enxergar o histórico de "protestos" semelhantes a esse, onde esse Deputado vem sendo coagido até mesmo de exercer sua fé em ambientes fechados, o que dirá em público?

É preciso tomar medidas como essa (voz de prisão), em acordo com a lei, para que tais "protestos" não "saiam do controle" e venham, desse modo, servir como forma de cercear o direito que o outro possui (eu, você, o Feliciano e qualquer um) de exercer sua liberdade de pensamento, crença, expressão! Se tais "ativistas gays" fazem isso com uma pessoa pública e "poderosa" como o Feliciano, o que poderão fazer com gente como eu e você, caso necessário?

Elas estavam em local público, e agora?


Algumas pessoas creditam que pelo fato de estarem num espaço público, poderão fazer o que bem entendem. Utilizam o argumento da "liberdade de expressão" para justificar tal pensamento. Se você é um desses, saiba que estás enganado(a)! A liberdade de expressão garantida em lei é aquela que não viola o direito do outro. Toda expressão que faz escárnio contra a liberdade do outro em ser, pensar, agir como quiser dentro dos seus direitos, torna-se crime.


Compreenda que escárnio, deboche, "zombaria", incitação ao ódio, depreciação, discriminação, não são a mesma coisa que opinião, teorias científicas, filosofias, pensamento político e crença! Para que entenda melhor, cito o exemplo das "Vadias" na Jornada Mundial da Juventude, veja a foto abaixo:


Para você o que significa o gesto da imagem acima, protesto ou deboche da fé alheia? Opinião política, teoria acadêmica, embate ideológico adequado ou zombaria e depreciação? Pergunto; essas pessoas estavam exercendo a liberdade de expressão?__SIM e NÃO! Sim, mas de forma errada! Não, porque ao se expressarem de modo errado, ou seja, não autorizado por lei, passaram a cometer o crime de "impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:", prescrito no Art. 208 do Código Penal Brasileiro.

Dessa forma, fica evidente que a liberdade de expressão, embora garantida igualmente para todos os cidadãos, está submetida a determinadas condições que visam preservar os mesmos direitos de liberdade de outros. Já imaginou como seria se não houvessem leis que proibissem pessoas de saírem nas ruas sem roupas? De expressar revolta contra o patrimônio público e privado, quebrando-o? De fazer barulho a qualquer hora? De transar no meio de uma praça? De invadir um terreiro de umbanda para protestar contra o sacrifício ritual?

Ora, a liberdade está condicionada à integridade física, moral e religiosa do outro. Quando este "outro" sente-se agredido, vilipendiado no seu direito, configura-se um crime!

A ação de Marcos Feliciano foi baseada exatamente o Art. 208 do Código Penal, o qual descreve exatamente situações de perturbação, deboche e escárnio público da crença, especialmente se dirigidos à uma pessoa específica (o que foi caracterizado), como crime passível de prisão, não importando se num ambiente particular ou público!

O ambiente em que ocorreu o "protesto" estava reservado para a realização de cerimônia religiosa e, portanto, protegido por lei. Qualquer manifestação que fosse interpretada pelos participantes (o que inclui Feliciano) desse evento como uma "agressão" à sua liberdade de crença, poderia ser plenamente acusada de crime, e foi o que aconteceu! Tais direitos valem para todas as crenças.

Só porque eram homossexuais?


Qualquer cidadão de bom senso que tenha frequentado, participado, de uma cerimônia religiosa cristã, cultos especificamente, sabe que gestos de intimidade sexual, tais como o beijo, não são convenientes nesses momentos, por isso não são vistos com bons olhos, causando desconforto nos participantes.

Porque é pecado beijar? Claro que não! É porque tais gestos retiram a atenção (dos participantes e de quem se beija) do objetivo da cerimônia. Casais héteros também são coibidos de manifestar esse tipo de intimidade nesses momentos, no entanto, quantas vezes vemos tais gestos?

Ora, quem participa dessas reuniões sabe que não é a ocasião para se beijar, acariciar, etc. por isso não fazem, consequentemente, não existe a necessidade de que sejam chamados atenção. Em outras palavras, o bom senso de quem está ali por um motivo RELIGIOSO (e não afetivo-sexual) garante a ordem na reunião.

O fato delas serem homossexuais, agravou a situação?


O que agravou a situação foi o fato daqueles ativistas estarem ali exatamente para "perturbar, debochar, escarnecer" com a crença e pessoa do Deputado, especialmente numa ocasião da sua vida privada, onde apresentava-se como líder religioso, e não como político.

 Devemos ser honestos para reconhecer que raramente um casal, seja homossexual ou hétero, que esteja numa cerimônia religiosa por motivos religiosos, cometerá tal atitude. O agravante, portanto, não foi a orientação sexual das garotas, mas o motivo pelo qual estavam ali.

Em outra ocasião, o beijo  homossexual seria proibido, por exemplo, numa reunião própria para casais cristãos?

Para a Igreja Evangélica a homossexualidade é um pecado, assim como qualquer pecado descrito pela bíblia de modo direto ou indireto. Dessa forma o que existiria numa reunião como essa seria a advertência do erro, segundo a doutrina da Igreja (denominação), da mesma forma como são advertidas as pessoas que nesses encontros são indiferentes com o próximo, agridem moral ou fisicamente, incentivam o adultério, motivam conflitos, discriminações e tantas outras coisas consideradas um pecado. 


A proibição nunca é uma alternativa, quando o melhor é conscientizar e fazer compreender o que pode ser o melhor para a vida de uma pessoa.

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