Fim da Hegemonia Brasileira no UFC - Será?

Derrota de Maurício Shogun para Chael Sonnen
Primeiro foi a derrota de Júnior Cigano na revanche contra Cain Velasquez no UFC 155, na categoria dos pesos pesados. Em seguida mais uma derrota de Antonio Silva "Pezão" na revanche contra Velasquez, no UFC 160. Depois assistimos a lastimável queda de Anderson Silva perante o norte-americano Chris Weidman no UFC 162. Após essas duas percas de cinturões, tivemos duas derrotas significativas dos brasileiros Lyoto Machida e Maurício Shogun na sequência. Apesar de o Brasil ainda possui dois cinturões, um com José Aldo e outro interino com Renan Barão, é possível dizer que a hegemonia brasileira no UFC está chegando ao fim?

Imagino que o Brasil é um celeiro de bons lutadores, enquanto os veteranos Rodrigo Minotauro, Maurício Shogun, Anderson Silva, Lyoto Machida, Wanderley Silva, "Pezão", Demian Maia e outros vão sentindo o "peso" da idade chegar num esporte de alto rendimento, outros nomes vão surgindo para ocupar o espaço que começa a ser deixado por essas "lendas" do MMA. Com exceção de Vítor Belfort que em suas últimas quatro lutas vem demonstrando um rendimento surpreendente, apontando para uma possível atualização do seu estilo de luta (algo incomum para um lutador em "fim" de carreira), os demais veteranos do UFC vem demonstrando a cada combate um rendimento menor, onde o cansaço, lentidão e conformismo estão se tornando evidentes.  

Enquanto uns tentam manter o nome entre os tops da categoria, outros lutam para alcançar esse topo, dentre eles estão Édson Barboza, Daniel Serafian, Cesar Mutante, Iuri Marajó, Erick Silva, Rony Jason, Charles 'do bronx', John Lineker, "Patolino" e outros. Além desses, outros lutadores com mais experiência e história no mundo das lutas, como  Ronaldo Jacaré, Serginho Moraes, Tiago Tavares, Rousimar Palhares "Toquinho", Raphael Assunção e o já campeão José Aldo, vem para consolidar a nova geração no MMA brasileiro. Certamente muitos outros atletas estão surgindo em eventos de menor porte e em breve despontarão entre os favoritos.

Olhando então para os novos atletas, o espaço conquistado na mídia brasileira e a paixão despertada em muitos torcedores, podemos apostar que não; o Brasil não está perdendo sua hegemonia, mas apenas reorganizando o seu arsenal de futuros campeões. Talvez tenhamos que assistir com os nervos em "colapso" mais algumas derrotas dos velhos "ídolos", mas o importante mesmo é ver que no rastro da trajetória deixada por eles, uma nova geração está se formando e certamente nos trará muitas alegrias.

Abraço e até a próxima... 

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