A Falsa Paz das Bocas, Bandeiras e Cores - Entenda!


A paz que pedimos é a de bocas que a pregam como roteiro ensaiado, e como tal é produzido, facilmente é descartado. A paz das bocas! além delas, mais nada...

Uma paz esbarrada em discursos exaustivos registrados pela história como insuficientes e de falsa fundamentação. É a paz que facilmente foge ao que dela é falada, pois não é vivida na essência. Dela o que se entende está apenas na boca, não na prática.

A paz que hoje conhecemos é a paz do branco, cor que a representa e como tal nada faz além de representar. Significado emotivo nas vestimentas, faixas e murais, máscaras que escondem pensamentos em "trevas", "corações sujos camuflados" por uma aparência.

A paz do branco e dos dizeres artísticos. Paz da cor, um branco vazio...

Desta paz que hoje conhecemos prevalecem às manifestações pedintes de justiça:

Justiça que mate, condene, castre, prive. Que seja justa, embora explorativa. Eficiente e mais competente. Ironicamente uma justiça educativa cada vez menos humana, com aparência de... justiça?

Desta paz que hoje conhecemos sobram teorias políticas, filosóficas e sociais. É provável que nada fruto de má vontade, mas tão reduzida é a sua eficácia frente às investidas de uma desordem crescente, que pouco significam ante aos fatos tristes que marcaram nosso passado e ameaçam o presente.

O que então pensar sobre nossa paz, que deva ser o reflexo da glamorosa evolução? Onde se encontra o entendimento promissor de uma nova era construída pelo poder razão? Será o conhecimento a esperança de um futuro melhor? Mas qual é o propósito desse, quando já provamos por ele ser possível experimentar a própria destruição?

Penso numa paz de cor vermelho sangue intenso, absoluto em significado, diferente do branco vazio e pacato ou de um nada artisticamente falsificado. Esta Paz é suja, cuspida e rejeitada por nossa ignorância. Paz que não se resume a vestimentas, frases ou bandeiras. Que vivencia a experiência das ruas, não dos palcos suntuosos de uma vida onde a vaidade dita as regras, mas próximo ao que mais precisa ser transformado, valorizado, cuidado, ainda que nos becos, guetos e beiras.

A paz "popular" está distante do vermelho sangue de uma paz verdadeira, não compreende o sentido da vida, nem abre mão de si mesma. É sentimento construído por algo que já virou  moda: dores e agonias de quem sofre e apenas manifesta revoltas e mais revoltas.

Lutamos e choramos por uma paz sem contudo corresponder ao que ela exige de nós. Preferimos ser brancos, neutros na cor e no significado. Mais eficiente do que protestar com tambores, faixas e "cores", é ser você mesmo a própria bandeira de paz!

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." (João 14:27)

Abraço e até a próxima...

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