O Deus no Parabrisa dos Carros - O que Ele é para Você?


Não é difícil ver pelas ruas, colado em paredes, fachadas e principalmente vidro de carro, frases religiosas. Sempre que me deparo com algumas delas fico surpreso com a ideia do autor, ao revelar uma compreensão completamente equivocada sobre Deus, sua vontade e importâncias. Na prática, para muitos que colam no para-brisa dos seus carros frases como "Tudo Posso Naquele que Me Fortalece", "Quando Deus quer é Assim", "O Coração do Homem Sonha e Deus Realiza", "Sou Filho de Deus, Irmão de Jesus, Será que Sou Fraco?" e tantas outras, Deus não passa de uma moeda de troca. Talvez, uma lâmpada mágica ou, no máximo, um cara poderoso disposto a cumprir as determinações humanas.

O Ideal de grandeza e poderio é típico da vaidade humana, onde os reflexos vemos na história marcada por guerras, disputas políticas, etc. Todas em função do PODER. Em Deus vemos através de Cristo o rompimento dessas antigas concepções. Os elementos simbólicos que no Antigo Testamento representavam "santidade", "justiça" e "domínio", foram no Novo Testamento traduzidos com perfeição na pessoa de Cristo. Em suma, tudo o que fora representado como sendo santo, belo, justo e poderoso através dos magníficos templos, leis cerimoniais e aquisições materiais (prosperidade), agora são vistos em Jesus Cristo o seu real valor e propósitos. Os homens puderam ver no Messias que as intenções de Deus não era dominar através da força, nem expressar prosperidade através do ouro, da prata ou reivindicar santidade por meio de cerimônias (embora fosse necessário utilizar essa "linguagem" para se fazer compreendido aos primeiros povos), mas por meio de ações simples, tal como dar água a quem precisa, "virar a outra face", caminhar duas léguas, vestir quem estiver nu, acolher o necessitado, incluir o excluído, resumindo: "amar o próximo como a ti mesmo" e tendo, por isso, o amor à Deus sobre todas as coisas.

Apesar disso não é essa a compreensão que muitos de nós temos atualmente. Diversos líderes querem ensinar "suas" igrejas a mesma "linguagem" de santidade, domínio e prosperidade do Antigo Testamento, e para piorar ainda ensinam de modo errado, pois se Deus utilizou essa forma de comunicação para transmitir inicialmente a humanidade esses conceitos, não resumiu-se a eles, tendo sido a compreensão e obediência a vontade de Deus a condição mais importante, indispensável, para que a "santidade, domínio e prosperidade" fossem legitimados. Isto é; era preciso compreender à Deus e obedecer suas leis, nisso ficou/fica  evidente os preceitos MORAIS que em Cristo, séculos depois, ganharam vida plena. Por esse motivo também diz a bíblia que Cristo não revogou a lei, mas à cumpriu, aprimorando por completo àquilo que aparentemente se resumia a um "método" (religiosismo), mas que na verdade diziam sobre caráter, modo de vida, relacionamentos... (fantástico!)

Quando colocamos tais frases de "ordem" e autoafirmação em nossos carros e murais, queremos dizer de modo implícito que "podemos tudo" por ser filho de Deus, invertendo o ensinamento bíblico onde Deus diz: "...a minha graça te basta". Ainda segundo a bíblia, o próprio Cristo precisou "esvaziar" de si mesmo, no fim de realizar a vontade do Pai. Isso diz respeito também às próprias vontades que, na prática, se fossem levadas à cabo não fariam dele o Cristo que conhecemos. Nossa prosperidade, direito e santidades consistem em termos sido acolhido por uma graça que, baseada no amor, tem nos ensinado mediante Jesus a viver corretamente. Acredite, isso está muito além do "poder", "querer" e "ter", mas no FAZER e SER para o mundo àquilo que Deus um dia projetou que fôssemos.  Não significa que Deus queira anular sua personalidade, mas apenas te fazer entender que sozinho não será possível ter uma vida de sucesso, porque erramos, pensando que os "sonhos do nosso coração" podem ser bons, quando na verdade as vezes são ruins ou impraticáveis! Por isso está escrito:

"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor" (Provérbios 16.1)

 

Finalmente, reconhecer à vontade de Deus é, portanto, como respeitar um Pai que sempre irá desejar o melhor para seus filhos. Saber que não teremos tudo desse Pai não significa deixar de ser filho, nem ter vontade própria, mas entender que ouvir a experiência e autoridade do Pai sobre nossas vidas pode ser mais sábio do que errar, ao escolher seguir sozinho...


Abraço e até a próxima!


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